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29/01/2008
Pergunta: Sobre a prática de Yoga.


Pergunta: Sobre a prática de Yoga
1 - O prof. Seicho Taniguchi publicou o livro Higan ni Itaru Michi (N. da T.: ainda não editado em português; tít. prov.: Caminho que leva ao Nirvana; explicações sobre a Yoga)com o objetivo de ser lido por muitas pessoas. Ao lê-lo, o leitor põe em prática o que nele está escrito – entendo que, só assim, o autor consegue seu objetivo.

2 - Também o mestre Masaharu Taniguchi escreveu sobre Rejuvenescimento através da prática de Yoga no boletim de agosto de 1952 e, num outro boletim, de março de 1953, sobre Exercício respiratório de Yoga. E que essas práticas devem ser realizadas antes e depois da Meditação Shinsokan.

3 - Considerando as citações acima, entendo que tanto o mestre quanto o prof. Seicho Taniguchi afirmam que as práticas de Yoga podem ser introduzidas nas práticas da Seicho-No-Ie.

4 – Mas, entre preletores e dirigentes da Seicho-No-Ie, há aqueles que não cedem, afirmando que não devemos, em absoluto, adotar práticas de outros ensinamentos, como é o caso da Yoga.

5 - Eu, particularmente, penso em treinar Yoga, tendo como livro de estudo o acima citado Higan ni Itaru Michi. Penso, porém, que o resultado não será bom se for praticado de forma incorreta; portanto, é importante receber orientação direta de instrutores capacitados nessa prática.

6 - Considerando que parte dos adeptos já o está praticando, pedimos que a Sede Internacional nos esclareça com uma orientação correta sobre o assunto, para que não venhamos a cometer erros na prática de Yoga.

7 - Existem dirigentes e adeptos que dizem que, aos adeptos da Seicho-No-Ie, não deve ser ensinado o método Nishi de obtenção de saúde, e que devemos seguir unicamente os ensinamentos da Seicho-No-Ie. Gostaria de ser orientado também quanto a este ponto, se adepto da Seicho-No-Ie pode ou não adotar o método Nishi.

(Keizaburo Uchida, província de Kagawa)

Resposta: Vou responder por mim e também em nome do prof. Seicho Taniguchi, pois atualmente ele se encontra no exterior, em viagem de pregação (N. da T.: na época em que a pergunta foi respondida pelo Mestre). Sendo a Seicho-No-Ie ensinamento que prega a identidade de todas as religiões na essência, às vezes apresentamos doutrinas, práticas etc. de outras religiões e outros ensinamentos, incluindo a Yoga. Mas o objetivo disso consiste em esclarecer que a essência de todos os ensinamentos e religiões converge para uma única Verdade. Não é porque expusemos os princípios de vários ensinamentos que as pessoas devem praticar todos eles, indistintamente. Por exemplo, se eu afirmo que no espírito de oferenda de trabalho – que norteia os seminários da Academia de Treinamento Espiritual da Seicho-No-Ie em Uji – há pontos em comum com o princípio de tratamento da neurose aplicado pelo dr. Seima Morita, não quer dizer que as pessoas devem procurar o Hospital Sansei, onde o dr. Morita aplica esse método de tratamento. Portanto, se o prof. Seicho transcreveu as práticas de Yoga em seu livro Higan ni Itaru Michi, o fez para mostrar que há identidade entre o princípio de Yoga e a Verdade pregada pela Seicho-No-Ie. Ou seja, como estudo comparativo. Não foi objetivo do autor a aplicação dessas práticas pelos adeptos da Seicho-No-Ie. Seria complicado para os adeptos se eles tivessem de seguir todas as práticas religiosas comentadas nos livros da Seicho-No-Ie a título de comparação: ficariam tão atarefados que não lhes sobraria tempo para mais nada; ficariam sem o norte do ensinamento, e o resultado seria o contrário do esperado. Se os dirigentes de nossa organização tivessem de orientar todas as práticas religiosas, os adeptos não poderiam concentrar-se em uma única prática, não conseguiriam aperfeiçoar-se em nenhuma delas nem manter-se fiel a uma única fé e, como diz o ditado “Quem tudo quer tudo perde”, nada conseguirão. Razão pela qual é natural que preletores e dirigentes da Seicho-No-Ie proíbam o ensinamento de Yoga e outros métodos como Nishi nas reuniões da Seicho-No-Ie. Preletores e dirigentes encontram-se na posição de orientadores; portanto, devem orientar os adeptos para que se dediquem a uma única prática religiosa.

Mas, se o consulente deseja estudar Yoga em particular, por sua conta, tem toda a liberdade de fazê-lo. Não foi como ensinamento da Seicho-No-Ie que escrevi sobre rejuvenescimento através da prática de Yoga e exercício respiratório de Yoga em nossos boletins internos. A Yoga a que me refiro é a chamada Hatha Yoga, segundo a qual os praticantes da meditação espiritual devem fortalecer-se fisicamente, e, para isso, há várias ginásticas obrigatórias que os mestres ensinam aos praticantes. Dentre elas, descrevi algumas que são mais simples e eficazes, como os “exercícios para o rejuvenescimento”, que as pessoas poderiam praticar em casa de manhã logo cedo, ou no quintal quando estivessem cansados do trabalho, para manter os músculos e articulações flexíveis. Podem ser consideradas uma espécie de ginástica para manter a boa forma. Mas, se os orientadores da Seicho-No-Ie passassem a dar aulas dessa ginástica ao público que veio ouvir palestras da Seicho-No-Ie, isso acabaria confundindo as pessoas, pois ficariam em dúvida se o princípio fundamental da Seicho-No-Ie está na Verdade ou na ginástica.

O exercício respiratório de Yoga ensina a respirar alternadamente, obstruindo com o dedo uma das narinas. No boletim, publiquei uma versão aperfeiçoada, que possibilita inspirar a prana existente nas palmas das mãos em posição de oração. Mas tal exercício também não tem nenhuma relação com o despertar espiritual; trata-se de uma espécie de método de manutenção de saúde, idêntico a “ingerir vitamina para manter a saúde”. Praticá-lo é melhor para a saúde do que não o praticar – eis a razão pela qual apresentei o exercício para um número reduzido de pessoas, num boletim, e não para todos os adeptos. Concluir precipitadamente que isso é religião, e preletores e dirigentes passarem a dar lições dessa prática aos adeptos, seria cometer inversão de valores. Mas, se praticado particularmente, no próprio quarto, cerca de dez a vinte vezes antes e após a Meditação Shinsokan, é um bom método de manutenção da saúde. Eu poderia ensinar outras formas de manutenção da saúde, como a dietética, ou através de toque das mãos, ou eletroterapia, mas iria confundir isso com religião, o que atrapalharia o despertar espiritual das pessoas. Inclusive por isso, até há pouco, tínhamos no regulamento interno: “É terminantemente vedado àquele que se ocupa profissionalmente de tratamento popular alternativo de saúde, tornar-se preletor da Seicho-No-Ie”, e não concedia o título de preletor a tais profissionais. Mas, há pouco tempo, passamos a conceder essa autorização a pessoas selecionadas que trabalham com tratamentos alternativos de saúde, desde que atestado pelos dirigentes locais da Seicho-No-Ie que elas não se utilizam do nome “Seicho-No-Ie” para atrair clientes e obter vantagem financeira, e que são pessoas que vêm obtendo resultados expressivos na salvação da alma dos clientes que as procuram profissionalmente para a cura física, transmitindo-lhes a Verdade pregada pela Seicho-No-Ie.

O consulente externa o desejo de receber orientação diretamente de instrutores de Yoga, e não há nenhum mal em fazê-lo, se for apenas para exercícios físico e respiratório. Mas, quanto à parte esotérica, parece que no Japão só existem alguns poucos que estudaram o assunto em livros no original, e não há iniciados que receberam orientação direta de grandes mestres de Yoga no Himalaia. Portanto, espero que não seja prejudicado, procurando orientações de pseudo-especialistas com conhecimento superficial do assunto. Conheço adeptos da Seicho-No-Ie que foram receber instruções ocultistas de um orientador de Yoga vindo do Sul, e enlouqueceram durante os exercícios de treinamento, outros contraíram tuberculose e foram hospitalizados. Mas imagino que não seja fácil para um verdadeiro seguidor da Seicho-No-Ie praticar fielmente todos os preceitos dela. Suspeito que sejam poucos, por exemplo, que praticam fielmente todos os itens do Modo de Viver da Seicho-No-Ie (N. da T.: volume 7 da coleção A Verdade da Vida), ou da Revelação Divina da Grande Harmonia. Aquele que nem isso consegue praticar a contento, e ainda ficar tentando práticas de outros ensinamentos, acabará não conseguindo nada, como diziam os antigos “Quem persegue duas lebres não consegue apanhar nenhuma”.

Do livro Shinko Sodanshitsu (ainda não editado em português; tít. prov.: Sala de Consultas sobre a Fé), pp. 48-53

 


Revista Fonte de Luz - Fevereiro / 2008