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13/09/2007
Maria José Melo Mendes - Recife-PE


Meu nome é Maria José, sou casada e tenho um filho.

Venho de uma família de oito filhos, da qual sou a quarta filha. Sempre ajudei meus pais nos negócios da família, pois eles eram comerciantes, e também os ajudei a cuidar de meus irmãos menores.

Sempre tive o desejo de me casar e constituir a minha própria família. Viajava, ia a festas, estudava e tirava boas notas na escola. Com 22 anos, já no 4º ano de faculdade, tinha o desejo de me casar com um rapaz que fosse solteiro, e só ser dele quando nos casássemos. Sempre confiei em Deus. Sempre acreditei no amor de Deus por todos nós. Eu também sabia da responsabilidade do casamento e me perguntava: “Com quem vou compartilhar uma vida tão boa?”.

Quando já estava com 32 anos e até meus pais achavam que eu estava encalhada, no mês de setembro, fui com minha irmã mais velha acompanhar nossa mãe que iria se submeter a uma pequena cirurgia. Enquanto eu e minha irmã esperávamos minha mãe no quarto, ela me ofereceu a Oração da Metade da Alma, da Seicho-No-Ie. Minha irmã era praticante da Seicho-No-Ie, e muitas coisas boas haviam acontecido na vida dela, desde que começara a praticar esse ensinamento. Eu havia aprendido que tudo é válido e bem-vindo quando a pretensão é melhorar nossas vidas e, portanto, não tinha preconceito, nem quanto a pessoas, nem quanto a re­ligiões.

Já tendo a consciência de que Deus está em todas as pes­soas e em todos os lugares, aceitei com humildade, fé e esperança a Oração da Metade da Alma e comecei a plantar em minha mente a certeza de que, agora, iria me casar, e, ali mesmo, naquela sala de espera do hospital, comecei a praticar e a agradecer a Deus, a meus pais, a meus irmãos, aos homens casados e separados que surgiram no meu caminho, tão-somente porque pensava neles de forma errada, julgando que não prestavam por não respeitarem suas esposas. E era justamente o que eu mais atraía na época – homens casados interessados em mim –, porque era o que eu mantinha em minha mente. Assim, me libertei dos pensamentos indesejáveis e hostis; passei apenas a agradecer ao que eu queria e que era bom, tal como aprendi na Seicho-No-Ie, pois comecei a participar das reuniões da Associação Local, intensifiquei a prática diária da Oração da Metade da Alma, mentalizando um homem maravilhoso que seria o meu marido e iria me fazer muito feliz.

Eu orava, mentalizava e agradecia a esse homem maravilhoso, que já estava vindo ao meu encontro. Em novembro desse mesmo ano, já comecei a ter notícias desse maravilhoso homem por antecedência. Era um primo legítimo de uma cunhada minha, que estava vindo de São Paulo visitar a família. Ele era solteiro, trabalhador, temente a Deus e também estava procurando uma boa moça para se casar.

Em 3 de janeiro, fomos apresentados e, de imediato, houve reciprocidade entre nós. Com três dias marcamos um encontro, e ele me pediu em namoro; e, lógico, eu aceitei. Ele desistiu de voltar para São Paulo e aceitou minhas exigências de sermos “um do outro” somente após recebermos as bênçãos de Deus.

Estamos casados há dez anos, e nosso filhinho já tem o livrinho de orações para crianças da Seicho-No-Ie.

Quando conheci meu marido, ele sofria muito com mágoa e revolta contra seu pai. Passei para ele a Oração para Perdoar, que consta no livreto Meditação Shinsokan (assim como a Oração para encontrar a metade da alma), e hoje ele é um grande amigo e companheiro do pai.

Nós agradecemos diariamente a Deus-Pai, de amor e bondade, por ter-nos feito o que somos hoje. Agradecemos ao mestre Masaharu Taniguchi, por este ensinamento maravilhoso da Seicho-No-Ie, que revela tantas graças em nossas vidas. Muito obrigada!

 

 


Pomba Branca - setembro/2007