As Mulheres da Seicho-No-Ie

PROFESSORA TERUKO TANIGUCHI


No dia 7 de março 1896, nasce na cidade de Takaoka, província de Toyama, Japão, a 10ª filha da família Emori que recebeu o nome de Teruko. Aos 24 anos casa-se com o professor Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie. Em 1930, no dia 1º de março, é lançada a 1ª revista Seicho-No-Ie, redigida e elaborada integralmente pelo professor Masaharu Taniguchi, cujo trabalho de comunicação e divulgação fora realizado pela professora Teruko. A respeito da divulgação das Revistas Sagradas, transcrevemos um trecho de O Livro da Mulher, de autoria da própria professora Teruko: “O sol da primavera bailava sobre o telhado projetando-se sobre os cachos de glicínia, do caramanchão. Dentro do velho carrinho de bebê, eu empilhava exemplares da revista Seicho-No-Ie, e vestindo um avental branco, saia para despachá-los pelo correio. Nossa pequena filha tentava empurrar também o carrinho. A revista tinha só cinco meses de vida, mas, aumentava o peso do carrinho, o que me alegrava profundamente. Finalmente a primavera chegara na pequena família de pais e filha! Acordávamos ainda de madrugada. Meu marido orava e começava a escrever. Depois partia para o trabalho numa companhia, enquanto eu executava todas as tarefas domésticas, a revisão dos artigos impressos, a escrita contábil, a correspondência com os leitores, a expedição das revistas pelo correio e ainda arranjava tempo para plantar verduras e flores no quintal e no jardim. Minhas mãos ficavam ásperas, mas minha alma vivia plena de satisfação, pois as rosas embelezavam e perfumavam o jardim durante as quatro estações, enquanto os tomates amadureciam vermelhos”.

Em 1963, empreende a primavera a viagem ao Brasil. Dez anos depois, retorna ao nosso país. Escreve O Livro da Mulher. Sua filha, Emiko Taniguchi, conta como foi sua partida para o céu, em 24 de abril de 1988, na cidade de Nagasaki: “Minha mãe, cercada de amor de tantas pessoas, disse ‘Eu sou realmente feliz! Não tenho palavras para me expressar... ’, Assim, ela foi para o céu na manhã de um dia maravilhoso, em que as flores de cerejeira floresciam e as flores de glicínia exalavam seu perfume”.

A professora Teruko Taniguchi, gostava muito de plantas e de flores. Você conhece a flor de cerejeira e as de glicínia? Então vamos conhecer estas flores tão apreciadas pela professora Teruko:

A primavera japonesa é formada de muitas flores como as Sakurás (cerejeiras), que enfeitam de forma esplêndida os parques e ruas do Japão. E as glicínias (wisteria sinensis) apresenta suas belas flores roxas em pencas e fica muito bonita em jardins com caramanchões como citadas pela professora Teruko.

Glicínia, em japonês, se chama Fuji.  (Adaptado da Revista Seicho-No-Ie Pomba Branca, nº 139)