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11/03/2008
A respeito das bençãos de Deus


Deus abençoa todas as pessoas, mas não obriga ninguém a aceitar Suas bênçãos. Cada um é livre para aceitar ou não as bênçãos de Deus.
Entretanto, com o decorrer do tempo, todo ser humano sente fome e sede em sua alma e passa a desejar as bênçãos divinas, tal como uma pessoa que naturalmente começa a sentir fome e deseja um prato de comida. Assim é a providência divina.

Ore mentalizando somente coisas que lhe foram concedidas desde o princípio. Elas surgirão concretamente, com certeza.

Orar é fazer propagar ondas no mundo mental. Sem suscitar a propagação das ondas mentais, não podemos fazer surgir concretamente as coisas que foram concedidas desde o princípio.

Deus nos dá bênçãos, mas não nos obriga a aceitá-las. Ele nos concedeu plena liberdade. Todo ser humano é originalmente livre.

Para que os nossos desejos coincidam com as graças divinas, precisamos deixar de lado o “eu fenomênico” e pensar unicamente nas graças divinas.

Se formos generosos em doar, receberemos muitas dádivas, e se formos mesquinhos em doar, receberemos poucas dádivas. Se dedicarmos nossa Vida a Deus, poderemos receber todas as bênçãos divinas.

Numa palestra, eu disse o seguinte: “Se providenciarmos dois aquários cheios de água, colocarmos peixinhos dourados apenas em um deles e deixarmos ambos num canto durante vários dias, notaremos que no aquário com peixinhos surgem musgos que servem de alimento para eles, enquanto nada surge no aquário sem os peixinhos. Isso significa que Deus faz surgir naturalmente alimentos para manter vivos os peixinhos”. Posteriormente, soube que certa pessoa fez um comentário do seguinte teor: “Os musgos não brotam naturalmente no aquário que contém os peixinhos. São os próprios peixinhos que abrigam em suas barbatanas os esporos de musgos, os quais, espalhados na água, possibilitam a proliferação dos musgos”. Afinal, isso significa que os peixinhos trazem junto a suas barbatanas a fonte de comida providenciada por Deus, sob a forma de esporos de musgos.
Nesse fato está latente o ensinamento de um significado muito profundo, que é: “Todos os seres vivos trazem dentro de si a fonte de seus próprios alimentos”. Todo ser humano, já que nasce neste mundo, vem trazendo consigo, desde o princípio, a fonte de tudo quanto é necessário na vida terrena – alimento, moradia, roupas etc. O ser humano é abençoado, pois tudo está à sua disposição. Podemos conseguir qualquer coisa, contanto que nos conscientizemos disso e busquemos o que desejamos. Se a nossa mente estiver em conformidade com a vontade de Deus, estaremos em perfeita sintonia com as vibrações de bênçãos divinas e nada nos faltará.

Certa senhora da cidade de Mishima relatou o seguinte: Durante a guerra, houve um bombardeio na cidade e sua casa foi cercada pelo fogo. Ela e as crianças fugiram para um lugar seguro a certa distância, mas o marido permaneceu na casa para tentar conter o fogo. Do lugar onde estava, essa senhora viu sua casa envolta em densas fumaças, mas não se desesperou e orou com muita fé junto com os filhos. Então algo milagroso aconteceu. De repente, o vento mudou de direção e a casa dessa senhora não foi destruída pelo fogo, ficando apenas com o muro queimado. Quando essa senhora voltou correndo para casa e contou ao marido que ela e os filhos haviam orado muito e que Deus atendera ao seu pedido de salvação, ele retrucou: “Quem defendeu nossa casa fui eu. Veja as minhas sobrancelhas. Lutei a ponto de elas ficarem chamuscadas e com muito custo consegui debelar o fogo”. Mas, posteriormente, num outro bombardeio, essa casa foi atingida e ficou reduzido a cinzas. Se a força humana fosse suficiente para conter o incêndio, também na segunda vez essa casa poderia ter sido salva. Uma advertência para pessoas que pensam que podem conseguir tudo com suas próprias forças: O que o ser humano pode fazer, se tivesse de contar somente com ele mesmo?

O céu está lá no alto, a terra está aqui embaixo. No céu brilha o Sol, na terra há umidade. Recebendo a luz do Sol, tudo na terra se desenvolve. Essa é a Verdade imutável e eterna.

Deus é Lei, mas também é um ente com personalidade. Para sintonizar com Ele, precisamos chamá-Lo também na condição de seres com personalidade. Algumas pessoas perguntam: “Se tudo nos foi concedido desde o princípio, por que devemos orar a Deus pedindo isso ou aquilo?”. Porque a oração fortalece o nosso vínculo com Deus-Pai. A mãe proporciona tudo o que é necessário para o filho pequeno, mesmo que ele não peça. Mas, quando ele se aconchega aos braços da mãe e pede-lhe algo, torna-se mais forte o vínculo de amor entre eles. Assim também é a nossa relação com Deus. Para que a nossa comunhão com Ele seja perfeita, é preciso sintonizar o nosso amor, na condição de ser humano, com o Amor de Deus que atua como um ente com personalidade. Por isso, precisamos reservar todos os dias um pouco de tempo para termos um encontro “pessoal” com Deus. É essencial a hora destinada a fortalecer o nosso vínculo com Deus, a hora de ter um “diálogo” sincero com Ele, semelhante à conversa franca entre pai e filho. Essa é a hora da Meditação Shinsokan.

O fato de a matéria possuir forma significa que o aspecto de cada coisa é manifestação da energia latente nela. Tudo é manifestação da energia latente. Não existe matéria “fixa”. Não existe matéria no sentido usual da palavra. Dentro da matéria há o movimento incessante das moléculas. As moléculas se movem continuamente, chocando-se e repelindo-se umas às outras. É a pressão da força de repulsão das moléculas que nos faz sentir a consistência da matéria. Pode-se dizer que sentimos o efeito do movimento incessante das moléculas.

Geralmente, o movimento mecânico das coisas cessa quando surge resistência ou atrito. Mas o movimento que ocorre dentro das moléculas não cessa mesmo que não haja suprimento de energia. Isto é, a energia surge espontaneamente e se supre o quanto for necessário. A essa energia damos o nome de Vida.

A Palavra (o Verbo divino) é vibração da Vida. A vibração da Vida é uma energia indestrutível, que supre a si própria. Refiro-me à energia vital, à Palavra da Vida. Tudo o que existe é constituída de vibração da Vida. Quando a vibração da Vida se altera, ocorrem várias transformações nos seres e nas coisas.

Não há neste mundo nada que nos infunda temor, pois tudo é controlado por Deus, que é o bem absoluto e a perfeição absoluta. Se vemos algo que nos atemoriza, isso é reflexo de nossa mente. O aspecto do mundo ao nosso redor muda conforme as idéias que a nossa mente elabora. Quando a mente se atém a infortúnios ou doenças, que originariamente não existem, elabora imagens realísticas e acaba fazendo com que elas se manifestem concretamente.

Num dos livros do dr. Holmes consta o caso de um paciente que teimava em dizer que dentro do seu estômago vivia uma lagartixa. Por mais que o médico tentasse fazê-lo compreender que nenhuma lagartixa consegue sobreviver no meio do suco gástrico, o paciente insistia em afirmar que a “sua” lagartixa já adquirira imunidade contra o suco gástrico e por isso conseguia viver sem nenhum problema dentro do estômago dele. Então, o médico resolveu valer-se de um truque. Fingindo que finalmente acreditava nas palavras do paciente, disse-lhe: “Vou submetê-lo a uma cirurgia para retirar essa lagartixa”. Após anestesiá-lo com clorofórmio, fez-lhe um corte superficial na pele da região do estômago, de modo a parecer uma cirurgia gástrica. Quando o paciente voltou a si, o médico mostrou uma lagartixa de verdade que ele tinha colocado de antemão num recipiente de vidro e disse-lhe: “Consegui retirar a lagartixa que vivia em seu estômago. Veja!”. O paciente se convenceu de que se livrara da lagartixa e logo ficou curado.

No caso citado, o médico conseguiu curar o paciente simulando uma cirurgia para convencê-lo de que se livrara da lagartixa. Nada mais eficaz que a convicção da cura. Cabe à religião fazer com que as pessoas creiam em Deus e superem os problemas desta vida com o poder da fé. Qual é o meio para se conseguir isso? Fazer com que as pessoas despertem para a Verdade de que Deus é perfeito e que no mundo criado por Ele não existe nada que seja imperfeito.

Do livro Eichi no Danpen (ainda não editado em português; tít. prov.: “Fragmentos” de Sabedoria), pp.