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19/05/2008
Depois de sair do “fundo do poço”, Maria Luiza
viu-se diante da pior das doenças – e venceu!


O sagrado mestre Masaharu Taniguchi afirma que vence aquele que nunca desiste. Ao olhar nos olhos de Maria Luiza Pagliari, 56 anos, moradora de Rio Verde, Goiás, vêem-se turbinas, faróis esperançosos, caminhos apontados para Deus. No entanto, esta preletora que atua na Regional GOGOIÂNIA foi convidada pelo destino a um malfadado passeio às profundezas de um abismo que de repente se abriu diante de seus pés.

Com o sonho de prosperar, acaba às portas da miséria – Em 1995, Maria Luiza tinha um bom emprego havia 20 anos, mas ela queria dar um passo além. Fez um acordo e achou que, com a indenização e os bens que já possuía, poderia melhorar de vida. Passado um ano, ela havia perdido tudo. De mãos abanando, decidiu mudar de cidade e de Estado, e foi morar em Rio Verde, Goiás.

Desempregada, aluguel para pagar e três filhas para sustentar – A situação se agravava. O emprego não vinha. Para sustentar as três filhas, de 12, 15 e 17 anos de idade à época, Maria Luiza contava com a solidariedade dos colegas da Seicho-No-Ie.

– Para minha tristeza, a minha filha mais velha teve de parar de estudar, pois eu não tinha condições de custear o ensino – conta Maria Luiza.

Prática constante do ensinamento – Tempestades rondavam a vida de Maria Luiza e de suas filhas, mas em momento algum ela abandonou as práticas e a atuação como Promotora Assistente de Missão Sagrada (PAMS). Finalmente, em 1997, apareceu um emprego fixo, depois de vários meses fazendo “bicos”.

– Devagar, tudo começava a se encaminhar. Minha filha mais velha foi para o Paraná, onde havia sido aprovada em um vestibular da faculdade estadual. Porém, a luta continuava, pois a minha segunda filha também tinha parado com os estudos por motivo de falta de recursos – lembra Maria Luiza.

Maria Luiza decide prestar concurso: uma vaga, 40 candidatos de alto nível – Nessa época, apareceu um concurso para trabalhar em uma faculdade pública local, mas as perspectivas não eram favoráveis. Maria Luiza tinha parado de estudar havia 20 anos e a maioria dos candidatos à única vaga era composta de universitários.

– Mas aí apliquei o que havia aprendido nessa filosofia maravilhosa: ao iniciar a prova fiz a Meditação Shinsokan e agradeci muito ao meu falecido pai por ter dado estudo aos 12 filhos, com muito sacrifício. Pedi a ele para me ajudar a fazer o mesmo com todas as minhas filhas. Para minha surpresa, passei em primeiro lugar e fiquei com a única vaga – conta Maria Luiza, que, com a melhora da situação financeira, pôde dar curso superior também
às outras duas filhas.

Vida estável, casa própria e as três filhas com curso superior: quando tudo parecia bem, o pior dos diagnósticos – Dez anos depois de ter conhecido o fundo do poço e ter-se erguido novamente, e prestes a se tornar avó, Maria Luiza deu de cara com um novo pesadelo, um câncer em estágio avançado no intestino.

– Os médicos disseram que eu teria de fazer a cirurgia imediatamente. Não contei a minhas filhas, pois queria que meu neto nascesse primeiro. Me abri, à época, apenas com a preletora Bernadete Colin, que me ajudou muito – rememora Maria Luiza, que também não consegue descrever a imensa gratidão que sente pelas preletoras Ilda Zorzan e Odaria Guimarães, além de todos da Seicho-No-Ie.

O neto nasceu, e ela revelou a verdade à sua família. Veio força de todos os lados, mas a “guerreira Maria Luiza”, como suas filhas a chamam, usou as obras da Seicho-No-Ie como verdadeiros tacapes da esperança em sua caminhada. Durante uma semana, antes da cirurgia, realizou Oração de Gratidão aos Antepassados e leitura do
livro A Humanidade é Isenta de Pecado diante do oratório diuturnamente, ou seja, quase sem intervalos, dia e noite.

Previsões médicas: urgência de cirurgia, UTI pós-operatório, provável uso de bolsa e aplicação de quimioterapia – A cirurgia foi um sucesso, e Maria Luiza saiu do hospital antes do previsto. Não precisou passar pela UTI nem fazer uso de bolsa. Depois de 15 dias, veio outro resultado positivo: não havia necessidade de fazer rádio ou quimioterapia.

– Meu pai e alguns tios meus haviam partido para o mundo espiritual com esse mesmo problema, câncer no intestino. Quando foi constatado, contrariando todas as previsões, que eu estava completamente curada, senti que meus antepassados também haviam se libertado – finaliza Maria Luiza, que, mediante todas as adversidades, jamais desistiu e, hoje, leva uma vida saudável e cada vez mais feliz.

 


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