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25/04/2008
Reunião de Associação Local e O Livro dos Jovens fazem desaparecer seqüelas de acidente


– Saí do mercado e lembro de ter dito a uma amiga que eu não ia atravessar a BR pela passarela. Daí, tudo se apagou... – conta Juanito dos Reis, sobre o seu atropelamento ocorrido em outubro de 1994, junto à movimentada BR 116, na cidade de Canoas, Rio Grande do Sul.

Santa Tecla – Até chegar o socorro, procedimento de praxe nesses casos, o corpo do garoto de 12 anos ficou estendido, sangrando, com a perna quebrada em vários lugares. Quanto mais o tempo passava, menos eram as chances de sobrevida. Apesar da demora, a ambulância veio em tempo de salvá-lo.

Diante do quadro dele, no hospital, os médicos não foram nem um pouco otimistas. Em coma, respirando por aparelhos, inerte, lá estava o franzino e agora alquebrado menino na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

O pai de Juanito, Assis Amador dos Reis, tomou então uma decisão que aos olhos de muitos, à época, não soou coerente. Sem poder fazer nada, a não ser aguardar a recuperação do filho no desconforto físico e espiritual de uma sala de espera hospitalar, decidiu participar de um seminário na Academia de Treinamento Espiritual de Santa Tecla e lá orar visualizando a Imagem Verdadeira e saudável do filho.

– Acredito que esse ato do meu pai ajudou muito, pois a fé que ele tem é enorme e fez a diferença na minha recuperação – reconhece Juanito.

Problemas na fala versus força da família – Longos quatro meses depois, Juanito recebeu alta, recuperado, em parte, do acidente.

Um enorme gesso na perna era o que menos assombrava na imagem do garoto, antes ativo e cheio de vida: o choque da cabeça contra o asfalto deixara seqüelas. Juanito não conseguia falar e os médicos acreditavam que algumas funções do cérebro, como o raciocínio, poderiam ter sido afetadas irreversivelmente.

Gesso versus O Livro dos Jovens O tempo foi passando. Com o incentivo de familiares e de pessoas próximas, Juanito começou a se comunicar escrevendo o que queria comer, se precisava ir ao banheiro e para outras necessidades do dia-a-dia.

Depois de algumas semanas, os médicos não achavam que era hora de tirar o gesso. O drama foi grande, até que, mais uma vez, o pai de Juanito foi decisivo.

– Um dia antes de mais uma consulta médica para ver se retiravam o gesso, meu pai me deu O Livro dos Jovens e disse que, se eu lesse com convicção e decidisse melhorar, o gesso seria retirado e tudo ia dar certo – lembra Juanito, prosseguindo seu relato, emocionado. – Li com todas as minhas forças, até adormecer. No outro dia, me senti confiante, e acho que o médico captou isso, pois naquele mesmo dia retirou o gesso.

O silêncio versus Associação Local Canoas I – Com muito esforço e apoio da família, principalmente de sua mãe, a sra. Gilca, Juanito balbuciou as primeiras palavras depois de alguns meses:

– Lembro que eu disse “bife com batata frita” bem devagar e com muita dificuldade. Deste dia em diante, fui recuperando a fala, mas a minha volta para a vida, de fato, com a recuperação da auto-estima, foi dentro da Associação Local Canoas I – rememora Juanito.

Ainda com dificuldade de se comunicar e aos poucos recuperando a velocidade de raciocínio, ele sentia uma imensa vergonha de conviver com outras pessoas, mas afirma que, freqüentando a AL, sua recuperação se deu por completo. – Eu me sentia em família, todos me davam muito apoio. Era minha alegria conseguir ir até a AL e ser recebido pelos meus amigos. Como a reunião era à noite, lembro que o presidente sempre me levava em casa com seu fusquinha velho, na época. Isso jamais esquecerei – revela Juanito.

Seqüelas versus músculos – Juanito ainda freqüenta a AL Canoas dos Jovens. Quem o conhece hoje em dia, e não sabe dessa história, custa a crer que o jovem cheio de músculos, que pratica esportes e freqüenta academia de musculação, um dia esteve entrevado e clinicamente condenado a não mais falar ou se movimentar normalmente.

– Agradeço muito a Deus, ao meu pai e à minha mãe, e aos meus amigos da Seicho-No-Ie, pois, se hoje tenho uma vida normal, devo isso muito ao fato de que todos eles sempre me viram como filho de Deus, mesmo nos piores momentos – conclui o sempre sorridente e animado Juanito dos Reis.