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27/06/2008
SEICHO-NO-IE DO BRASIL marca presença nas comemorações do Centenário da Imigração Japonesa


A Seicho-No-Ie do Brasil somou-se ativamente às comemorações do Centenário da Imigração Japonesa, que teve seu ponto alto nos dias 21 e 22 de junho de 2008, no Sambódromo, Parque do Anhembi, em São Paulo, capital. Com um total de 1.865 pessoas envolvidas diretamente, cerca de 700 colaboradores atuaram no andamento das atividades artísticas, mais especificamente administrando a entrada e a saída de todos os que se apresentaram na avenida. O Presidente Doutrinário da Seicho-No-Ie para a América Latina, prof. Yoshio Mukai, e a Diretora-presidente da Seicho-No-Ie do Brasil, prof.ª Marie Murakami, fulguraram entre as maiores autoridades presentes, sentando na Tribuna de Honra, junto ao Príncipe Naruhito.

A Seicho-No-Ie, presente em mais de 40 países, tem hoje, no Brasil, a segunda nação onde está mais desenvolvida em todo o mundo, graças a imigrantes japoneses que chegaram aqui no final das décadas de 20 e 30 do século passado.

História: A “semente” da Seicho-No-Ie do Brasil é fecundada nos cafezais

Quando o navio Hakata-Maru atracou em Santos em 1927, trazia a bordo um jovem chamado Daijiro Matsuda, obstinado em prosperar para auxiliar a família, que ficara no Japão. Com ele desembarcaram a esposa e uma irmã. Quatro anos depois, em 1931, Miyoshi Matsuda, irmão de Daijiro, aporta no mesmo cais, no navio Santos-Maru, a fim de juntar-se aos familiares na busca por uma vida melhor.

No entanto, um fato aparentemente trágico pôs novas coordenadas nos rumos daqueles imigrantes que labutavam sol a sol em um cafezal de Duartina, interior de São Paulo. Em meados de 1934 Daijiro caiu de cama, convalescendo gravemente de uma disenteria amebiana.

Dias antes, Miyoshi fizera amizade com uma família de imigrantes, recém chegada na mesma colônia. O jovem de 23 anos, durante uma visita aos novos vizinhos, pegou emprestado do chefe da família, sr. Kumejiro Oshiro, um livro de capa preta intitulado A Verdade da Vida, trazido na bagagem como uma novidade da terra natal, já que se tratava de uma nova religião fundada apenas quatro anos antes, em 1930, pelo prof. Masaharu Taniguchi.

Miyoshi folheou-o sem maiores pretensões e retornou para casa, mas no dia seguinte, deixou a obra sobre a mesa e foi para a lavoura. Daijiro acabou pegando o tal livro para ler. À noite, para surpresa de Mioyshi, ao chegar do trabalho, viu o irmão, cujo diagnóstico era de poucos dias de vida, em pé e cheio de entusiasmo, com o exemplar d´A Verdade da Vida nas mãos.

Restabelecido após ler o conteúdo, Daijiro embrenhou-se a cavalo pelas colônias, levando alento a centenas de famílias, chegando a ser chamado, na década de 30, de “o curador japonês”, devido aos inúmeros casos de curas provenientes da leitura dos escritos da Seicho-No-Ie.

Miyoshi Matsuda, por sua vez, tomado pela emoção daquela época, decidiu e se tornou também pioneiro deste movimento que, 74 anos depois de se estabelecer entre os imigrantes japoneses, possui cerca de três mil núcleos, dois milhões de freqüentadores e é divulgado, inclusive, através de programas em mais de 20 canais de televisão do Brasil inteiro.

A Seicho-No-Ie no Centenário: gratidão ao Brasil e ligação com as origens

O Brasil tornou-se a principal plataforma de expansão da Seicho-No-Ie no ocidente, sendo responsável pelas atividades em toda América Latina e até nos países ibéricos da Europa. No entanto, é a Sede Internacional da Seicho-No-Ie, no Japão, que centraliza as diretrizes e o comando desta organização que hoje abrange boa parte do globo.

Nesse contexto, a Seicho-No-Ie do Brasil, através de sua diretoria central, decidiu “vestir a camisa” das comemorações do centenário, depois de ser convidada pela comissão. Além da mão-de-obra cedida para controlar o acesso de 17 mil figurantes que pisaram no sambódromo para se apresentarem diante de 65 mil pessoas, nos dois dias, a Seicho-No-Ie também integra o coral oficial das comemorações com 1.015 vozes, advindas da sede central e de 25 diferentes regionais. Ao todo, somados aqueles que vêm de outras entidades,  o coral será composto por 3.642 integrantes.

 

Comissão de retaguarda: responsabilidade na avenida

Os integrantes da Seicho-No-Ie tiveram a missão de dar total assistência a todos os figurantes dos espetáculos que, entre outros, foram compostos por danças típicas (Odori), tayko, karatê, aikidô, desfiles e cerimônias, inclusive a solenidade que marcau o ponto alto da festa, quando uma performance preparada para a Tocha da Amizade, que foi trazida do Japão, de navio, simbolizando a epopéia dos imigrantes, foi apresentada diante do Príncipe Naruhito, máxima autoridade japonesa presente no evento.

Marcaram presença também, nos dois dias que celebram o ápice das comemorações, autoridades de 76 países.

O espírito de doação: a assinatura da Seicho-No-Ie presente no evento

A mão-de-obra diretamente envolvida de quase duas mil pessoas diz por si só: A Seicho-No-Ie do Brasil, movida pelos princípios de amor ao próximo, propagados pelo seu fundador, prof. Masaharu Taniguchi, e que foram enraizados do outro lado do mundo graças ao fervor dos imigrantes japoneses, dá mostra concreta de seu espírito de doação.

Mas essa generosidade, que é um dos pilares da cultura do povo japonês, vai além do desprendimento das centenas de pessoas, descendentes e não descendentes, que participaram de seis ensaios, debaixo de sol, às vezes das 5h30 da manhã até às 17h. Custos operacionais com transporte, camisetas e lanche ficaram a encargo da própria Seicho-No-Ie, o que também foi feito por outras entidades que se envolveram mais diretamente com o evento.

O coordenador da Seicho-No-Ie do Brasil nas Comemorações do Centenário da Imigração Japonesa foi o Preletor da Sede Internacional Yutaka Yokoyama, que explica o por quê de tamanho empenho:

– Participamos com bastante interesse porque há 100 anos os nossos antepassados eram recebidos aqui de braços abertos, e pudemos, todos juntos, ajudar a solidificar o país que temos hoje. Todos nós, da Seicho-No-Ie do Brasil, temos a oportunidade de demonstrar nossa gratidão ao Brasil, fazendo a nossa parte nas comemorações do Centenário da Imigração Japonesa. – Explica o preletor Yokoyama.