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18/10/2007
Professor Junji Miyaura conta sua trajetória e comenta o título de Preletor da Sede Internacional


A mais sofisticada definição de simplicidade certamente cabe em apenas duas palavras: Junji Miyaura.

O ano de 2007 foi muito especial para o prof. Junji Miyaura. A imagem dele, sorridente, com Maya, a primeira neta, nascida no dia 2 de junho, em um dos braços e com o diploma de Preletor da Sede Internacional no outro vem fácil à mente na imaginária foto do ano.

Seu raciocínio rápido acompanha suas pernas, nas caminhadas que faz. Convivendo com ele, surge nos uma pergunta: como um ensinamento tão grandioso pode caber em tamanha simplicidade? Ouvir suas aulas é como se de repente voltássemos ao princípio de nossa vida, prontos para começar de novo. As expressões “Homem, filho de Deus” e “Meditação Shinsokan” tornam a voz dele suave e ao mesmo tempo cortante, numa mistura de lâmina e timbre musical – “Nunca deixe de falar dos princípios fundamentais da Seicho-No-Ie”, insiste sempre.

O Boletim Informativo Círculo de Harmonia entrevistou o diretor da SEICHO-NOIE DO BRASIL,  esponsável direto por três superintendênciase pelo Gabinete de Sistemas da Sede Central da SEICHO-
NO-IE DO BRASIL.

CH – O senhor nasceu em uma família Seicho-No-Ie. Sua avó, Kiku Miyaura, chegou a ser presidente de Associação Local por várias gestões. Como foi o seu início dentro do movimento?

JM – Comecei participando de Reuniões de Crianças, o Seishi Kodomokai. Era a Regional SP-II, que na época abrangia a região central de São Paulo até Pinheiros e Osasco. Lembrome que nos meus tempos de Associação Local as reuniões eram realmente de estudo.Depois, devido a muitas atividades, tive de deixar de freqüentar. Retornei na época da faculdade, sentindo falta de uma base doutrinária para minha vida.

CH – O senhor segue princípios muito claros desde a juventude, como, por exemplo, a valorização das raízes. Ao retornar às atividades na Seicho-No-Ie, o senhor procurou sua antiga Associação Local. Como foi esse momento?

JM – De repente, me peguei um pouco perdido em relação aos estudos. Senti falta de amparo espiritual. E decidi procurar minha antiga Associação Local (AL). E lá retomei minha trajetória, iniciando como tesoureiro, passando pela vice-presidência da AL, presidência da AL, vice-presidência da Regional e membro da Comissão Executiva Central da Associação dos Jovens da
SEICHO-NO-IE DO BRASIL.

CH – Conte-nos um pouco de sua trajetória profissional antes de ingressar como colaborador da Sede Central da SEICHO-NO-IE DO BRASIL e o que o fez deixar de seguir uma promissora carreira como executivo técnico lá fora, para trabalhar no movimento.

JM – Sou formado em engenharia eletrônica. Atuei sete anos na Philips, como engenheiro de desenvolvimento de produtos. Depois fui gerente industrial da Oriplast durante três anos. Em 26 de setembro de 1989 decidi aceitar o convite para me tornar colaborador da Sede Central. Meu salário
diminuiu sensivelmente, mas uma força maior havia me chamado. Senti a orientação direta de meu pai, Shunji Miyaura, e dos antepassados, a partir do mundo espiritual. Um outro fato me despertou um sentimento de gratidão ainda mais profundo. Com dois meses de gravidez, minha esposa, Laura, contraiu rubéola, o que poderia afetar a formação de minha filha. Mas, graças às práticas do ensinamento, minha filha Lídia nasceu perfeita. Essa relação da minha família com a Seicho-No-Ie
vem de longe. Em 1937 o meu avô, Kamejiro Miyaura, curou-se de câncer no estômago.

 

CH – O senhor nunca imaginou, no ano de 1960, quando começou atuando no Kodomokai, que 30 anos depois se tornaria diretor da SEICHO-NO-IE DO BRASIL?

JM – Não. Apenas seis meses depois de ingressar na sede, fui chamado para ser diretor e presidente da Associação dos Jovens. Era 1990. Desse início de trabalho, carrego a lembrança das orientações do prof. Miyoshi Matsuda, que dizia “o jovem não precisa dormir”. O foco dele era a formação de dirigentes.

CH – O senhor pegou a época em que o prof. Matsuda promovia treinamentos durante a madrugada
para formar líderes porque todos tinham atividades nos fins de semana nas Regionais?

JM – Sim. Na década de 70, havia treinamentos que se iniciavam às 11 horas da noite. Íamos até a 1 e meia da manhã, mais ou menos. Aí fazíamos uma ceia, para nos manter acordados. A seguir, retomávamos e seguíamos até as 5 horas. Pela manhã eu seguia para a Reunião de Crianças, que eu cuidava, e depois para a reunião da Associação Local. (Nesse momento da entrevista, um brilho juvenil saltou dos olhos do prof. Junji, que sorriu ao escapar para uma viagem no tempo, como se estivesse na recepção de sua AL a receber os adeptos ainda na década de 70.)

CH – Seu esforço em treinar dirigentes certamente foi herança dessa sua formação. O Programa Nasce uma Estrela, o saudoso PNE, e os treinamentos que o senhor instituiu logo no início de sua gestão como presidente da AJSI/BR são mostras desse seu empenho em formar líderes.

JM – Era um trabalho para formar liderança com solidez e constância. Eram reuniões de estudo
preparadas com muito carinho. Dessa época surgiram líderes que se tornaram ícones, como o saudoso Décio Haniu, Carlos Koji Takahashi, Paulo Neves Guerra, Antonio Oshima, Carlos Alberto da Silva e outros.

CH – Professor, contenos um pouco de como o senhor passou à frente de tantas áreas estratégicas para a Seicho-No-Ie, como produção, comunicação, tradução e informática, e já desenvolve um trabalho sólido há 12 anos nesses setores.

JM – Como minha formação é técnica, encontrei aqui o que estudei. Pude deslanchar naquilo que
gosto. (Sob a batuta precisa de um maestro inspirado que é, o prof. Junji gerencia, entre outras coisas, a edição de 400 mil livros por ano, entre reedições e lançamentos, 6 milhões de revistas, 600 mil exemplares do Boletim Informativo Círculo de Harmonia, o jornal Enkan (em japonês), Revista Sea Feliz (em espanhol), dois livros em espanhol por ano, a impressão de todos os panfletos dos Seminários da Luz, impressos em geral, apostilas, convites etc. O prof. Junji também cuida dos 5 mil programas de rádio que vão ao ar por ano no Brasil, em 104 rádios; gerencia a tradução de artigos doutrinários para as revistas em português e espanhol. Sob sua responsabilidade atuam 33 pessoas, entre funcionários e autônomos.)

CH – Professor, os livros de histórias infantis de sua autoria já venderam mais de 320 mil cópias, com 20 títulos já publicados. Diga-se de passagem, o senhor doa os direitos autorais integralmente à SEICHO-NO-IE DO BRASIL. Como surgiu a idéia de escrever para crianças?
JM – Meu pai inventava historinhas. Certamente herdei dele esse jeito para a coisa. A imagem de meu pai é muito viva em minha memória. Posso ainda ouvilo repetindo a recitação “Reino de Deus de Infinita Provisão” enquanto trabalhava como feirante. Foi dessa forma que ele formou três filhos na faculdade de engenharia.

CH – Certamente ter recebido o diploma de Preletor da Sede Internacional no dia 4 de março de 2007 teve uma série de significados especiais para o senhor.

JM – Na véspera, dia 3, houve o eclipse total da lua. Assisti ao fenômeno e percebi que a lua estava
cheia, depois escureceu e novamente tornou a ficar cheia. Cheguei à conclusão de que a parte escura
simboliza a purificação, e liguei isso à idéia de que deixei o antigo “eu” e agora estou com o novo. Além do mais, receber o título justamente na 78a  solenidade contém ainda outros significados: o 7 simboliza “conclusão” e o 8 o “infinito”. Acrescente-se a isso ser o evento que celebra a fundação
da Seicho-No-Ie. Ou seja, senti-me renovar por inteiro ao receber o diploma. Sinto-me imensamente
grato à Diretoria da Administração Central da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, aos funcionários que sempre me incentivaram e à minha família, pelo apoio incondicional. Agradeço muito, em especial, a confiança que o prof. Yoshio Mukai e o prof. Yoshishico Iuassaca depositaram em mim.

 


Circulo de Harmonia - outubro / 2007