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20/09/2007
Mario de Freitas - Mauá / SP


Já fazia alguns anos que eu havia por motivos pessoais me afastado dos ensinamentos e práticas da Seicho-No-Ie, não sei se em decorrência disso ou não, minha vida virou um caos, perdi toda motivação para viver e minha auto estima ficou em baixa, tive uma pequena queda e fraturei meu cotovelo esquerdo que inchou de tal maneira que os médicos na primeira impressão queriam amputar.

Minha mãe fervorosa aos ensinamentos lia a Sutra Sagrada todos os dias, e foi um cirurgião japonês que decidiu que eu permanecesse internado tomando antibióticos, pois havia encontrado a pulsação no meu braço e verificou que os movimentos estavam normais, creio que foi o Mestre Masaharu Taniguchi que se manifestou na pessoa deste cirurgião.

Os dias passaram e todos os escrementos saíram, fizeram um depridamento e retiraram peles de quase toda a minha perna e coxa esquerda para fazer os enxertos, foram no total duas cirurgias seguidos de três enxertos, isso no prazo de aproximadamente dois anos, além do mais eu já estava quatro anos desempregado, sofri muito nesta fase pois fazia poucos meses que havia me separado de minha esposa e muitas vezes desejei ao menos ter uma visita dela no hospital, mas só foram dias e meses de espera em vão.

Minha mãe e meus irmãos sempre estavam presentes, nunca me abandonaram.

Minha mãe devido à idade (83 anos) na época, e ao cansaço que sentia ao caminhar, já não estava indo mais com freqüência na Assoc. Local, mas cultuava os antepassados todos os dias em frente ao oratório provisório na casa dela. Com o tempo e também por não estar podendo se locomover como antes, para ir as reuniões das pombas brancas, ela começou a aceitar as visitas de um pessoal de outra denominação religiosa e a fazer curso bíblico em casa, porque acreditava que se estivesse numa reunião em nome de Deus estaria tudo em harmonia e realmente deveria ser assim porque para nós da Seicho-No-Ie, todos os caminhos são meios que nos levam a presença do Pai criador, mas para “estes” infelizmente não o é pois, logo no início começaram a proibir as orações de gratidão aos antepassados, os livros Sagrados e as imagens que ela aprendeu a respeitar, reverenciar e orar ao qual a acompanhou desde a infância, e assim começou ocorrer algumas desarmonias, ela queria aprender, ouvir as palavras, mas não queria desfazer de tudo que só fizeram e trouxeram o bem a nossa família e além do mais diziam que deveríamos orar somente para os vivos porque depois de morto não havia mais nada a fazer. Devido a esses acontecimentos ao invés de trazerem alegrias, estavam sendo mensageiros de tristeza, porque ela é uma fervorosa Pomba Branca e vivia preocupada por não estar podendo ir na Assoc. Local ao menos para poder explicar o porque de ter parado de contribuir a missão sagrada.

Eu só fiquei sabendo dessa preocupação dela poucos meses depois após sua partida para o mundo espiritual, como já disse, eu havia me afastado a alguns anos e também sofria com meus problemas físicos, devido a cirurgia do braço e a separação de minha esposa, união que durou 10 anos.

Na fase final do tratamento, precisava ir de 15 em 15 dias ao hospital para verificar como estava a cicatrização, mais golpe surgiu em nossa vida, nossa mãe teve uma queda no banheiro, ouvimos ela gritar três vezes “Ai Jesus”!, abrimos a porta e ela estava caída no chão. Chamamos o resgate que veio imediatamente. Minha irmã acompanhou-a, eu permaneci em casa com meu pai, pois ele ficou muito abalado com o incidente e neste período estava com 92 anos de idade, hoje está com 95 anos.

Nossa mãe teve um derrame, acordou no hospital, um dos olhos ficou meio fechado e reclamava de muita dor de cabeça, avisamos o médico mas ele só disse que era devido a queda, não fez nenhum exame, não tirou nenhuma chapa e somente deixou-a em observação dando alta em seguida. Ao chegar em casa ajudamos ela descer as escadas, continuava a reclamar de dores na cabeça, perguntamos se queria sentar no sofá ou deitar na cama ao qual preferiu deitar-se, não passou muito tempo e ela acordou pedindo água e quando pegou o copo na mão deu outro grito e caiu deitada na cama, novamente chamamos o resgate embora percebíamos que nossa mãe havia partido para o mundo espiritual naquele momento e mesmo os médicos dizendo que estava em coma e entubaram ela, percebíamos claramente que o que fazia ela respirar eram os aparelhos porque ela mesma, não reagia, no dia seguinte 21 de novembro de 2003, nossa mãe deixou este mundo para dar continuidade no mundo espiritual.

Em junho de 2006, após realizar orações e práticas que o Prof. Heitor Miyazaki, havia me orientado no ano anterior eu vinha praticando até então e como já completava 6 anos desempregado, subitamente me veio a mente a idéia de pedir auxílio a minha mãe, pois agora como luz poderia me ajudar. Foi então que em frente ao oratório a foto dela que tenho num quadro eu disse: “Olha mãe, eu agora sei que a senhora partiu para o mundo espiritual preocupada com a missão sagrada que a senhora contribuía a sua, a minha e a Benedito (meu irmão que já partiu para o mundo espiritual), portanto mãe, eu lhe faço um pedido, se eu conseguir um emprego fixo eu voltarei a contribuir e assim a senhora poderá ficar em paz no mundo espiritual, muito obrigado”.

Isso foi em uma segunda-feira, na terça-feira uma assistente social me disse, porque eu não iria na prefeitura para averiguar em que número estava os concursados, porque eu havia feito este concurso e já haviam passado mais de 4 anos e não fui convocado, então acreditava que já tinha arquivado pois, houve mudança de Prefeito. Ela disse que o atual prefeito havia prorrogado para mais dois anos e muitos haviam desistido.

Resolvi ir até o DERHR da prefeitura, chegando lá ao dizer meu nome, a pessoa que me atendeu disse que estava exatamente no meu número (611) e que eles já haviam me enviado a carta. Fiz todos os exames imediatamente, entreguei todos os documentos e no dia 8 de junho comecei a trabalhar como auxiliar de apoio operacional na prefeitura Municipal de Mauá.

Hoje eu digo que foi minha mãe que trouxe esse emprego diretamente do mundo espiritual. Agradeço ela todos os dias e com certeza também cumpro o que prometi a ela, ou seja, colaboro com a missão sagrada em nome dela, de meu irmão e o meu.

Agradeço a Deus, antepassados, papai e mamãe, ao Mestre Masaharu Taniguchi, ao prof Heitor Miyazaki pelas orientações e a tudo e todos que me orientaram e me orientam, Muito obrigado.

 


Fonte de Luz - setembro / 2007