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Relato de Experiência


Lucilene Caldeiras Antunes

Sou Lucilene Caldeiras Antunes, moradora da cidade de Óleo / SP e leciono há mais de 26 anos para alunos das séries iniciais do Ensino fundamental (1º ao 5º ano). Durante toda minha carreira, sempre procurei promover o bem estar emocional de meus alunos proporcionando assim, uma relação saudável e harmoniosa e tornando o aprendizado prazeroso e livre de sofrimento. Neste período, estudei metodologias de especialistas da área em que atuo, porém, sempre senti que faltava algo, pois as desavenças e o desinteresse eram frequentes em sala de aula. Há aproximadamente 15 anos, foi sugerido pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que se elogiasse os alunos, mas não me sentia confortável com tal indicação.

Como poderia elogiar meus alunos se minhas palavras não correspondiam aos meus pensamentos? Pensava: “Meu aluno não é bobo, estou sendo falsa, não é justo que o elogie!”. Convivi, então, com esse conflito durante anos até que, em 2003, numa visita à Bienal do Livro em São Paulo, avistei o espaço reservado à leitura da Seicho-No-Ie e me reportei às leituras feitas com minha mãe, na minha infância. Assim sendo, adquiri vários exemplares da filosofia, incluindo as Sutras Sagradas e dois volumes da Verdade da Vida. Ao lê-los, percebi que se tratava exatamente daquilo que eu sempre estivera à procura; as palavras iam preenchendo as lacunas que me perturbavam.

E a partir deste momento, fui-me sentindo em casa. Daí em diante, continuei adquirindo livros e iniciei um curso por correspondência. No final de 2008, recebi um telefonema da Preletora Alair Corrêa que, na época, corrigia meu trabalho, convidando-me para participar do Seminário de Educadores, em Ibiúna / SP. Participei do evento e amei o que vi e vivi, e decidi cursar o CEEV em Bauru / SP. Desta forma foi que iniciei os estudos da filosofia da Seicho-No-Ie, direcionados à educação, passando a compreender o porquê do elogio bem como a forma de elogiar.

Imediatamente coloquei em prática, em minha sala de aula na turma de 2009, percebendo que o ambiente tornava-se cada vez mais leve e propício ao aprendizado. Em 2010, continuei com atividades de elevação da autoestima, como caderno e painel de elogios mútuos. Em princípio, o que parecia simples, mostrou-se bastante complicado, mas, aos poucos, foi-se tornando uma prática natural. Várias outras práticas foram incorporadas ao meu trabalho em sala de aula com a ajuda do CEEV e, graças a ele tornou-se evidente, para mim, que o importante é valorizar o Filho de Deus Perfeito que é o aluno, em detrimento do que está manifestado no que é carnal e passível de falhas. Essa mudança de olhar refletiu-se em meu trabalho de modo que os alunos mostraram-se mais acessíveis, os pais reconheceram e agradeceram, e a gestão da escola percebeu a mudança ocorrida. Hoje, coordeno um projeto em quase todas as salas da Educação Municipal, no qual o pensamento lógico matemático é desenvolvido com o uso da metodologia da Educação da Vida, segundo a qual a vida, cultivada com amor e elogios, floresce exuberante.