AMEMOS O PLANETA TERRA INCONDICIONALMENTE

A interferência humana no meio ambiente chegou a tal ponto que estamos vivendo hoje uma mudança global do clima que tem afetado a população mundial, comprometendo as gerações futuras.
O desmatamento e a queimada bem como o uso de energia fóssil contribuem muito para o efeito estufa que, por sua vez, provoca o aquecimento global cuja conseqüência tem sido bastante nefasta para o planeta Terra, conforme demonstra o vídeo elaborado pela ONG GREENPEACE, “Mudanças do clima, mudanças de vidas”.
Segundo a ONG, nos últimos 100 anos, houve uma elevação da temperatura da Terra, em 0,7°C, causando um impacto negativo em todo o Planeta, com derretimento de geleiras, elevação do nível do mar, furacões mais intensos, enchentes e secas cada vez mais fortes.
O Brasil, país que desconhecia fenômenos climáticos como o furacão Catarina que provocou estragos consideráveis no sul do País, em 2004, teve a sua população, que não estava preparada para esse tipo de ocorrência, surpreendida. Foi o 1º furacão no Atlântico sul com prejuízo de 1 bilhão de reais, 11 mortos e 13.000 desabrigados. Desde então, o sul do País sofre com a mudança climática, alternando períodos de extrema seca e inundações em decorrência do aquecimento global.
No outro extremo do País, na região amazônica, em 2005, ocorreu a maior seca já vivida pela região e que chamou a atenção mundial devido à mortandade elevadíssima de peixes por falta d’água no rio Amazonas. Fato impensável há alguns anos.
Segundo o mesmo vídeo, o aquecimento global tem se intensificado a partir da Revolução Industrial devido à utilização do combustível fóssil como fonte de energia, nas indústrias e veículos, bem como o desmatamento das florestas e queimadas que resultaram na emissão de grande quantidade de dióxido de carbono (CO2), gás metano (CH4) e outros gases na atmosfera, ocasionando o efeito estufa.
A área do desmatamento na Amazônia, no período compreendido entre os anos 2000 e 2005, foi o equivalente à soma de dois países: Portugal e Holanda (já foram derrubadas 17% das matas, segundo a revista VEJA, de 26/03/2008). Esse desmatamento continua ocorrendo até o presente momento, de forma desordenada. Florestas inteiras são derrubadas e queimadas para darem lugar a extensas pastagens de gado bovino ou plantações de soja.
O quadro que se vislumbra não é nada confortável. Há necessidade, urgente, de se tomar decisões conjuntas entre governo e iniciativa privada para, no caso do Brasil, cessar com a derrubada da floresta amazônica e queimadas, que colocam o País como 4º maior emissor de gases poluentes de efeito estufa. Caso contrário, o País irá sofrer conseqüências ainda mais nefastas do que ocorre atualmente.
Felizmente, foi lançado no Brasil, em setembro de 2008, o “Plano Nacional de Mudanças do Clima”, documento esse que faz com que o País se comprometa a atingir o chamado desmatamento ilegal zero. Fruto do trabalho do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima, composto por 16 ministérios e pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, liderados pela Casa Civil.
Segundo o texto, faz o Brasil se comprometer pela primeira vez a buscar médias decrescentes de desmatamento em todos os biomas, cujo objetivo principal é atingir o desmatamento ilegal zero. (Matéria Rádio Água – 06/10/08).
Outra iniciativa do governo brasileiro foi a elaboração e publicação do DECRETO Nº 6.514, de 22 de julho de 2008, que dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente. Documento esse que se refere à Reserva Legal.

Com essas iniciativas, acreditamos que a situação do Brasil irá melhorar muito no contexto global no que se referem aos quesitos desmatamentos e queimadas.

         É necessário, também, assim como ocorre nos países pertencentes à União Européia, elaborar um plano de ação para incentivar as tecnologias ambientais e promover a inovação, o crescimento e o desenvolvimento sustentável, incentivando a criação de energias alternativas, não poluentes, tais como as energias eólicas e solares, tal como ocorreu na cidade de Osório, interior do Rio Grande do Sul, onde foi construído o maior parque eólico da América Latina e um dos mais avançados do mundo em tecnologia.
O projeto, que já têm concluído 25 dos 75 aero geradores que o compõem, tem recebido atenção internacional pelo seu ineditismo, pelas dimensões inusitadas e pela tecnologia de ponta que o caracteriza. Foi premiado pela revista Euromoney, em 7 de março de 2008, como o melhor “Project Finance” da América Latina no segmento de energias renováveis. (site da Prefeitura Municipal de Osório).
O Brasil é, também, pioneiro no biocombustível à base de cana-de-açúcar. Porém, juntamente com investimentos em tecnologias ambientais, é necessária mudança no modo de viver a fim de diminuir os impactos ambientais, promovendo o crescimento e desenvolvimento sustentável.
“Sustentabilidade – a definição mais simples do conceito diz que, para uma ação ser considerada sustentável, ela tem de se basear no tripé ‘economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente correta’”. (GIRARDI, 2008, p.H3).
Cuidar com amor do planeta Terra, sem esperar nada em troca, a fim de deixarmos como legado um planeta melhor a nossos descendentes, deve ser o objetivo de todas as pessoas que seguem o Ensinamento da Seicho-No-Ie, uma vez que isto é viver a fé no cotidiano.
Muito obrigada

Gabinete de Meio Ambiente
Eleonor Sato