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27/03/2007
Métodos medievais de abate são usados em pleno século XXI


Na carona do Programa Seicho-No-Ie no Ar, capitaneado pelos locutores Donizete Mariano e João Angello Vieira, que empreenderam uma campanha de conscientização a respeito do consumo de carne, o Boletim Informativo Círculo de Harmonia, através de sua seção Ecologia, procura dar sua contribuição a respeito desse assunto. Na edição passada (janeiro/fevereiro de 2007), abordamos o assunto sobre o consumo de carne sob o ponto de vista social e econômico, e os malefícios que as queimadas a serviço da pecuária provocam no globo terrestre. Nesta edição, enumeramos alguns métodos chocantes no trato com animais que são abatidos para o consumo. Animais não são máquinas – Da choca ao abate, os frangos têm uma vida triste e curta (cerca de três meses), por causa dos hormônios de engorda. Esses aditivos na ração, ao serem consumidos pelo ser humano, podem provocar câncer. – As aves são tratadas como coisas ou produtos, desde o primeiro ar que elas respiram, impregnado de formol, para que os pintinhos se tornem bem amarelinhos (agrada mais aos olhos dos compradores), até o descarte dos defeituosos. Os pintos são jogados em contêineres, misturados aos restos mortais de outros, morrendo por asfixia. Aqueles que resistem são triturados vivos. – Devido à mudança de hábitos alimentares, as aves tornam-se carnívoras de tanto consumir ração com proteína animal. Para evitar que ajam como canibais, comendo uns aos outros, os pintos têm seus bicos cerrados a sangue-frio logo que nascem (um esmeril mói o bico, num espetáculo digno das arenas romanas). – Pelo fato de não se admitir mente e psique nos animais, os métodos são os mesmos usados na época da escravatura, em que o senso comum não considerava que os negros possuíam alma. – Quanto às vacas, para serem leiteiras, precisam estar sempre grávidas. Assim que os bezerros nascem, eles lhes são arrancados, em cenas comoventes de um choro atrelado ao urro. Em seguida, os filhotes são levados em caminhões. Elas são obrigadas a fornecer dez vezes mais leite que o normal, o que causa a inflamação das tetas, provocando-lhes dores inimaginá­veis. Por causa desse método, acabamos por tomar, numa caixinha com uma bela foto de uma vaca sorridente, a inflamação branca de um ser vivo torturado em todos os aspectos. – Nosso sentimento de prioridade sobre os outros seres viventes nos faz aceitar, com a naturalidade com que os hunos decepavam cabeças, a tortura e a morte de seres vivos, numa aviltação para com a vida. Os bois são feitos mochos (têm seus chifres arrancados com alicates logo que nascem, com sangramento e dor indescritíveis). São castrados, marcados com brasa quente e recebem agrotóxicos pesados no lombo. Na hora da morte, enfileirados em um corredor estreito, um de cada vez ingressa numa espécie de câmara mortuária. Os que vêm atrás pressentem e tentam escapar, pisoteando-se em marcha à ré. Na sua vez, o boi recebe um tiro de pistola pneumática na cabeça, com um êmbolo que entra em seus miolos e volta. Com a morte mais dolorida e demorada possível, ele tem sua pele arrancada antes de morrer, para que a circulação não pare até que o sangue seja todo esguichado por si mesmo. – As substâncias tóxicas que os bois lançam em sua circulação sangüínea, nos momentos que antecedem a morte permanecem na carne que vai para a mesa do consumidor. – Se uma criança fosse colocada em uma sala fechada com um coelho e uma maçã, com qual deles ela brincaria e qual ela comeria? O ser humano não é carní­voro por natureza. Sabedores de que os animais têm afetividade, sensibilidade e linguagem, além de capacidade de socialização, temos o dever de curar a consciência humana da doença crônica chamada “lucro a qualquer preço”. Enquanto o ser humano escrever o livro do seu próprio destino com sentenças de morte, como, por exemplo, no caso em que os porcos confinados uns sobre os outros já chegam mutilados para o abate, o preço a ser pago pode vir maquiado sob a forma de um presunto cheiroso e de embalagem convidativa, mas haverá, por trás dessa beleza, um aroma de morte, escondido nos altos índices de produtos que fazem mal à saúde. Afinal, ao contrário de uma fruta, a carne só tem gosto com sal.

 


Circulo de Harmonia - Março / 2007