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01/08/2007
Para conhecer a fundo os ensinamentos da Seicho-No-Ie


Pergunta: Por que precisamos divulgar tanto os ensinamentos?

Sou estudante (sexo masculino, 21 anos) e tornei-me adepto da Seicho-No-Ie há pouco tempo. Salvo por ter conhecido a Verdade “O homem é filho de Deus”, desejo conhecer mais profundamente a doutrina. Mas tenho dúvidas sobre divulgação do ensinamento ou prática de dedicação de amor ao próximo, e tomei a liberdade de escrever-lhes. Na Associação dos Jovens da Seicho-No-Ie que freqüento, as pessoas se dedicam à divulgação dos ensinamentos distribuindo revistas sagradas. Sinto atração pelos maravilhosos ensinamentos, mas acho que ainda me encontro no nível de aprendizado, pois não me sinto preparado para transmiti-los a outras pessoas. Desejo estudar mais profundamente os ensinamentos e adquirir confiança a ponto de responder a quaisquer perguntas, e então partir para a divulgação. Mas, no estágio atual, ainda não tenho essa confiança. Por que é preciso nos dedicarmos tanto à divulgação?

Resposta: Você é um bom rapaz, inteligente e muito honesto. Não é só você que, torna-se adepto, é tocado pelos maravilhosos ensinamentos, mas, quando convidado a participar da divulgação, inicialmente não se acha preparado e sente resistência. A maioria dos adeptos começa participando do grupo de “divulgação” das revistas da Seicho-No-Ie, sem aquele entusiasmo, pensando, por exemplo, “Já que os colegas veteranos insistem tanto...”. E não raras vezes, depois de participarem do grupo de divulgação e visitar várias casas, dialogando com pessoas, acabam tornando-se mais entusiasmados que os veteranos. Foi o caso do jovem Nakamura (nome fictício) da Associação dos Jovens da Seicho-No-Ie de Nishinoda (nome fictício) da regional K:
“Quando conheci a Seicho-No-Ie há cerca de meio ano, fui profundamente tocado pelo ensinamento ‘O homem é filho de Deus’. Na época, eu havia acabado de ser reprovado pela segunda vez no exame vestibular da Universidade Nacional, e estava com a auto-estima lá embaixo. Ensinaram-me o objetivo desta vida, e comecei a pensar ‘Sou filho de Deus! E daí que fui reprovado no vestibular duas vezes?’. A partir de então, quando ficava cansado de estudar, somente lia A Verdade da Vida. Mais tarde, o presidente Nakao (nome fictício), da Associação dos Jovens de Nishinoda, passou a visitar-me todos os domingos, convidando ‘Venha participar da prática de dedicação de amor, oferecendo revistas da Seicho-No-Ie para as pessoas’. Inicialmente recusei o convite, alegando que ainda não me considerava preparado para isso, mas, na quarta vez, eu me rendi. Participei, sem muito entusiasmo, de um grupo de três jovens, e visitei as casas, pensando ‘Pelo menos pode servir como exercício físico’. Mas, depois de visitar cinco ou seis casas e dialogar com as pessoas, percebi que, dos três integrantes do grupo, era eu quem mais oferecia revistas com entusiasmo. Os outros dois ficaram admirados. Quando chegou o horário estipulado para o término e fui para casa, do meu coração jorrava a alegria de ter praticado boa ação, e senti-me muito feliz, apesar de ter perdido a manhã inteira de domingo fazendo algo que não me rendeu um centavo”.
Este relato foi feito posteriormente pelo jovem Nakamura numa reunião da Associação dos Jovens de Nishinoda. Desde então, ele vem participando uma vez ao mês do grupo de divulgação das revistas da Seicho-No-Ie.
Esperamos que você tenha entendido. Levar a Verdade para os outros é isso. Não há necessidade de estudar algo específico para participar. Trata-se de uma prática agradável e feliz que qualquer pessoa consegue realizar, desde que doe aquele horário para Deus. Na Seicho-No-Ie, é possível fazer divulgação com toda a alegria e descontração, oferecendo revistas para as pessoas. Por isso, não realizamos divulgação com a fisionomia desgostosa. Isto porque trata-se de prática alegre e feliz, para manifestar a Imagem Verdadeira de filho de Deus através da divulgação da Verdade. Veja o exemplo do jovem Nakamura da regional K, acima mencionado. Inicialmente, ele não se sentia motivado, mas criou coragem e começou a divulgar as revistas, começou a se entusiasmar, e, no fim, seu coração foi invadido por alegria e felicidade. Eis o que chamamos de sentir a razão de viver. Então, por que ele pôde experimentar a razão de viver quando criou coragem e participou da divulgação das revistas da Seicho-No-Ie, o que não conseguia quando ficava somente lendo para si a coleção A Verdade da Vida (autor: mestre Masaharu Taniguchi)?
Você diz na carta-consulta que foi salvo por ter conhecido a Verdade “O homem é filho de Deus”, e que deseja conhecer mais profundamente o ensinamento. Isso é maravilhoso. Nesta vida, não há nada mais valioso que conhecer a Verdade. Mas uma pessoa inteligente como você já deve ter percebido: a Verdade consiste na unidade entre o eu e o outro, e não é possível conhecer profundamente o ensinamento e conseguir a salvação, se ficar apenas lendo os livros da Seicho-No-Ie e estudando sozinho a doutrina. Para começar, fazendo isso, o “eu” acaba tornando-se um teorista de poltrona, isolado de outras pessoas. E, acima de tudo, não sente alegria do fundo do coração. Não sente a razão de viver. Portanto, a Verdade não se torna verdadeiramente nossa enquanto ficarmos somente buscando-a. Ela pode ser compreendida verdadeiramente através da prática de dedicação de amor ao próximo, com o ato de compartilhá-la. Ou seja, ao praticarmos a dedicação de amor ao próximo, conseguimos sentir profundamente em nosso interior a existência de Deus. Sentimos a razão de viver quando Deus Se manifesta em nós. Assim escreve o prof. Seicho Taniguchi, no livro Atarashii Kaikoku no Jidai (N. da T.: ainda não editado em português; tít. prov.: Era da Nova Abertura dos Portos):
“Deus manifesta-Se polarizado em positivo e negativo, portanto, manifesta-Se também como força centrífuga e força centrípeta. Uma é o princípio masculino, que dá; e a outra é o princípio feminino, que concentra internamente. Dessa forma, o interior e o exterior são uma só coisa, e Deus encontra-Se no centro. Por isso, a Verdade realiza-se sob constante equilíbrio dessas duas forças”. (pág. 26)

A força centrípeta, que “concentra internamente”, no seu caso, é o desejo de estudar mais profundamente a Verdade. Isso também é importante, mas, para se tornar verdadeiramente feliz através destes ensinamentos, é necessário usar a outra força que existe dentro de você, ou seja, a força centrífuga, que leva a Verdade para o exterior, na mesma intensidade que a força centrípeta. Acreditamos que, agora, você tenha entendido por que na Seicho-No-Ie devemos divulgar os ensinamentos às pessoas.
Vamos explicar o modo atual de promover a divulgação. Em primeiro lugar, associando-se a uma organização dos jovens da Seicho-No-Ie e lendo suas revistas, você satisfará seu desejo de buscar a Verdade. E, estudando a Verdade, brotará do seu interior vontade de transmitir a muitas outras pessoas a existência da Seicho-No-Ie e de compartilhar a Verdade, em vez de guardá-la para si. E isso torna-se possível com a divulgação das revistas sagradas. Sobre o fato de a prática de dedicação de amor ao próximo ser o caminho para o despertar espiritual, assim escreve o prof. Seicho Taniguchi, no livro Entrada para o mundo de Deus:
“Analogamente, por mais que nos esforcemos em purificar a nós próprios, teremos dificuldade em alcançar esse objetivo se nos preocupamos apenas com a nossa purificação. É imprescindível que nos empenhemos também em purificar as pessoas à nossa volta. A purificação de que falamos aqui consiste no ato de transmitir o ensinamento aos outros, na dedicação de amor e nas ações que proporcionam alegria a muitas pessoas. Abandonemos a atitude egoísta de buscar unicamente a nossa própria salvação. Quem não pratica atos de amor ao próximo que consistem em purificar e salvar as pessoas à sua volta, buscando apenas a própria salvação, acaba trilhando caminhos tortuosos e leva mais tempo para alcançar a iluminação”. (pág. 168)

Em nossa vida cotidiana, às vezes, sem percebermos, chegamos a cometer faltas ou a acumular carmas negativos. Porém, se formos acumulando virtudes através da divulgação da Verdade, distribuindo revistas da Seicho-No-Ie, o carma negativo vai transformando-se em carma positivo. Todas as religiões enfatizam a virtude de praticar boas ações longe de olhares alheios. Isso porque esse é o princípio para extinguir carmas negativos. Assim, transmitir a Verdade aos outros e a dedicação de amor ao próximo acabam contribuindo para a própria felicidade. Participe você também da divulgação da Verdade da sua Associação, e concretize a verdadeira felicidade. Deus está abençoando-o.

Suplemento: Para o consulente que não se acha preparado para divulgar os ensinamentos da Verdade, a resposta, ao mesmo tempo que dá conselho prático e básico —de que, se puser em prática a divulgação, a pessoa entenderá como ela é agradável e desejará praticar ainda mais dedicação de amor ao próximo —, dá explicação detalhada da razão disso. Diz-se muitas vezes que “Na prática, é mais fácil do que se pensa”. A orientação está fundamentada na lógica de que, oferecendo as revistas da Seicho-No-Ie às pessoas e acumulando as experiências de serem aceitas de bom grado ou rejeitadas, o adepto vai compreendendo a Verdade “O homem é filho de Deus”, “Eu e os outros somos um”. A resposta se refere também às virtudes da doação de palavras da Verdade. Desejamos que, baseando-se nesta orientação, ponha em prática a dedicação de amor ao próximo.

 


Revista Pomba-Branca