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Culto Perpétuo – Nossa eterna gratidão aos entes queridos.


Ligia Beatriz N. Gomes

Reverências, muito obrigado!

Em janeiro de 2010, participei do Seminário para Educadores na Academia de Treinamento Espiritual de Ibiúna em São Paulo.  

Eu estava em uma situação financeira delicada e também tinha uma problema de saúde;  uma ferida na perna,  que não cicatrizava e que me incomodava muito.
Durante o Seminário, pedi a orientação da Preletora Belisa da Rocha Braga. Contei-lhe que meu ex-marido não havia aceitado a nossa separação e que havia cometido suicídio.
A Preletora Beliza me orientou a realizar algumas práticas espirituais como a Oração de Perdão, leitura da Sutra Sagrada e a oferecer ao meu ex-marido o  Culto Perpétuo.
Confesso que devido a debilidade monetária, pensei em não mandar realizar o Culto Perpétuo para o meu ex-marido, porém pensando no quanto isso iria ampará-lo no Mundo Espiritual  decide-me a fazer, e com isso foi possível até mesmo melhorar a minha situação financeira e contribuir sem maiores problemas par a realização da cerimônia.

Comecei também a prática da leitura da Sutra Sagrada e Oração do Perdão e mesmo não vendo um resultado imediato, eu não desisti.
No início de 2011, procurei o hospital, pois estava com muita dor na perna, era uma úlcera varicosa. Fui medicada e orientada a manter repouso.
Eu estava bastante desanimada em fazer curativos todos os dias com o enfaixamento do local afetado e durante o meu descanso, deixei a ferida descoberta. Em consequência disso, um inseto botou ovos gerando Larvas de miase (bichinhos semelhantes aqueles que ficam dentro da goiaba). Havia aproximadamente 100 a 110 larvas nessa ferida.

Retornei hospital e fui internada em 06/02/2011 (Domingo).  Os médicos decidiram que seria necessária a amputação da perna, já na manhã seguinte, mediante o seguinte diagnóstico: Úlcera Venosa, Odor fétido, Material Necrótico, Infestada de Larvas, Doloroso ao Toque, sem previsão de alta hospitalar.

No dia seguinte as 5h30 min, fui acordada por um enfermeiro que me passou algumas recomendações, o que eu procurei acatar com a mente dócil.
Dirigi-me com muita dificuldade ao banheiro, sentei-me no vaso sanitário, realizei a Meditação Shinsokan e conversei com Deus pedindo-lhe uma segunda chance. Prometi a ele que continuaria aplicando com toda vivacidade os princípios da Educação da Vida que aprendi na Seicho-No-Ie, na minha sala de aula e que o faria, sem medir esforços.

Deitada no leito hospitalar, realizei fervorosamente a leitura das quatro Sutras Sagradas da Seicho-No-Ie em voz alta. Como eu exalava um cheiro desagradável, fiquei sozinha no quarto.

No momento da leitura procurei absorver todas as palavras, procurando não apegar-me aquela situação fenomênica.

Terminei a leitura das Sutras e vários médicos entraram no meu quarto para avaliar o estado da ferida. Eles olhavam, contudo nada diziam.  

No hospital, li também o livro “A Humanidade é Isenta de Pecado” com o mesmo empenho em que realizei a leitura das Sutras.

Por volta de 13h foi realizada uma junta médica, com mais ou menos trinta doutores. No momento que estavam analisando minha situação, segurei fortemente entre as minhas mãos os Livros Sagrados e depois de mais ou menos 45 minutos de longo debate, surgiu um médico, descendente de japoneses, com aproximadamente 70 anos e com a estatura que não ultrapassava 1,60m, explicando que não seria necessária a amputação. O procedimento a ser seguido deveria ser a vedação do ferimento colocando vaselina ou éter, assim as larvas morreriam e deveriam ser retiradas com pinça, e sem anestesia.

Imediatamente olhei para o céu, agradeci a Deus, e a cada larva que era extraída eu agradecia também.

Recebi alta quatro dias depois, com bom estado geral e com o fechamento cicatrizado.
Após essa situação, tudo o mais começou a melhorar.

Minha situação financeira se normalizou: passei em duas provas de mérito aplicadas pelo Governo do Estado de São Paulo para aumento de salário, recebi bônus mérito devido ao bom desempenho dos meus alunos na avaliação do Saresp e em seguida benefício Previdenciário Retroativo correspondente aos dois filhos que eu tive com meu ex-marido já falecido.

Agradeço a Deus, aos meus queridos Antepassados, ao Sagrado Mestre Masaharu Taniguchi, aos meus pais, a querida Preletora Beliza da Rocha Braga que me explicou a importância do Culto Perpétuo para nossos entes queridos e ao meu marido que hoje eu reconheço, foi um anjo de luz, pois através dele procuro aprender a cada dia mais sobre esta filosofia maravilhosa.

Muito Obrigado!