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03/07/2007
Professor Daijiro Matsuda, o apóstolo


Devido à solicitação de inúmeros leitores do Boletim Informativo Círculo de Har­monia, bem como também de diversos líderes e adeptos da Seicho-No-Ie, publicaremos nesta e nas próximas edições, um pouco mais sobre a vida do prof. Daijiro Matsuda.A fonte deste material foi o livro História dos 20 anos de Seicho-No-Ie do Brasil (edição em japonês) da autoria de Kiyo­mitsu Takemoto.

Aos senhores leitores, de­sejamos uma excelente leitura e que o exemplo deste pioneiro possa servir de moti­vação para os líderes do mo­vi­mento.

“Em 1970, a Seicho-No-Ie possui cerca de 100.000 adeptos nikkeis no Brasil e, com o crescente aumento de divulgação entre os brasi­leiros, continua se expan­dindo. Diariamente, centenas deles procuram a Sede Cen­tral da Seicho-No-Ie, e tem-se a impressão de um fogo que se alastra pela planície. Por ocasião da edição come­morativa do 20o Aniversário da Seicho-No-Ie do Brasil, relembro o saudoso prof. Daijiro Matsuda, o grandioso apóstolo de Deus que viven­ciou o milagre em seu próprio corpo, após tomar conheci­mento do ensinamento da Seicho-No-Ie, e iniciou a sua divulgação no Brasil, abrindo a primeira página da história da propagação da Seicho-No-Ie pelo continente sul-ame­ri­cano. A minha intenção é deixar registrada para a posteridade a verdadeira his­tó­ria da divulgação da Seicho-No-Ie no Brasil.


Na década de 1930, a Estrada de Ferro Paulista foi prolongada, e, em razão disso, as terras férteis e amplas que tinham como centro a cidade de Marília eram desejadas pelos desbravadores com espírito de colonização. O ânimo das pes­soas que abriam estradas na mata virgem, onde nada havia, parecia trespassar o céu.


Entretanto, as pessoas que viviam em regiões ainda não desbravadas usufruíam poucos benefícios da civiliza­ção. Muitas vezes contraíam malária e doenças endêmicas desses lugares, e o sofrimento delas era indescritível. As regiões por onde os japoneses passavam ficavam cobertas por arrozais com cachos dourados, montanhas de algodão branco ou cafezais verdejantes.

O acúmulo de trabalho e a jovialidade com que as pessoas se dedicavam ao empreendimento de coloniza­ção transformaram a mata vir­gem e trouxeram prosperi­dade à região Paulista tal qual ela apresenta hoje.
Nessa mesma época, na Itália, surgia o Partido Fas­cista, de Mussolini, e, na Alemanha, o Partido Nazista, de Adolf Hitler. No Brasil, o presidente Getúlio Vargas estabeleceu a ditadura. Con­tra isso, irrompeu a Revo­lução Constitucionalista, mas a política adotada por Getúlio Vargas avançava firmemente, surtindo efeito. Entretanto, a situação mundial era tensa e, no Brasil, surgia a discussão sobre a política antini­pônica.

Em 1933, o prof. Daijiro Matsuda, tendo em vista o término do contrato de plantio do café para o ano seguinte, tinha de se mudar. Ele, então, viajou por muitas localidades à procura de um pedaço de terra para adquirir. Talvez por isso, contraiu uma violenta disenteria amebiana e ficou acamado, à beira da morte.

O prof. Miyoshi Matsu­da, chegou ao Brasil em junho de 1931, na época com 20 anos, para se dedicar ao em­preendimento de coloniza­ção, juntamente com o seu irmão mais velho, o prof. Daijiro Matsuda, que já estava no país havia três anos. Na imensidão do árido continente, a vida transcorria monoto­namente, e Miyoshi, um jovem emotivo, ávido por novos conhecimentos, estava à busca de algo que preen­chesse o seu coração. Pro­curou o cristianismo, às vezes chorava ao declamar tristes poemas de Takuboku Ishika­wa e, em outras ocasiões, admirava os poemas heróicos de Bansui Doi.

Certa noite, o jovem Miyoshi foi à casa do Sr. Kumejiro Oshiro, seu vizinho, para devolver um livro que ele havia lhe emprestado. Nessa ocasião, o Sr. Oshiro pegou um novo livro e disse: “Este livro foi enviado pelo meu amigo Tiba. Dizem que no Japão surgiu o prof. Masaharu Taniguchi, que começou a pregar os ensinamentos da Seicho-No-Ie. Muitas pessoas estão sendo salvas milagro­samente. Meu amigo mandou-me este exemplar, ele disse para lê-lo bem e tornar-me adepto desse ensinamento. O livro acabou de chegar, e eu ainda nem o li. Será que o senhor não gostaria de levá-lo para ler? Acredito que será muito útil para você, que gosta de estudar”.

Com essa explicação, o Sr. Oshiro emprestou o livro ao jovem Miyoshi Matsuda. A edição parecia ser sublime, divina, com capa preta de couro e as palavras Seimei no Jissô (A Verdade da Vida) gravadas em letras douradas. Logo que pegou o livro nas mãos, o jovem Miyoshi sentiu como se algo estivesse trespassando o seu corpo. Talvez por obra divina, havia uma linha invisível e misteriosa por trás dos irmãos Matsuda que os conduzia ao destino luminoso.

Na manhã seguinte, ao acordar, o prof. Daijiro Ma­tsu­da, que estava acamado, viu esse livro, A Verdade da Vida, que se encontrava sobre a mesa, e o leu como se tivesse sido hipnotizado. Pela primeira vez, teve contato com o livro Seimei no Jissô (A Verdade da Vida). Ao ler a Revelação Divina da Gran­de Harmonia, prostrou-se emocionado e, à medida que avançava as páginas, sentia uma profunda emoção a tomar-lhe todo o corpo e alma e a vibração espiritual da vida a palpitar dentro de si. O prof. Daijiro, que tinha persona­li­dade e temperamento fortes, viu-se curado da grave doen­ça que o acometia ao ler dez páginas do livro.

Como deve ter sido sua emoção ao vivenciar no seu próprio corpo esse milagre, fato este que lhe parecia por demais misterioso! Qual deve ter sido também a emoção de seu irmão, o prof. Miyoshi, que presenciou diante dos seus olhos esse milagre.

O homem é filho de Deus. O pecado, a doença e a morte não existem. Con­temple a Imagem Verdadeira que existe por trás do fe­nômeno. O homem é a pró­pria existência que vive eternamente.
Que ensinamento maravi­lhoso! Os professores Daijiro e Miyoshi Matsuda abraçaram a fé imediatamente e abriram o caminho para o desenvolvi­mento do movimento da Seicho-No-Ie no Brasil e para a con­solidação organizacional da instituição no país.

Os irmãos Matsuda tornaram-se adeptos da Sei­cho-No-Ie após os trâmites necessários, com a chegada às suas mãos do livro Seimei no Jissô (Kuon no Jitsuzai), A Verdade da Vida (Reali­dade Eterna). Quando a men­te se transforma, o Uni­ver­so se transforma. Céu, Terra, todos os dias, e a con­tínua emoção de que tudo o que se vê e toca é a própria luz. Orando a Deus, buscando a Verdade, aprendendo e praticando, eles foram apro­fun­dando a fé no homem, fi­lho de Deus.
Nessa época, o prof. Miyoshi Matsuda leu no jornal um artigo sobre dois irmãos de Guararapes que estavam doentes. Eram os irmãos Omae, que padeciam no leito por causa da tuberculose. O professor não conseguiu per­manecer indiferente depois de ler o artigo, escreveu uma carta em que transcreveu trechos do livro A Verdade da Vida e enviou-a aos irmãos Omae.

Aconteceu um novo mi­la­gre, pois os irmãos Omae foram curados da doença e passaram a divulgar o ensina­mento da Seicho-No-Ie na região noroeste paulista.

O prof. Matsuda apro­fun­dou ainda mais a fé e a confiança nos ensinamentos da Seicho-No-Ie. Nesse período, ele adquiriu 27 al­queires de terra nas proximi­dades e mudou-se para essa fazenda. Um italiano que mo­ra­va ali sofria de uma infec­ção que parecia ser uma endemia. O prof. Matsuda sentiu dó e curou-o. Um es­pa­nhol, ouvindo essa história, veio chamá-lo, dizendo que a esposa dele havia enlouque­cido e se tornara violenta, e pediu-lhe para que a curasse. À noite, depois do trabalho do dia, os irmãos Matsuda dirigi­ram-se à casa desse casal, portando a Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verda­de.

Alguns vizinhos brasi­leiros e parentes se encontra­vam reunidos ao redor da mulher e observavam a tenta­tiva dos irmãos Matsuda de dominá-la. Sob o olhar curioso de todos, eles leram em voz alta a Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade. A grandiosa bênção da Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade em japonês. A oração e o profundo amor dos dois irmãos fizeram com que a mulher recuperasse a sani­dade no mesmo momento do término da leitura. Esse acon­tecimento foi divulgado entre os brasileiros e, com isso, aumentou-se o boato sobre o curador japonês.

Certa ocasião, o prof. Matsuda foi convidado a ir à casa do Sr. Kubo. A esposa do Sr. Kubo estava acamada, pois havia muito tempo sofria por causa de uma gas­troptose. O professor fitou fixamente a doente, apontou a região do estômago e disse em tom enérgico: “Abandone todos os rancores, mágoas e insatisfações que estão acu­mulados ali dentro”. Essa “bronca” surtiu efeito, pois a Sra. Kubo viu-se curada mila­grosamente da grave gas­troptose que a acometia. Por muitos anos, sentiu dor e mal-estar todos os dias, como se estivesse encerrada dentro de uma caixa gelada, e, de re­pente, agora, parecia que se encontrava num jardim flo­rido, iluminado por raios sola­res, como se acalentada no colo de Deus. Ela foi to­mada por uma alegria extrema, e lágrimas de gratidão escor­riam pelas suas faces. Lem­brou-se então do Sr. Shigue­kazu Saito (posterior­mente tornou-se o segundo Diretor Presidente  da Seicho-No-Ie), que morava na outra margem do rio. Ela disse: “Gostaria que o Sr. Saito também sinta esta alegria” e foi correndo cha­má-lo, como prova de que havia sido curada. As três pessoas da família do Sr. Shi­gue­kazu Saito sofriam de uma grave doença, mas a partir desse dia a doença que as mantinha acamadas desapa­re­ceu de imediato.  

Esse fato ocorreu em abril de 1936. Três meses depois, o prof. Shiguekazu Saito mudou-se para as terras do prof. Ma-t­suda a fim de estudar os ensina­mentos da Seicho-No-Ie por um ano. Após esse período, ele foi morar nos arredores de Garça, por intermédio dos se­nhores Kaneko e Masatake, e empenhou-se na atividade de divulgação da Seicho-No-Ie. Em julho de 1937, no dia da mudança do Sr. Saito, o Sr. Sueyoshi Hayashida, que sofria de periostite, curou-se.
Ao receber essa notícia de cura milagrosa, o prof. Dai­jiro Matsuda veio conhecê-lo pessoalmente e, em outras vezes, foi convidado a orientar muitas pessoas.

(Continua na próxima edição...)

 


Circulo de Harmonia