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26/06/2008
A importância do trabalho da Seicho-No-Ie em defesa do meio ambiente, no contexto histórico e mundial


O papel da Seicho-No- Ie no contexto mundial como religião que assume a vanguarda da defesa do meio ambiente tem uma importância histórica maior do que pensamos, ou percebemos. No livro Caminho da Paz pela Fé, o Vice-Supremo Presidente da Seicho-No-Ie, prof. Masanobu Taniguchi, é muito claro: “Nós (humanidade) não viemos, até hoje, tomando muitas atitudes pensando realmente nas gerações dos nossos filhos e netos”. Nessa afirmação, o autor levanta a questão da ética entre as gerações e nos faz refletir sobre o custo do progresso material, cujo preço é deixar como herança aos nossos filhos e netos uma poupança gorda – e um planeta devastado.

O desprezo histórico ao meio ambiente – Em algumas grandes religiões, o culto à natureza soou muito tempo como pecado. A cartilha da conquista de povos primitivos, durante séculos, previa que crenças indígenas de adoração à chuva, ao sol e aos ventos precisavam ser “civilizadas”.

Há mais ou menos 400 anos, quando a ciência começou a criar os valores da nossa vida intelectual atual, e tentou-se incutir que ciência é sinônimo de verdade e religião de ignorância, a natureza tornou-se alvo de “conquista, exploração e domínio”. Nesse sentido, as idéias em defesa do meio ambiente, até hoje, mostraram- se tão eficazes quanto os inofensivos tacapes dos índios diante dos invasores.

Se tentarmos buscar alento em modelos tidos, para muitos, como ideais – a Grécia Antiga, por exemplo –, também não encontraremos uma maneira muito harmônica de lidar com a natureza. Consta que Pitágoras sacrificou 100 bois em agradecimento às Musas, depois de ter chegado ao teorema sobre os quadrados nos lados de um triângulo retangular.

Temos mais importância do que pensamos – Agigantar atitudes exemplares como a “Semana da Paz”, divulgando-as nos meios de comunicação; eparar o lixo e orar; limpar praças e distribuir as palavras da Verdade “Homem, filho de Deus”; enfim, tudo isso está nas mãos de pessoas como nós, que,talvez sem nos apercebermos ainda, transformamo-nos na esperança da humanidade, tornando-nos agentes da História.

Nossos atos em defesa da vida não nasceram da moda. Pessoas como nós são como anjos de uma asa só, por isso acreditamos que precisamos grudar no outro para voar. Prova disso é que, ao encontrarmos alguém, batemos nas costas do outro, abraçando-o, como se para verificar se ali tem uma asa. E ela sempre está ali.

Somos, literalmente, a voz dos rios e das matas, e, ao mesmo tempo, aprendemos, em nossas reuniões, a separar o lixo e juntar os corações. O Homem é filho de Deus e não apenas um “cadáver adiado”, como afirmou Fernando Pessoa.

A “religião” sou eu – Estamos vivendo a época em que há pessoas que não freqüentam religião nenhuma e são muito religiosas. Outras enchem suas vidas com cultos e práticas, e , no entanto , continuam a falar mal do próximo, a jogar ponta de cigarro no parque e a não se importar em separar o lixo.

Por isso é que a Seicho- No-Ie está “viva” em nós. Ela é uma força marcante em nosso cotidiano, na postura ética, no ato de vivificar o tempo e os utensílios, no desejo ardente de pegar uma vassoura e ir para uma praça e na vontade imensa de chegar em casa e dar um abraço no papai e na mamãe, dizendo quanto os amamos.

A história da humanidade em nossas mãos – Tudo que nos cerca carrega uma santidade viva, natural, não a herdada de culturas que jamais viveram em harmonia com a natureza. Se você parar para observar, formigas sempre andam em procissão, flores agrupam suas pétalas como mãos rezadeiras e no fundo do mar nunca caem
tempestades, nunca é noite, não se vêem lágrimas e todos se compreendem em silêncio.

Trabalhamos com sinceridade na defesa do meio ambiente porque, conforme nos ensina o mestre Masaharu Taniguchi, “todos somos um só”. No fundo, somos a extensão de rios e a umidade de nossa boca tem sua nascente na quietude dos córregos.

Por isso, ser Seicho-No- Ie, apesar de nos colocar diante de uma responsabilidade planetária, também nos enche de um imenso conforto interior. Antigamente, para entrar para a História era preciso fazer algo extraordinário, mas, hoje, deixamos uma contribuição histórica, de elevado valor para a humanidade, fazendo apenas a nossa parte.

 


Circulo de Harmonia