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29/10/2007
O meio ambiente interior


Nem só de reciclagem de lixo vive um cidadão consciente. Tanto nos livros do prof. Masanobu Taniguchi (Caminho da Paz pela Fé e Primeiro Passo para a Paz), quanto em palestras sobre defesa do meio ambiente, como a do preletor Ariovaldo Adriano Ribeiro, feita na Convenção dos Jovens, em 1o de setembro, aprendemos sobre a natureza espiritual do ser humano e que os pensamentos são o pior fator poluidor do planeta.

Compreendendo Kanzeon Bosatsu – Na página 229 do livro Caminho da Paz pela Fé, o prof. Masanobu define: “A questão ambiental da Terra faz parte dos ensinamentos de Kanzeon Bosatsu,
que está na retaguarda da Natureza”. Ou seja, o corpo de Kanzeon é a terra, é o povo, sou eu, é você.

Conforme a mitologia oriental, Kanzeon Bosatsu é a deusa que, sem ir para o nirvana, após estar totalmente purificada, compadeceu-se dos sofrimentos da humanidade (presentes na mente humana) e decidiu não ir para o paraíso. Desde então transforma seu corpo para pregar os ensinamentos e retirar a ilusão da mente do ser humano.

Expressão da misericórdia dos céus, Kanzeon Bosatsu também é a fome, o medo, a consciência, a mente, a situação atual. Compreender isso é a libertação do indivíduo: a família, a briga, a mágoa, a dor, o erro – tudo é Kanzeon, tudo é misericórdia divina para nos conduzir ao Grande Caminho.

Tudo é um sermão de salvação – Conforme ensina o sagrado mestre Masaharu Taniguchi, “a ondulação das montanhas, as nuvens que flutuam, o rumor dos ventos e o murmúrio das águas – tudo são sermões misericordiosos de Kanzeon Bosatsu”.

 

Com base nesse princípio, em tudo existe alma. Em suas palavras e seus pensamentos também existe uma vida intensa. Toda palavra que você lança no mundo, seja pensada, fisionômica ou verbal, possui uma “alma”.

Portanto, todo pensamento traz, em si, libertação ou escravidão. Purificar a mente ambiciosa, o coração rancoroso, o espírito em atrito é defender o meio ambiente, que reflete a “vibração” coletiva da mente humana – lançamos, nas matas e nos céus, as dores de nossa alma.

O progresso individual não garante a felicidade – Nossa conexão com o todo nos faz chegar a uma conclusão óbvia: a mente que age egoisticamente, pensando apenas no próprio benefício, não é feliz, por mais posses que acumule. É a evolução do espírito que traz felicidade, é o fluir em harmonia com o todo que torna alguém rico de verdade.

Carregamos o poder de um santo. Corrigir o rumo dos nossos próprios pensamentos ajuda a abençoar todo o planeta. O que é “santo” em nós não é evidente: um sorriso, um elogio, um suspiro, um carinho, um olhar, um beijo terno, um gesto de afeto, uma canção, uma leitura – enfim, em tudo vive o que é “santo” e através dele se consegue tocar na alma do outro, de modo a apreender Deus na própria mente e lançar sobre todos um olhar de divindade.

Pensamentos felizes nos colocam dentro do Livro da Vida – Árvores, nuvens e animais; dar bom-dia, agradecer a alguém e perdoar uma bobeira; sons, leis e caminhos dos rios; enfim, em tudo você imprime a Vida numa página em branco, a cada pensar. No vazio, você pinta a realidade, conforme a natureza de seus pensamentos.

Tudo é nada, e tudo o que vemos na Natureza nasce de uma Idéia Divina que imprime cores no mundo. Tudo ao redor caminha, flui, exercita, renasce – porque já contém ética e Vida. As idéias humanas impuras é que agridem as expressões das idéias divinas.

A vida pulsa e se comunica com tudo, não pelo que se vê ou se conceitua, mas por um diálogo silencioso, santo. O rio liga-se ao céu pelo fluir invisível do vapor das águas – é uma conversa de amor, sem palavras, um essencial ao outro. O rio, o céu, o nosso pensamento, a água, a nossa gratidão e o ar são uma só vida.

Um ser humano que não consegue ver a unidade que possui com o próximo e com tudo que o cerca torna-se inquieto com suas próprias coisas. A idéia humana que se afasta da “idéia divina” nasce de um querer egoísta. Esse egoísmo lança ao planeta uma “onda” de pensamentos que pinta de cinza o silêncio da atmosfera astral e física. Salas, praças, quartos e matas estão todos “online” com seus pensamentos.

O “querer” segurar aquilo que gosta por temor do futuro ou do desconforto gera a desarmonia com o cônjuge e a poluição do rio, gera o desemprego e o efeito estufa.

Cada pensamento comunica - se com cada folha de árvore, e cada olhar de ternura a um familiar lança um hino de paz ao resto do mundo. “Tudo me pertence, estou dentro de tudo e tudo está dentro de mim.”

Fale com o céu, separe seu lixo. Declare sua unidade com as estrelas, economize água. Proteja as florestas, faça a Oração pela Paz Mundial. Mande um presente para Deus, faça um elogio a alguém. Tornese cada vez menos apenas um ser humano, sinta-se cada vez mais toda a humanidade.

 


Circulo de Harmonia - Outubro / 2007