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17/03/2008
Professora Marie Murakami, diretora-presidente da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, aponta os caminhos do Movimento na gestão 2008-2011


“Professora Teruko, hoje também vou trabalhar com esse sorriso da senhora.” Todos os dias, antes de sair de casa, diante da foto da profa Teruko Taniguchi, a profa Marie Murakami pede orientação espiritual.

Na noite de 21 de fevereiro de 2008, uma quinta-feira, a diretora-presidente da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, preletora
da Sede Internacional Marie Murakami, concedeu esta entrevista ao Boletim Informativo Círculo de Harmonia, na sala de apoio do Salão Nobre da Sede Central, no bairro Jabaquara.

Sobre São Paulo derramava- se uma chuva de proporções bíblicas, mas ela estava lá esbanjando dinamismo, apesar de ter de embarcar para o Japão no dia seguinte e de ver uma enxurrada de compromissos encher sua agenda, tanto quanto as ruas da capital paulista se enchiam de água naquele momento.

A profa Marie Murakami iria dar a primeira palestra na Conferência Especial; mesmo assim, apesar do tempo exíguo, atenciosamente aceitou responder às perguntas logo após seu compromisso.

CH – A senhora ficou mais de quinze anos como presidente nacional da Associação Pomba Branca (APB),
de março de 1989 a fevereiro de 2005. A grandeza dessa organização, como a conhecemos hoje, deu-se sob o seu comando. Comente esse período.

Marie Murakami – Foram momentos muito gratificantes em minha vida. Iniciei como vice-presidente da APB para o idioma português no ano de 1984. Ainda era uma fase de transição, posto que o desmembramento entre o idioma japonês e o português havia se dado em 1977. Quando assumi a presidência, em 1989, tive toda a força da minha antecessora, profa Fumiko Kasa. Desde então, por força da Pomba Branca, surgiram as reuniões de mães, da terceira idade e também assumimos as reuniões de crianças, tudo com muito sucesso graças ao empenho de nossas líderes.

CH – A profa Fumiko Kasa, que ocupava o cargo de presidente da APB antes da senhora, só falava o idioma japonês. Esse fato, por si só, significava que, ao assumir a presidência da organização, a senhora tinha nas mãos uma responsabilidade muito grande. Como foi esse processo?

MM – Como disse, a profa Kasa deu me muita força, na época. Por isso, tudo foi muito tranqüilo. Houve, na verdade, um complemento entre as características, o que sempre foi muito bem conduzido dentro da superintendência da APB, na Sede Central. A mulher japonesa é como se fosse a Lua, e a brasileira o Sol. A japonesa é de poucas palavras, já a do Brasil é expansiva. Nesse sentido, as japonesas puderam passar para as brasileiras as suas especialidades, a doçura e a feminilidade, e as brasileiras passaram para as orientais o seu ponto forte, que é o jeito espontâneo e expansivo de ser.

CH – Com que espírito a senhora conduzirá a transição da gestão do prof. Yoshihico Iuassaca para a da senhora?

MM – Com profunda humildade e gratidão. Assim como a raiz está para uma árvore, os pioneiros estão para a Seicho-No-Ie. Olhando para trás, desde a gestão do prof. Iuassaca até o início do Movimento no Brasil, observamos que estamos colhendo as virtudes que eles semearam. Nossa missão é enviar essa herança às gerações futuras. Se o nosso Movimento pudesse ser comparado a uma prova atlética de corrida, não seria de 100 ou de 1.000 metros, mas uma corrida de revezamento. Tenho muita gratidão ao prof. Iuassaca, pois ele deixou tudo pronto para que eu dê seqüência.

CH – Se a senhora pudesse resumir os três pontos fundamentais nos quais a senhora alicerçará a sua gestão, quais seriam eles?

MM – Primeiro: valorização das Associações Locais (ALs), a chamada inversão da pirâmide. É nas ALs que as pessoas se encontram com a Seicho-No-Ie. Segundo: fazer com que a organização Seicho- No-Ie seja o lugar onde todos trabalham com alegria. Terceiro: trabalharemos estimulando a harmonia dentro das diretorias, em todos os níveis. Nesse sentido, de nossa parte, a partir da Sede Central, atuaremos com absoluta transparência.

CH – Descreva a emoção do dia da Assembléia Geral que a elegeu, em novembro de 2007, na Academia Sul-Americana de Treinamento Espiritual de Ibiúna.

MM – Como diz o ditado, até agora “não caiu a ficha”. Orei muito, o tempo todo, pedindo a Deus que fosse feita a vontade dEle. No momento em que foi anunciado o resultado unânime, fui às lágrimas. Senti fortemente a presença espiritual dos meus avós, dos meus pais, do sagrado mestre Masaharu Taniguchi e da profa Teruko Taniguchi. Procuro
manter-me constantemente vazia de ego por dentro, afirmando a Deus “que nunca seja eu, mas que seja sempre o Senhor”.

CH – De que maneira a senhora pretende conduzir a questão do ISO 14001 dentro da Sede Central?

MM – Foi criado um Gabinete de Meio Ambiente, sob a coordenação do preletor Ademir Camilo Teixeira. Temos o
prazo de quatro anos para conseguir a certificação. Acredito piamente que será possível cumpri- lo dentro da Sede Central, nas academias de treinamento espiritual e nas regionais.

CH – Como a senhora vê as orientações que partem do prof. Masanobu Taniguchi a respeito da adequação das
práticas da Seicho-No-Ie à cultura de cada país?

MM – Vejo como muito importante para o crescimento do Movimento. Cada país tem uma cultura e um folclore
diferentes. A esse respeito, o sagrado mestre Masaharu Taniguchi afirmou que a Seicho- No-Ie não é uma religião. Caso fosse, teria de ter seus rituais próprios. Mas tudo isso é a chamada Verdade Periférica. As adequações das práticas ao idioma e ao perfil de cada país não mudam em nada a essência do Ensinamento.

CH – Comente a renovação da diretoria da Sede Central.

MM – Por princípio, temos muita gratidão a quem saiu. A renovação dará oportunidade a pessoas dedicadas ao Movimento, e que certamente vão refletir, em sua atuação, os anseios das bases.

CH – O que a senhora espera dos líderes da Seicho- No-Ie espalhados pelo Brasil, e o que eles podem esperar
da senhora?

MM – Dirigentes, confiem sempre no Movimento, confiem sempre na Seicho- No-Ie. A organização é feita por homens, mas a doutrina é de Deus. Nunca se decepcionem com a Seicho-No-Ie, pois ela é o Ensinamento. De minha parte, asseguro que farei por merecer a confiança que em mim foi depositada.

Diante do sanduíche reservado à comissão organizadora da conferência de quinta feira e aos orientadores, a profa Marie Murakami permitiu- se lanchar só depois que acabou a entrevista. Não havia conseguido jantar antes de sair de sua casa, naquele início molhado de noite. Só deu tempo de preparar as refeições de sua família para o período em que ela estivesse no Japão.

– Sempre que viajo deixo tudo pronto no congelador, com um bilhete identificando dia e hora de cada refeição. Fico feliz quando meu marido e meus filhos dizem que graças ao aroma da minha comida sentem a minha presença – concluiu a
profa Marie Murakami, mergulhada em simplicidade e amor pela sua família, o esposo, Eiji Murakami, e os filhos Heitor Koji Murakami, Fabio Jun Murakami, Cássio Massao Murakami e Emy Murakami. Todos eles agora, mais do que nunca, partilham a mãe e a esposa exemplar com toda a “família Seicho-No-Ie”.

 


Circulo de Harmonia - 2008