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18/08/2008
A criação do selo comemorativo dos 100 anos da imigração japonesa foi inspirada nos ensinamentos da Seicho-No-Ie


A jovem designer gráfica Adriana Shibata, formada em desenho industrial pela Universidade de Brasília, ganhou as páginas dos principais jornais do país ao ter sua arte estampada nos selos comemorativos dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil.

A inspiração, de acordo com ela, veio da gratidão aos antepassados, que aprendeu na Seicho-No-Ie, a qual conheceu por intermédio de sua avó Joanna Horita.

Momento para a história – Adriana não pôde estar presente na cerimônia solene ocorrida no dia 18 de junho, no Palácio do Planalto, quando o príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, lançaram os selos em cerimônia oficial.

Mesmo sem poder ter ido, uma emoção de 100 anos, que vem do apito do Kasato Maru partindo e alcança o coração do Brasil, passou pelas mãos criativas de Adriana, que teve a sua ilustração selecionada, entre muitas outras propostas solicitadas pelos Correios.

Um amor inextinguível, dedicado a quem ainda não nasceu – Cem anos se passaram desde aquela tarde no Porto de Kobe, onde as serpentinas, arremessadas para o cais de dentro do vapor Kasato Maru, foram se rompendo pouco a pouco. Os lenços, já molhados, moviam se frenéticos para o último adeus. Nada mais representativo do que um selo, que abre portos para mensagens entre pessoas distantes, para coroar os 100 anos da imigração japonesa no Brasil.

Não foi a primeira vez que o talento de Adriana se destacou nacionalmente. De autoria dela também foram osdesenhos que estampam o selo dos 100 anos do Rotary Internacional e do selo do Rio São Francisco.

A Seicho-No-Ie no epicentro das comemorações – Além da destacada participação nas comemorações do Centenário da Imigração Japonesa, que teve seu ápice em junho, a Seicho- No-Ie imprimiu seu legado em cada alma e em cada página dessa história. A influência do ensinamento na formação de Adriana Shibata, refletida na concepção das artes do selo, foi herança familiar. Confira a breve entrevista concedida por ela ao Boletim Informativo Círculo de Harmonia.

CH – Como conheceu e como é hoje a sua relação com a Seicho-No-Ie?

Adriana Shibata – Desde criança sempre vi a minha família praticando os ensinamentos da Seicho-No-Ie. Minha avó Joanna sempre me incentivou e transmitiu o que ela aprendia. Quando posso, procuro ler a Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade. Tenho uma meta pessoal, que é lê-la no idioma japonês.

CH – Como foi o processo de criação da arte para o selo?

AS – Levei em consideração a gratidão aos antepassados. O selo é uma maneira de agradecer e homenagear a todos os primeiros imigrantes que aqui chegaram. Dediquei-me ao máximo na criação das artes. Mas acho que a emoção maior é ver o selo impresso. Sempre me deslumbro com as artes finalizadas. Neste caso, ainda aplicamos o hot stamping e uma tinta especial. Os efeitos desses acabamentos só podem ser apreciados depois de impressos, que dá uma sensação totalmente diferente da imagem na tela do computador.

CH – Que critérios usou para escolher os elementos para compor a arte?

AS – Coloquei no selo os elementos que representam a cultura japonesa no Brasil. Para criar esses elementos e da composição do selo, pesquisei imagens de referência e procurei relembrar histórias contadas pelos primeiros imigrantes e as de meus próprios avós.

Bolsa do Ministério da Cultura do Japão – Recentemente comunicada pela Embaixada do Japão de que recebeu uma bolsa para estudarnaquele país, a cada vez mais internacional Adriana revela que não esquece de suas raízes.

– As primeiras palavras que aprendi em japonês foi “Gosenzo-sama, arigatou gozaimasu” e “Otousan, Okaasan, arigatou gozaimasu”, ou seja, muito obrigada antepassados e papai e mamãe, muito obrigada – acrescenta Adriana, que tem como meta fazer mestrado em uma universidade japonesa.

A filha do sr. Massao Shibata e da sra. Olimpia Terumi Shibata afirma ainda que os ensinamentos da Seicho-No-Ie estão sempre lhe dando força e coragem para buscar os seus ideais.