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20/09/2007
Deus Existe Realmente?


Se Deus existe, é evidente que Ele não cria coisas ruins ou imperfeitas. Ocorre, porém, que neste mundo existem muitas coisas ruins, tais como doenças, infortúnios etc. Então, algumas pessoas dizem: “Deus não existe”, e outras afirmam: “Este mundo não é real; é
apenas uma sombra, uma imagem projetada”. Qual das duas afirmações é verdadeira? Os que negam a existência de Deus geralmente são considerados materialistas. Pode-se dizer que eles não conhecem bem o significado da palavra “Deus”. Parece que alguns deles têm a idéia equivocada de que o termo “Deus” designa um ser que possa ser captado pelos órgãos sensoriais do ser humano.

Deus não é um ser cuja existência possa ser captada por meio da visão, da audição etc. Deus é Vida, é Sabedoria, é Amor. Podemos também dizer que Ele é a Lei que rege o Universo. Tudo isso é invisível aos olhos físicos. Mas seria um absurdo considerar inexistente tudo que não podemos ver ou sentir; pensar desse modo seria o mesmo
que negar a base de nossa própria vida neste mundo. Conclui-se, pois, que não tem fundamento a afirmação de que Deus não existe. Quem teima em sustentar
essa afirmação devia mostrar provas concretas de “inexistência de Deus”.

Assim refletindo, concordamos com o segundo modo de pensar, ou seja, o de que os males, as infelicidades, as doenças e demais coisas negativas deste mundo não existem
de verdade, sendo apenas aspectos aparentes.

Então, por que razão doenças e infortúnios originariamente inexistentes aparecem como se existissem? Isso ocorre porque nossos órgãos dos sentidos cometem erros. Mas por que eles erram? Pelo fato de que nossa mente não aceita com docilidade o que é verdadeiro e captao de modo distorcido.

Podemos comparar isso ao fato de que, olhando ao redor com óculos de lente colorida, vemos tudo com a mesma cor da lente; ou, vendo as coisas com uma lente distorcida, tudo parece distorcido. Quando a mente está tolhida por algo, não é possível captar
os fatos e as coisas tais como são. A visão distorcida desaparece quando se desfazem o tolhimento e a distorção da mente. Como resultado, desaparecem rapidamente os aspectos imperfeitos tais como infortúnios, doenças, etc.

Isso nos faz compreender que infortúnios e doenças não existem de verdade. Se existissem de verdade, não desapareceriam. Aliás, nem surgiriam em nós o desejo de fazêlos desaparecer.

Nós, seres humanos, somos dotados de duas pernas e dois braços, e esse é o nosso aspecto natural. Por isso, não queremos perder nenhum deles. Mas se alguém nascer com uma terceira perna ou um terceiro braço, provavelmente desejaria extirpar
cirurgicamente esse membro supérfluo, pois tal aspecto não é normal. E se alguém nascer com mais um dedo além dos cinco normais, certamente gostaria de eliminar esse
apêndice o quanto antes. É natural querer eliminar o que não faz parte do aspecto
original. Por isso, as pessoas desejam se livrar de doenças e infortúnios, que originariamente não existem.

 


Da revista Hikari no Izumi (Fonte de Luz), ano XXXIX, 02/78, pp. 2-3