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26/06/2008
Relato de Experiência de Toraju Endo


Meu nome é Toraju Endo.

Conheci a Seicho-No-Ie em 1957, quando cheguei do Japão e recebi da minha futura sogra uma revista Fonte de Luz (na época Acendedor). Interessei-me pelo ensinamento e comecei a praticá-lo. Divulgava cinqüenta revistas na comunidade japonesa.

Em 1960, casei-me com Miyoko Endo, e por problemas de saúde, saí da vida de agricultor e vim para cidade de Sete Barras.

Tínhamos já os cinco filhos. Vivíamos muito harmoniosamente, felizes e prósperos, Após ter formado os quatro filhos na escola, o filho caçula ficou por conta do mais velho, que então trabalhava como engenheiro da EMBRAER, em São José dos Campos.

Então, Edinho foi para São José dos Campos fazer um curso preparatório para o vestibular. Na primeira visita que ele nos fez após ter saído de casa, acontecia em Registro uma festa no recinto da Expovale. Edinho juntou alguns amigos e foram todos participar da festa. Na volta para Sete Barras, aconteceu um terrível acidente. Logo que deu entrada no hospital, veio o diagnóstico que ele jamais andaria novamente.

Foram feitos vários exames, e foram constatado as várias fraturas, com perfuração nos dois pulmões devido a fraturas nas costelas. Os hospitais de Registro não tinham condições de iniciar o tratamento, e indicaram remoção imediata para um hospital em São Paulo ou em Curitiba, porque seu caso era bastante delicado, e sua vida estava em risco. Mas Deus sempre esteve conosco, mesmo, às vezes, sem que eu reconhecesse. O meu patrão tinha um filho que era médico e chefe de uma UTI em um hospital em São Paulo. Mas o dilema era como transportá-lo, já que ele necessitaria de uma UTI móvel, e mesmo assim, não resistiria muito tempo de viagem.

Então, através do meu patrão, conseguimos um helicóptero todo equipado para as necessidades do Edinho.

Foram oito meses de angústia e a vida sempre por um fio. Lembro-me de quando foi permitido que eu entrasse na UTI para ver meu filho. Imediatamente saí do quarto, liguei para casa e falei para meu outro filho:“Comece a rezar!” E ele então me respondeu: “Mas eu não sei rezar, você nunca me ensinou”.

No hospital tinha uma capela e eu orava a Deus, entregando a vida de meu filho em suas mãos. Nossas idas à São Paulo eram diárias. Passado esse tempo em São Paulo, Edinho voltou para casa numa cadeira de rodas e sem ânimo de levar a vida adiante, mas com muita oração e perseverança de todos, nós o levávamos a todos os Seminários, na Academia de Ibiúna. O meu filho, que não sabia rezar, acompanhou-o em muitos “Persona Vip.”

Edinho tornou-se um líder da Iluminação, começou a estudar música, formou-se no Conservatório de Música de Tatuí e dá aulas de violão para alunos do Projeto Guri. Montou seu próprio estúdio de gravação, faz shows, enfim tem uma agenda lotada. Hoje, ele é quem mais ora dentro da nossa casa. O apoio dos amigos, a dedicação total da mãe, a solidariedade dos irmãos e nossas práticas dos ensinamentos da Seicho-No-Ieé que contribuíram para que ele manifestasse o filho de Deus maravilhoso.

E o meu filho Jorge, que não sabia rezar, hoje é divulgador da Seicho-No-Ie e Presidente da Federação Fraternidade em japonês, da Regional São Paulo Sul. Sou realmente uma pessoa feliz, grato a Deus, à vida, à minha família e à Seicho-No-Ie, através do mestre Masaharu Taniguchi, Professor Seicho Taniguchi e Professor Massnobu Taniguchi. Muito obrigado a todos.