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22/04/2008
Ouça a voz interior


“Minha segunda filha reside há oito anos nos Estados Unidos e é mãe de cinco filhos. ‘Cinco!’, espantam-se as pessoas. Estamos numa estranha época em que isto é motivo de espanto, mas na verdade nada existe tão gracioso, gratificante e afetuoso quanto uma criança.”
Emiko Taniguchi


Numa entrevista concedida à televisão, após dar à luz um belo garoto, a artista Momoe Miura disse: “Quero ter muitos filhos: quatro ou cinco. Gostaria de ser mãe de muitos tesouros”. Vendo seu rosto sorridente, achei-a esplêndida como ser humano e fiquei muito feliz.

Mas, ao abrir o jornal de hoje, li uma notícia preocupante: sob a manchete “Autorizado o uso de abortífero”, explicavam que um medicamento para provocar aborto, de uso local, fora liberado pelo Ministério da Saúde do Japão, mas que, segundo as experiências efetuadas, não era muito eficaz no início da gravidez, até o quarto mês incompleto; por isso, seria utilizado somente durante a fase média da gestação. Isto significa que se trata de medicamento para assassinar o feto que já possui mãozinhas e pezinhos! Como é mais simples do que a operação, o remédio vem atraindo a atenção do mundo inteiro, tendo já um pedido de esclarecimento por parte da China Comunista que, como se sabe, está implantando a política populacional de um filho por casal.

Divulgar a autorização do uso de medicamento semelhante em nosso país fará com que as pessoas se sintam mais à vontade ainda para provocar artificialmente o aborto. Por mais severos que sejam os regulamentos, se tal medicamento cair nas mãos de quem não obedece a Deus, é duvidoso que as regras sejam obedecidas.

Tudo isto é verdadeiramente lamentável para nós que estamos defendendo há tanto tempo a sagrada vida dos pequeninos seres. Não existe nada mais terrível na história da humanidade do que o assassínio pelo homem do próprio semelhante. Promovem-se movimentos contra o armamento nuclear em vários países, mas o movimento para protestar contra a matança dos pequeninos fetos indefesos ainda é demasiadamente pequeno.

O hábito de fumar vem aumentando anualmente entre as mulheres jovens e debate-se sobre os males que o cigarro causa no feto. São publicadas estatísticas dos danos e fazem campanha contra o fumo para gestantes. Mas não é estranho que, somente nessas ocasiões, o feto seja tratado como ser humano?
A situação econômica do Japão é das melhores em comparação com os demais países, e todos sabem que vivemos bem. No entanto, continua sem qualquer alteração a lei que facilita o aborto com a simples declaração da gestante que alegar dificuldades financeiras. Essa lei foi criada no período de miséria e fome do pós-guerra. Com o correr do tempo, foram se ampliando cada vez mais as permissões, fazendo com que muitas pessoas não considerassem mais o feto como um ser humano. Até agora, algumas pessoas tomavam cuidado para não provocar o aborto na fase média da gestação porque implicava em risco maior, mas até isso tornou-se dispensável com o aparecimento de nova droga medicamentosa. Não temos mais a que apelar para salvar as pequeninas e adoráveis vidas, a não ser à consciência do médico como ser humano, e ao amor daqueles que as conceberam.

Gostaria que todos prestassem atenção à voz que diz o que é bem e o que é mal, a qual vem do íntimo do ser humano, onde se aloja a natureza divina. Gostaria que a gestante ouvisse a voz do pequenino ser, cuja sobrevivência depende inteiramente do amor dela que será sua mãe.
Da revista Shirohato (Pomba Branca), nº 600