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02/08/2007
Reconheçamos a boa natureza


A capacidade sempre se manifesta

Você nasceu para iluminar este mundo. Para realizar um trabalho que só você consegue elaborar e, assim, satisfazer os desejos de pessoas que ficam felizes por você existir.
Talvez você diga “Tais pessoas não existem”, mas seus pais ficaram contentes só pelo fato de você ter nascido. Eles adquiriram força para viver só de observarem você dormindo serenamente.
E seu marido ou sua mulher e filhos não se tranqüilizam e ficam felizes só de você retornar do trabalho? Quando você está ausente, seu chefe, seus amigos e colegas não se preocupam? Você é, afinal, uma pessoa indispensável.
Tanto o relógio quanto a câmera fotográfica deixam de funcionar, só de faltar uma peça. De modo similar, mesmo uma pessoa dotada de pouca capacidade, está contribuindo para sustentar o todo. Na verdade, apenas parece que tem pouca capacidade. Dentro de todas as pessoas existe a mente que conhece o todo e que se preocupa com tudo. Portanto, essa mente está ligada ao todo, ou seja, é semelhante a Deus.
Quando dizemos que você é filho de Deus, estamos referindo-nos a essa conscientização. No passado, Sakyamuni e Cristo intuíram isso, mas muitas pessoas não sabiam disso. Assim, pensaram equivocadamente que apenas pessoas especiais eram filhas de Deus, mas isso não é verdade, em absoluto.
Por mais maravilhosa que seja a verdadeira natureza da pessoa, enquanto ela não reconhecer essa realidade, não conseguirá manifestar a capacidade própria de filha de Deus.
Muitas pessoas enfermas não estão manifestando a verdadeira capacidade que possuem. Isso porque, reconhecendo que estão doentes, não manifestam a capacidade de cura que está latente em seu interior. Todas as pessoas possuem essa capacidade de cura. Mas ela não se manifesta, porque não a reconhecem, achando que inexiste. É o mesmo que ter dinheiro no bolso, mas, enquanto a pessoa pensa que não tem, não conseguirá usá-lo.
Todas as pessoas já possuem inesgotável força vital. Por isso, temem a morte e buscam a vida infinita. Esta força infinita se manifesta à medida que a mente a reconhece. É comparável ao fato de a água sair da torneira de acordo com o diâmetro da sua abertura.
Será que você pensa “Seria bom que a água saísse sem precisar abrir a torneira”? Se assim fosse, a água ficaria escorrendo ininterruptamente e seria um transtorno. Do mesmo modo, a nossa capacidade também não se manifesta aleatoriamente, a todo o momento. Pelo menos ela se manifesta quando nos conscientizamos da sua existência e pensamos em manifestá-la. Além disso, a capacidade do filho de Deus manifesta-se infinitamente no mundo fenomênico, de acordo com o nosso treinamento e adestramento. E esse adestramento continuará infinitamente nas inúmeras encarnações posteriores.

Repetições e progresso

Como é do conhecimento de todos, os planetas como a Terra, Mercúrio, Vênus, Saturno etc., ao mesmo tempo que giram em torno do Sol, realizam também o movimento de rotação numa determinada velocidade. E, mesmo somando todos esses planetas, não chegam à septuagésima parte da massa do Sol. Vendo por esse fato, percebe-se o quanto é gigantesco o poder que o Sol exerce sobre nós. O movimento de translação do globo terrestre determina as estações do ano: primavera, verão, outono e inverno. E o movimento de rotação determina o dia e a noite. Esses movimentos se repetem em determinado espaço de tempo, de modo extremamente ordenado. Conseqüentemente, após um ano, sempre chega o Ano Novo, e acontece o mesmo com as estações do ano. Ou seja, a nossa vida se desenvolve num ritmo de “repetições” em escala gigantesca.
Assim, as pessoas costumam pensar que a vida é uma repetição dos mesmos fatos e que essa é a lei da Natureza. E têm a falsa impressão de que o melhor é continuar fazendo a mesma coisa que fizeram no ano que passou. Entretanto, será que este ano pode ser igual ao ano que passou? Não é possível haver progresso e crescimento?...
É possível, com certeza, e é necessário que assim seja. Isso é renascer, e é o desejo ardente de todas as pessoas. Nunca nos satisfazemos em continuar vivendo sem qualquer mudança. Até o Sol, ou melhor, o sistema solar, é assim, porque o Sol, em si, não é estacionário, e sim dinâmico. O Sol faz o movimento de rotação e vai deslocando-se para uma direção do Universo, numa velocidade extraordinária. Parece-me que vai girando, tendo como centro um buraco negro, localizado na parte central do Sistema Galáctico, mas, seja como for, está voando, sob o efeito de uma lei, para uma determinada direção, numa velocidade ultra-rápida.
Conseqüentemente, os planetas que giram ao redor do Sol também estão movimentando-se de modo complexo para uma determinada direção, e jamais retornam ao “mesmo lugar” do Universo. Em suma, o nosso globo terrestre parece estar repetindo os mesmos movimentos, mas não está. Ele avança impetuosamente para um novo espaço sideral, traçando uma órbita em espiral ou em curva senoidal.
Conseqüentemente, nenhuma força pode deter esse progresso. Por mais que ordene “Siga a órbita anterior”, é inútil. Desse modo, os fenômenos se transformam e continuam progredindo infinitamente. Essa é a lei do Universo e, portanto, em nosso peito também se eleva a voz que busca o progresso infinito e que amadurece a conscientização de que o “fenômeno é inconstante”.
Entretanto, se pensar equivocadamente que é correto tornar fixo o fenômeno e mantê-lo sempre no mesmo estado, isso será denominado jōken (N. da T.: idéia de que tudo que existe no mundo é perene), que é uma ilusão. E, se pensar que a mudança constante seja a Imagem Verdadeira, isso será uma ilusão denominada danken (N. da T.: idéia de que a morte é o fim de tudo). Tudo isso é uma ilusão na qual caem as pessoas que não compreenderam a distinção entre fenômeno e Imagem Verdadeira.

Reconheçamos a boa índole
Todas as pessoas possuem boa índole, porque qualquer pessoa pensa “Quero praticar o bem” e ninguém deseja praticar o mal. Mas, possuem também má índole? Há quem diga que sim, e por isso pensam, de vez em quando, em mandriar ou praticar um roubo.
Entretanto, a pessoa reconhece que isso é um mal porque, na verdade, o ser humano possui originariamente uma boa índole, porque o bem é a natureza originária do ser humano. Se estiver manifestando um aspecto mau, isso não passa de simples aparência, uma imagem transitória.
Por exemplo, certo homem roubou um peixe da peixaria. Por azar, foi descoberto, perseguido e preso. Ele sabe por que foi preso e reflete que praticou um delito. Acontece isso porque é boa a natureza verdadeira do homem.
Entretanto, mesmo que um gato roube um peixe e fuja, não pensa: “Pratiquei um ato errado. Estou arrependido. Sou um gatuno”. Se, por acaso, ele for pego e o peixe apreendido, apenas foi derrotado na disputa da comida e, certamente, ele não guardará rancor do peixeiro nem o assombrará.
Enfim, apenas o ser humano compreende o que é o bem e o que é o mal. Isso porque a natureza boa no interior do homem faz com que compreenda isso. Mas, se sua natureza fosse originariamente má, ele não conseguiria distinguir entre o bem e o mal. E, se simplesmente a natureza boa e a natureza má estivessem mescladas, talvez houvesse quem aspirasse ao mal dizendo: “Quero ser apenas mau, é um absurdo ser bom”. Mas, até hoje, nunca soube que existe pessoa assim.
E há pessoas que são benquistas e admiradas por todos. Desse modo, as pessoas são todas boas pessoas. Se houvesse alguém que, apesar de ser uma pessoa má, é amada e benquista por todos, seria algo misterioso. Afinal, que parte dela seria benquista? Talvez digam que seria seu lado gentil, mas isto seria uma virtude dela, pois jamais alguém iria admirar os defeitos de outrem, como os de ser mentirosa e perversa.
Portanto, a natureza originária do ser humano é o bem, e a esse fato diz-se “filho-de-Deus-homem”. Essa natureza originária existe, mas ainda se encontra oculta. A isso que encobre a natureza diz-se pecado. Quando isso se manifesta no corpo carnal, a saúde física fica encoberta e o corpo adoece.
Entretanto, isso não passa de encobrimento da perfeição originária da Vida e, portanto, basta “descobri-la” que o estado originário — belo, bem e saudável — se revelará inesgotavelmente. E, para revelá-lo, é preciso primeiro reconhecer claramente a existência dele. Assim como a pessoa descoberta logo sai do esconderijo quando se brinca de esconde-esconde, ao retirar o encobrimento do bem e da saúde, eles se manifestarão infinitamente.

Oportunidade para corrigir-se
Com qual objetivo as pessoas nascem neste mundo? Se o(a) leitor(a) responder que não tem nenhum objetivo, que apenas nasceu por acaso, que é uma ameba que evoluiu, gostaria que me dissesse o motivo que o(a) levou a pensar desse modo. Para que o homem tenha um determinado pensamento, é necessário que haja um fundamento teórico. Por exemplo, conclui-se que um tufão se aproximará de Okinawa às tantas horas de amanhã, porque no momento ele está a tantos graus e tantos minutos de latitude norte, tantos graus e tantos minutos de longitude leste, está dirigindo-se para tal direção, o vento sopra de tal maneira e, portanto, provavelmente se aproximará de Okinawa às tantas horas de amanhã.
Será que o homem “desembarca” no globo terrestre conduzido pela corrente da Natureza, como ocorre com os tufões? Então, ninguém se preocuparia, mesmo que o homem deixasse este globo terrestre e desaparecesse? Se isso fosse verdade, não haveria necessidade de se preocupar que os homens matassem, roubassem ou enganassem uns aos outros, pois nada mais seriam que acontecimentos naturais, e assim desapareceriam os valores éticos e morais.
Se esses acontecimentos eventuais fossem a vida em si, esta vida seria igual à da época em que na superfície terrestre não existia vida. Portanto, não seria uma vida, mas simples fluir das coisas. Mas nós desejamos encontrar valor em algum lugar e desejamos levar uma vida que tenha valor. Tanto para criar a arte quanto para realizar atividades políticas e econômicas, todos se esforçam diligentemente, buscando elevados valores.
Quando pensamos no sentimento de todos, devemos considerar que buscamos isso porque em algum lugar existe algo de valor. E esse algo não desaparece imediatamente tal qual uma bolha, mas é algo de valor eterno e indestrutível. Justamente por existir isso é que as pessoas o buscam. Não seria natural pensar que as pessoas nasceram na superfície terrestre para alcançar esse valor?
Mas é possível que, mesmo que o ser humano tenha surgido na superfície terrestre, nada de valor tenha encontrado aqui. Mas em algum lugar há. Assim, a humanidade veio buscando até hoje a ilha do tesouro e o mundo ideal. Mas, naturalmente, devemos transcender este mundo das três dimensões, chamado globo terrestre, e apontar a lança da busca em direção ao Mundo da Realidade, supradimensional. Ou seja, como este mundo terrestre nada mais é que um mundo de sombra tridimensional, buscamos a valiosa eternidade no mundo substancial, de infinitas dimensões.
Se, em vez de fazermos isso, ficarmos para sempre grudados no mundo da sombra da superfície terrestre, buscando valores e desejando riquezas materiais, honras e falsas reputações, não conseguiremos alcançar nem mesmo um valor que poderíamos obter. Já está na hora de a humanidade se conscientizar de que este globo terrestre é um mundo da projeção, e que aqui não existem valores eternos. E, conscientizando-se de que isso existe naturalmente apenas no Reino de Deus de infinitas dimensões, está na hora de efetuar a conversão da mente para esse lado.

 


Revista Fonte de Luz - Julho / 2007