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Missão Sagrada







RELATOS DE EXPERIÊNCIA



Reverências, muito obrigada.


Conheci a Seicho-No-Ie em 1985, em Salvador-BA, onde fui morar aos treze anos de idade. Meus pais eram evangélicos e o são até hoje. Estava morando em Salvador em virtude de minha mãe tentar me matar, por várias vezes. Meu pai trabalhava, mas minha mãe nunca trabalhou fora, cuidava da casa e dos filhos. Minha mãe tinha problemas mentais e por causa disso, meu pai e eu sofríamos muito. Meus pais tiveram uma educação bastante severa. Minha vida foi um verdadeiro inferno. Tudo de ruim aconteceu comigo.


Meus pais se casaram na Bahia e logo em seguida vieram para São Paulo. Nessa ocasião minha mãe já estava grávida de mim. Naquela época não se podia saber qual era o sexo do bebê antes do nascimento. Meus pais ficaram muito felizes quando souberam que iam ter um filho. Eles achavam que ia nascer um menino. Mas minha mãe, em função dos problemas mentais, quando soube que eu, o bebê que esperava, era uma menina, passou a me odiar.


Quando eu tinha três meses de vida, minha mãe tentou enfiar um garfo na minha garganta. Só não o fez porque minha tia chegou naquela hora e me salvou. A partir de então, meu pai passou a ter um cuidado maior comigo e providenciou que sempre ficasse alguém com minha mãe para cuidar de mim.


Foram chegando outros filhos. O segundo deles era menino. Eles ficaram, enfim, muito felizes com isso. Mas, minha mãe continuava a me maltratar. E quando perguntavam a meu pai porque minha mãe agia dessa forma, meu pai dizia que ela tinha problemas mentais e que iria levá-la ao médico.


Quando eu tinha dois anos de idade, por descuido da minha mãe, bebi meio litro de cândida. Quase morri. Uma vizinha chegou na hora e fui salva novamente. Sempre alguém me salvando... Acredito que isso acontecia porque Deus havia dado a mim uma grande missão.


Tudo o que meus irmãos menores faziam, eu “pagava o pato” – apanhava e era sempre espancada pela minha mãe. Aos doze anos, decidi tomar veneno de rato e uma das minhas irmãs que estava comigo, chorava muito, e pensava mesmo que desta vez eu iria morrer. Mas nessa hora, não sei bem o que aconteceu, alguma coisa segurava a minha mão, não conseguia beber o veneno e joguei o copo fora. Eu apanhava 24 horas por dia.


Quando completei treze anos, sofri um acidente na cabeça, provocado pela minha mãe. A dor era terrível. Pensei que fosse morrer naquele dia. Minha irmã chorava sem parar. Eu, na cama, me contorcia de dor. Tomei vários analgésicos e não melhorava. Isto aconteceu por volta das 10h da manhã. Quando meu pai chegou do trabalho por volta das 19h, pensei que ele fosse me levar ao hospital, mas não foi isso que aconteceu. Ele deixou um irmão pequeno comigo e uma panela no fogão para eu olhar e foram todos para a igreja. A dor continuava intensa; estava transtornada e não sabia o que fazer para que a dor fosse embora. Os dias foram passando. Tomava muitos analgésicos para passar a dor.


A revolta tomou conta de mim. Disse à minha mãe e a meu irmão que se eu ficasse louca, eles seriam os primeiros a pagar – eu disse a eles que iria matá-los. Foi ai que meu pai resolveu me levar ao hospital. Lá, quando o médico perguntou o que havia acontecido comigo e meu pai explicou, o médico deu um sermão no meu pai, dizendo-lhe que deveria ter procurado o hospital na ocasião em que sofri a pancada forte na cabeça, que isso era grave.


Comecei a tomar medicamentos com tarja preta, remédios muito fortes. Tive muita crise nervosa e quando isso acontecia, eu era capaz de matar mesmo. Minha mãe e meu irmão mais velho ficaram apavorados. E, então, meu pai resolveu me mandar para Salvador- BA para morar com minha avó materna e depois com a madrasta dele.


E foi nesse tempo que conheci a Seicho-No-Ie. Foi através do livreto Shinsokan e outras Orações. Certa vez, quando fazia a cutícula de uma pessoa, acabei cortando o dedo dela. Ofereceram-me o referido livreto e disseram para eu fazer a Oração de Cura nele existente. Eu fiz a oração e, em três dias, o dedo daquela pessoa cicatrizou. E eu fiquei muito feliz. Em razão disso, decidi que quando chegasse aqui, em São Paulo, iria procurar a Seicho-No-Ie. Primeiro fui à Sede Central, pedi orientação pessoal. Ali, orientaram-me a perdoar a minha mãe e também ao meu irmão. Comecei a fazer a Oração do Perdão dez minutos pela manhã e dez minutos à noite. Foi difícil. Mas, graças a Deus, consegui. Coloquei o nome dela e do meu pai na Missão Sagrada e a minha mãe melhorou em todos os sentidos. Continuo até hoje fazendo Oração do Perdão e de agradecimento a eles por terem permitido que eu nascesse nesse mundo. Compreendi que precisava passar por tudo o que passei e que foi uma escolha minha para aprimorar o meu espírito, evoluir espiritualmente.


Passei a frequentar as reuniões desta Regional de Santo Amaro, pois fica mais próxima de minha residência.


Hoje, faço parte da Associação dos Jovens. Passei a colaborar com o Movimento de Iluminação da Humanidade, tendo ocupado vários cargos: fui Presidente de Associação Local e hoje sou Promotora Assistente da Missão Sagrada (PAMS), tesoureira e vice-presidente de Associação Local. Faço tudo com muita alegria e gratidão por essa transformação em minha vida. Progredi profissionalmente; minha família é harmoniosa. Tenho dois filhos maravilhosos, que sempre me acompanham em todas as minhas atividades junto a Seicho-No-Ie.


Agradeço primeiramente a Deus por ter me mostrado este Ensinamento da Seicho-No-Ie, que nos ensina que o Homem é Filho de Deus, que o mal não existe. Agradeço ao mestre Masaharu Taniguchi que nos transmitiu este sublime Ensinamento. Agradeço aos meus antepassados e aos meus pais.


Muito obrigada a todos.


Neide Maria dos Santos

Relatos