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09/01/2007
A Fé do Casal


Os jovens de hoje vestem-se de modo bem diversificado. Há garotas que se vestem como um homem, e também aquelas que andam com um visual bem excêntrico. Em relação aos cabelos, há rapazes e moças que os tingem de cores bem estranhas. Não obstante, no jornal Yomiuri Shinbun, do dia 23/6/2004, consta a carta de uma professora de curso fundamental, da cidade de Usa, província de Ooita. “Outro dia, fui fazer compras numa loja levando minha filha de um ano no carrinho de bebê, e fiquei bastante feliz ao receber atenção inesperada de dois jovens. “Foi muito cansativo fazer compras acalmando minha filha, que logo ficava impaciente. Comprei a devida mercadoria e me dirigi à porta de saída da loja, quando dois jovens de seus vinte anos estavam também saindo. Seus cabelos eram loiros, usavam piercing nas orelhas e calças largas com a cintura rebaixada. Mas, no momento seguinte, não acreditei no que vi. Os dois abriram a pesada porta da saída e ficaram segurando-a, esperando que eu saísse. “Não é fácil sair empurrando um carrinho de bebê, pois as dificuldades são muitas e, por isso, essa pequena gentileza me deixou muito feliz. “Mas o que me chocou foi a minha própria postura, que nada esperava desses jovens, julgando-os a meu bel-prazer, embora de forma inconsciente. Quando lhes agradeci, esboçaram um sorriso e foram embora. Foi um momento em que não só fiquei com o coração feliz, achando que vi uma luz no futuro do nosso país, como também me senti envergonhada.” No trajeto em que caminho da minha casa até à Sede Internacional, encontro-me com muitos jovens e pessoas dirigindo-se ao trabalho e também fazendo compras. E, muitas vezes, jovens com aparência estranha me cumprimentam cortesmente ou me cedem o caminho. Portanto, a “aparência superficial” nem sempre expressa o “conteúdo”. É semelhante ao fato de um lindo embrulho ou uma esplêndida cesta de frutas terem um conteúdo modesto. Numa loja de grife No jornal Mainichi Shinbun, do dia 24/7/2004, consta o seguinte, sob o título “Cliente de artigos baratos”: “Fui uns dias atrás até Ginza e, como tive tempo, entrei numa loja de grife pela primeira vez. Não, que eu não me interesse por produtos de grife, mas o de que não gosto são dos preços. O porteiro era uma pessoa simpática, mas, ao entrar na loja, todos os vendedores foram antipáticos comigo. Olharam-me dos pés à cabeça como se estivessem me avaliando. Foi realmente uma situação desconfortável. “Mas, lá no fundo da loja, havia uma senhora francesa muito sorridente vendendo perfumes. Meus pés se dirigiram naturalmente para esse lado. Deve ser uma especialista em perfumes. Influenciada pelo sorriso elegante dela e pela sua atmosfera de quem ama do fundo do coração os produtos que vende, sem querer, acabei comprando um pequeno perfume. Certamente, ela foi treinada no centro produtor. Gostaria que os balconistas japoneses também aprendessem aquele modo elegante de atender os clientes. “Ao contar isso a uma amiga, ela me disse de modo extremamente cético: ‘Eu também passei por uma situação semelhante. Nós somos, por assim dizer, clientes de artigos baratos. Os vendedores nos olham com indiferença, como se estivessem dizendo ‘não vão comprar mesmo’. Mas são muito simpáticos com clientes de aparência de rico’. Sem dúvida, não somos ricas, mas, se os vendedores avaliarem escancaradamente os clientes, os produtos de grife perderão o seu charme. Mas, como certas pessoas avaliam a qualidade de um produto pelo seu preço, tanto os clientes quanto os vendedores não estariam seguindo o caminho da indecência? “Penso que um produto de grife é algo nobre, mas tornar-se-á reles quando der demasiado valor ao seu preço. O atendimento da vendedora que me induziu a comprar um perfume, que não pretendia comprar, seria realmente o valor de um produto de grife. “Bem, como somos clientes ‘baratos’, estaríamos sendo igual a um cão que ladra de longe?” Gostaria que as pessoas não menosprezassem friamente os outros apenas pela sua aparência, mas que os tratassem com amor e sorriso elegante como essa senhora do balcão de perfumes. A Seicho-No-Ie recomenda essa atitude mental a todas as pessoas e, nesta revista, especialmente aos jovens. E o melhor seria não se preocupar com produtos de grife, pois há coisas mais importantes que isso. No dia 12 de setembro de 2004, a sra. Toshiko Hironaka (nascida em 9/1970) efetuou o seguinte relato de experiência, durante o Seminário Especial de Treinamento Espiritual realizado na Academia Shoin. Ela tornou-se adepta da Seicho-No-Ie por intermédio da sua mãe, sra. Fusae. E a sra. Fusae, por sua vez, passou a professar a Seicho-No-Ie por influência do avô e das tias. A mãe a criou desde pequenina dizendo-lhe “Você é filha de Deus”. Entretanto, quando cursava a segunda série da escola secundária, começou a questionar “Por que o ser humano precisa viver?” e, quando assim vivia angustiada, incentivada pela mãe, participou de um Seminário de Treinamento Espiritual para Estudantes do Curso Médio e Secundário. Foi a sua primeira participação, mas, no último dia, muito emocionada, despediu-se de todos em lágrimas e retornou para sua casa. O pai dela era extremamente severo, mas ela conseguiu agradecer-lhe pela primeira vez, dizendo: “Muito obrigada, pela oportunidade que me deu de participar do Seminário de Treinamento Espiritual”. Um jovem casal Algum tempo após, Toshiko começou a participar das atividades da Associação dos Jovens da Seicho-No-Ie. No início, quando lia em algum livro que “a verruga que tinha até o dia anterior, no dia seguinte havia desaparecido”, não conseguia acreditar nisso. Mas, mesmo assim, recebendo o apoio de muitos colegas e a orientação dos preletores, percebeu de repente que “do fundo do seu coração, brotava uma alegria que até então não sentira”, e ficou muito emocionada. Enquanto vivia desse modo, reencontrou um ex-colega chamado Keiji. Sendo ele uma pessoa sincera e gentil, acabaram se casando. Quando se reencontraram, ela desenvolvia atividades na Seicho-No-Ie, tendo inclusive um cargo na diretoria, e não tinha um dia livre, nem aos sábados e domingos. Ela achava que Keiji iria compreender isso, mas, após o casamento, ele pediu que não participasse mais dessas atividades. Toshiko lamentou muito isso. Ela pensou “Havia-lhe dito sobre isso desde o início...”, mas resolveu seguir o marido e deixou de participar das atividades da Seicho-No-Ie. Teve um filho e, em 2004, ele estava com 6 anos. Ele é muito saudável e é o mais vigoroso da família. Seu marido trabalha todos os dias com todo o empenho para o bem-estar da família. Apesar de estar vivendo essa vida harmoniosa, ao passar alguns anos longe dos ensinamentos, ela começou a ter queixas e sentir insatisfação. Passou a detestar a si mesma e ter inveja das outras pessoas. De vez em quando, ia ouvir palestras da Seicho-No-Ie à tarde, mas não conseguia assimilar nada. Sentia que nada tinha a ver com ela. Este é um fenômeno como o de desnutrição da alma, e é comum ocorrer em pessoas que se afastam temporariamente da fé. Isso porque, quando deixa de progredir, começa a retroceder. Assim, seu complexo de inferioridade tornava-se cada vez mais profundo. Achando que teria de fazer algo, começou a ir ouvir palestras de psicologia e outras ideologias, porque seu marido não gostava da Seicho-No-Ie. Dentre essas palestras, havia a de intelectuais que deram sua colaboração nas revistas da Seicho-No-Ie. Quando ouvia nessas palestras algo semelhante aos ensinamentos da Seicho-No-Ie, sentia-se bastante tranqüilizada. Enquanto assim vivia, no mês de fevereiro de 2004, foi realizado um Seminário de um dia para jovens senhoras na Regional Doutrinária da província de Yamaguchi. Nessa ocasião, Toshiko recebeu o convite da amiga Takeuchi, da Associação dos Jovens, para realizarem juntas os preparativos desse Seminário. Como era domingo, pediu permissão para o marido e, conseguindo a muito custo, pôde participar desse evento. Participando, no período da manhã estava com a cabeça tensa, mas, à tarde, foi descontraindo-se e, no final, sentiu-se bastante feliz. Existe a verdadeira disposição mental Retornando do Seminário, ela refletiu muito. No jantar, seu marido perguntou-lhe “Como foi hoje?” e, cabisbaixa, Toshiko respondeu “Refleti muito”. Então, seu marido, que estava ao seu lado, disse com ar de felicidade “Certamente que sim, não?”. Após algum tempo, a amiga Takeuchi perguntou-lhe se não gostaria de ser a diretora do Departamento das Jovens Senhoras. Então, consultou seu marido, e a resposta foi igualmente “Não”. Mas Toshiko disse-lhe docilmente “Sim, entendi” e continuou com seus afazeres. Observando essa postura dela, seu marido lhe disse: “Se você quiser fazer isso de verdade, dou a minha permissão”, e acrescentou “Mas, não passe dos limites”. Toshiko teve ímpetos de gritar “Viva!”, pela alegria de ser reconhecida e de poder participar das atividades da Associação dos Jovens, mas conteve esse ímpeto, temendo que seu marido mudasse de idéia. Desse modo, o “não” pode mudar para “sim”, e vice-versa. Portanto, o importante é acreditarmos na verdadeira intenção que se encontra por trás das palavras. Ou seja, não devemos jamais perder de vista a verdadeira intenção que há nas profundezas da mente da pessoa. Isso porque, por mais fria que a pessoa seja superficialmente, no seu interior está oculto o amor caloroso, que se exterioriza em resposta ao nosso sentimento dócil. Se ficarmos revoltados e mal-humorados, esse amor será reprimido e oculto. A partir de então, Toshiko pôde dizer claramente ao marido para onde iria. Assim, conseguiu reencontrar os maravilhosos colegas da Associação dos Jovens como também outras pessoas; recebeu orientações, praticou a Meditação Shinsokan, e, de repente, percebeu que tudo ao seu redor estava iluminado. E ela disse: “Estou agora muito feliz e satisfeita, repleta de sentimento de gratidão ao meu marido e aos meus pais, e sinto vontade de transmitir estes ensinamentos da Seicho-No-Ie às pessoas que sofrem com os mesmos problemas que eu padeci. E desejo continuar estudando os ensinamentos com muita alegria. Muito obrigada”. Atualmente, ela reside na província de Yamaguchi, cidade de Iwakuni, e atua como Líder da Iluminação. Como se observa neste caso verídico, quando possuem mente dócil, o marido e a esposa mantêm mútuas compreensão e confiança e levam uma vida conjugal feliz. Assim, os filhos que nascem nesse lar são felizes e se tornarão jovens responsáveis da próxima geração. Mas, no percurso, poderão ter algumas dúvidas e revoltas. Mas isso não passa de um fenômeno passageiro, ao qual não devem se ater. O importante é acreditar na verdadeira natureza de filho de Deus e acumular anos de convivência, tornando-se idosos e terminando juntos seus dias aqui na Terra. Transcreverei aqui a carta publicada na coluna “Sentimentos de homem”, do jornal Mainichi Shinbun, do dia 30 de julho de 2004. Foi escrita pelo sr. Tateo Oono (72 anos), da cidade de Saitama, Chuô-ku. “Pensava que jamais sofreria infarto cerebral, mas, há um ano, enquanto trabalhava, perdi repentinamente as forças para sustentar meu corpo. Sem alternativa, tive de fazer uma escolha dolorosa, que foi a de fechar os meus negócios, e senti-me miserável como homem. “Enquanto permaneci hospitalizado, pensei unicamente na morte. Tive noites de insônia, preocupando-me com meu futuro. Minhas duas filhas já estavam casadas, e não tinha de me preocupar com elas. Mas, pensando no meu filho caçula, que é solteiro, e no trabalho que ia dar à minha esposa, não conseguia conter as lágrimas. “Certo dia, minha esposa me consolou, dizendo carinhosamente: ‘Por mais grave que seja a sua deficiência física, vou cuidar de você com todo o empenho, pois me sinto feliz só de você estar vivo’. Então, corrigi meu modo de pensar egoísta e decidi não pronunciar mais a palavra morte. Ao ver meus netos saudáveis, que me visitavam vez ou outra, senti de modo otimista que tinha de constatar com meus próprios olhos o crescimento deles. “Mas os cuidados de que eu necessitava não eram tão simples. Sentia muito ter de tomar o tempo da minha esposa, mas era ela que sempre tinha de me acompanhar ao hospital, à clínica de fisioterapia. Ela não demonstrava um pingo de desagrado e dizia-me com um sorriso: ‘Não se preocupe, porque cuidar de você é meu trabalho’. Recebendo o apoio das pessoas ao redor, vivo o meu dia-a-dia orando pela minha recuperação.” Quando o marido ouve palavras carinhosas da esposa, e a esposa é tratada com carinho pelo marido, o casal pode levar uma vida feliz e alegre, independentemente de serem jovens ou idosos. Para isso, é importante que o casal tenha uma vida harmoniosa desde jovem. Em vez de olhar os defeitos do(a) companheiro(a) e ficar censurando-o(a), é preciso “treinar” para ver suas virtudes, suas qualidades e seus pontos gratificantes. Todas as pessoas possuem a natureza divina que se resume em “Verdade, Bem e Belo”, mas, para manifestar isso é preciso tempo e treinamento. Além disso, não é bom interromper esse treinamento, sendo muito importante que continue sempre, mesmo que seja um pouco de cada vez. Eu e minha esposa nos casamos em 1946, com a idade dos membros da Associação dos Jovens da atualidade. Estou agora com 86 anos e alguns meses, e muitas vezes sou tomado de profunda emoção pensando nestes longos anos. Antigamente, no Japão também havia o sistema do serviço militar, e eu também fui convocado e ingressei no regimento de Hamada como soldado raso do Exército. Participei diversas vezes de treinamento à beira-mar, simulando o desembarque de tropa inimiga. Foi extremamente penoso correr na areia usando máscara contra gases. Os jovens de hoje, que não precisam passar por essas experiências, devem agradecer à situação atual. E, como a “defesa nacional” também é um ato muito importante, os soldados voluntários da Força de Defesa (japonesa) estão fazendo isso. Portanto, é algo natural agradecermos a eles. Mas a morte de pessoas e animais é sempre algo muito desagradável. Por isso, o importante, acima de tudo, é nos dedicarmos para que se manifeste a Imagem Verdadeira do Reino de Deus. Na Segunda Guerra Mundial, morreram muitas pessoas e animais, mas, na Agenda da Redação do jornal Yomiuri Shinbun, do dia 15/8/2004, consta o seguinte: “Nagai Kafuu (1879-1959), escreveu em seu diário: ‘Os animais do Zoológico Ueno foram envenenados há poucos dias, prevendo que a capital imperial se transforme num palco de carnificina...’. Foi no dia 9/9/1943. Segundo Atsushi Komori, que conhece muito bem a história do Zoológico Ueno por ter sido encarregado da criação dos animais, o governo de Tóquio ordenou o extermínio dos animais ferozes no dia 16 de agosto e, no dia seguinte, dois ursos foram envenenados (Maruzen ‘Outra História do Zoológico Ueno’) Três elefantes são muito sensíveis e não comem alimentos envenenados. Então, resolveram eliminá-los pela fome, privando-os da água e da ração. O último elefante morreu 30 dias após o início do jejum, no final de setembro. Conta-se que o elefante, com seu corpo debilitado, pedia comida fazendo gestos que lhe foram ensinados para isso. Foram sacrificados, no total, 27animais como leões, leopardos, tigres, jibóias etc. O zoológico recebeu grande quantidade de cartas de condolências dos cidadãos. Komori acrescentou as seguintes palavras na oração à alma desses animais sacrificados: ‘Que na outra encarnação nasçam como seres humanos’ (...)”.

 


Riso Sekai, 3/2005