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02/08/2007
No Dia dos Pais, expresse seu amor


O Boletim Informativo Círculo de Harmonia home­nageia todos os pais do Brasil pela passagem do seu dia. Ao ler, abaixo, a carta comovida de um filho para seu pai au­sente, sinta-se dizendo tudo o que gostaria de ter dito a seu pai, mesmo que ele não esteja mais presente. O espírito dele receberá seu abraço. E, se você ainda pode dizer quanto o ama, aproveite a oportu­nidade.

“Papai!

Devo reconhecer que um dia vi o senhor como um vilão. Mas que vilão, afinal, iria desejar para uma pessoa mais felicidade do que para si mesmo? E, para mim, o senhor desejou. Que vilão iria ter que se despedir, todos os dias, de quem mais ama, para ir à batalha de um dia exaustivo, só para poder voltar e dar o sustento a uma outra pessoa? E, por mim, o senhor fez isso.
Perdão, papai, porque na luta pela vida não vi que o senhor sempre foi um herói, um verdadeiro guerreiro.
Perdoe-me se um dia o acusei de caladão, de fecha­dão. Tantas vezes lhe cobrei que falasse mais, que expres­sasse mais seus sen­timentos. Mas esqueci que para ser o melhor guerreiro você teve que aprender a se calar.
Afinal, tantas vezes tinha que enfrentar calado a dor de me ver pedir, e não poder dar; tantas vezes teve que en­frentar calado o fato de não poder me dar o material es­colar que vinha na listinha que a professora man­dava; tantas vezes, papai, teve que su­portar quieto a falta do valor para completar o aluguel.
E, como todo herói de carne e osso, o senhor tinha falhas. Mas, veja só, Deus foi tão bom ao me dar o senhor como pai que hoje sei que até mesmo suas falhas me ensinaram a ser uma pessoa melhor. Papai, hoje não duvi­do que o senhor é um anjo de tamanha grandeza, que mes­mo com suas fraquezas soube me fortalecer, que, até mesmo em suas quedas, me mostrava que eu devia me levantar, enfim, me fez aprender que, quando o senhor não conse­guiu dizer que me amava, estava na verdade fazendo com que eu compreendesse que o amor está além das palavras.

Sabe, papai, ainda que eu precisasse de seu abraço forte e o senhor estivesse bebendo, ou fora de casa, ou sim­ples­mente calado num canto, eu é que devia ter reconhecido que um guerreiro também se cansa e que somente um guerreiro gigante como o senhor, que tanto e tão profundamente me amou, merecia bem mais compreensão – e eu não dei; merecia bem mais carinho – e eu não estendi a mão; quis o seu abraço e, em vez de abraçá-lo, o acusei; quis o seu reconhecimento, e, em vez de reconhecê-lo, o xinguei. Mas, meu amado guerreiro, me perdoe.
Sabe, papai, dê-me ago­ra um pouco de seu fardo. Quero repartir com o senhor alguns de seus pesos, para que se torne mais fácil para o senhor. Sei de seus arrepen­dimentos, de seus sonhos não realizados, sei também que o senhor fez o melhor que pôde.
E, quando um dia meus netos me perguntarem so­bre a história de um guer­reiro, permita-me contar a sua. Contarei a história de um poderoso lutador que não tinha grandes músculos, mas que soube ser forte quando foi preciso; contarei a história de um herói que também teve derrotas, mas que no final saiu-se vencedor.
E, quando meus netos me perguntarem qual foi a vitória desse guerreiro, direi aos seus descendentes que simplesmente olhem para mim e depois para si mesmos. E direi seu nome com todo orgulho, e que foi e para sempre será o maior de todos os guerreiros da luta da vida, o meu PAI.

 


Circulo de Harmonia