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15/01/2008
Relato de Francisco Freitas Costa


Em 1989, quando eu estava com 34 anos, eu passei por uma difícil fase em minha vida.

Nada dava certo, fosse na área familiar ou na profissional. Meu casamento estava em crise e no trabalho, embora eu ganhasse o suficiente que me permitia inclusive guardar dinheiro, eu não era feliz. A principal conseqüência foi uma grande depressão que acabou me fazendo parar de trabalhar. Sentia muita vontade de chorar, não conseguia dormir, além de ter muito medo de morrer. Minha mãe, muito preocupada, decidiu levar-me a um psiquiatra, contudo após um mês de tratamento, eu continuava na mesma situação, ou seja, muito infeliz.

Foi então, que uma tia – Ondina Freitas -, deu-me uma revista Acendedor (hoje Fonte de Luz) da Seicho-No-Ie, que “o homem é filho de Deus, a doença não existe, o homem veio ao mundo para ser feliz”. Aí aconteceu o milagre: dois meses depois, tive alta do tratamento, voltei a trabalhar, ajudado por meu pai. Como eu estava me sentindo bem, mais seguro, pude analisar com mais clareza meu casamento e, em comum acordo com minha esposa, optamos pela separação. Parece-me importante salientar que, logo após a leitura da revista, procurei a Associação Local Fraternidade onde fui muito bem recebido. Tive tanta sorte que estava programado um Seminário Geral na Academia de Santa Tecla na semana seguinte. E lá estava eu, participando desse seminário. Nas palavras de decisão, comprometi-me a trabalhar pelo Movimento, o que faço até hoje. Tudo passou a correr bem. Contraí novo matrimônio com uma mulher maravilhosa – Glaci -, que entre outros presentes, deu-me uma filha linda chamada Vanessa. No movimento, trabalho como preletor. Na profissão que desenvolvo, passei a manifestar a verdadeira prosperidade, pois além de obter os recursos de que necessito não tenho nenhum apego à matéria. Mas havia um setor de minha vida que eu não conseguia melhorar. Era o estudo. Eu só tinha chegado até a sexta série do ensino fundamental. Lembro-me de que, certa vez minha mãe levou-me a uma psicóloga, pois eu estava repetindo o 1º ano pela quarta vez. Após a realização do teste psicológico, foi-me setenciado: “este menino jamais conseguirá ultrapassar a sexta série”. Imagine o complexo de inferioridade que devo ter adquirido. Hoje, em 2007, é com imensa alegria e gratidão que relato a todos a não concretização daquela sentença: voltei a estudar em 2004, recomeçando da 6ª série. Paulatinamente cheguei a concluir o ensino médio em setembro de 2007. Como adquiri o gosto e o prazer pelos estudos, já defini meu próximo passo que será fazer vestibular para Direito. Agradeço ao preletor José Carlos da Silva, que foi a primeira pessoa a me orientar quando ingressei na Associação Local, ao LI André Luiz, que sempre me orientou no sentido de que eu tivesse calma para aprender o ensinamento. Agradeço ao preletor Juscelino da Rosa, que durante estes anos muito me incentivou a voltar a estudar, bem como a todos colegas do Movimento. Agradeço aos meus pais, minha esposa, minha filha, aos meus antepassados, ao mestre Masaharu Taniguchi e a Deus, por todas as dádivas maravilhosas que tenho recebido. Muito obrigado.

 


Revista Fonte de Luz - Fevereiro / 2008