Noite quente, quase madrugada, naquele fevereiro de 2004 dolorido para Benedito José dos Santos. Seu carro sem seguro havia sido recentemente roubado. Lamentando a própria sorte, questionando sobre a proteção de Deus em sua vida, a noite se embriagava enquanto assistia TV.
– Naquela noite acabei assistindo pela primeira vez o Programa Seicho-No-Ie na TV, mas devido ao estado de embriaguez não conseguia lembrar, no outro dia, em que canal eu havia assistido – conta Benedito.
Uma vida em busca de respostas – Hoje com 49 anos, Benedito é casado e pai de três filhos. De origem humilde, foi criado entre oito irmãos e logo aos 14 anos perdeu a mãe, falecida ainda em tenra idade.
Benedito conta que lembra da existência da Seicho-No-Ie desde os 13 anos devido a uma vizinha que ajudara sua irmã em uma crise familiar. Mas nunca mais. Daí em diante sua trajetória conta
capítulos de passagens por várias religiões.
– Mas nenhuma esclarecia os questionamentos que eu tinha de maneira convincente. Ao mesmo tempo, sinto que a palavra “Seicho-No-Ie” me acompanhou a vida inteira de uma maneira que não sei explicar – relata.
O roubo do carro e o “mergulho” para dentro de uma garrafa – Benedito conta que suas crenças religiosas começaram a mudar definitivamente quando em janeiro de 2004 foi assaltado e teve seu carro roubado.
– Eu havia comprado há três meses, estava sem seguro e a dívida era de mais de 2/3 do seu valor. Veio a revolta e me senti no fundo do poço, questionando muito e até blasfemando contra Deus e sua proteção – confessa Benedito.
Em uma das madrugadas, sempre na companhia da aguardente, ele deu-se de cara com o Programa Seicho-No-Ie na TV e lembrou que já conhecia este nome, “Seicho-No-Ie”.
– No dia seguinte, devido ao estado de embriaguez, eu não conseguia me lembrar em que canal havia assistido ao programa, mas a semente já estava plantada em minha mente – conta Benedito.
Na noite seguinte ele conseguiu anotar o telefone divulgado. Após alguns outros contatos ele chegou até uma Associação Local perto de sua casa.
As respostas encontradas dedicando-se ao Movimento – Benedito não esquecerá jamais essa data: 19 de fevereiro de 2004. Desde que entrou em uma associação local pela primeira vez não apenas assiste palestras ou lê livros, ele também atua como dirigente.
– Sou hoje divulgador e presidente de uma Associação Local em São Bernardo do Campo. Estou seguindo firme rumo ao progredir infinito – comemora.
Benedito conta também que no mesmo dia 19, em que participou de uma reunião de AL pela primeira vez, ao chegar em casa sua esposa deu-lhe a feliz notícia: os colegas da empresa haviam
feito uma arrecadação para ajudá-lo, a fim de amenizar o recente prejuízo com o roubo do carro.