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29/10/2009
Ao invés de “domínio” sobre a natureza,é preciso que se dominem os hábitos pessoais


“O verbo ‘dominar’ que consta do Gênesis (‘Deus deu ao homem domínio sobre a terra’, Gênesis (1;26), deve ser interpretado como ‘cuidar’, ou seja, o domínio deve ser visto como sinônimo de preservação”. Esta afirmação é de autoria do prof. Junji Miyaura, Diretor Vice-Presidente da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, proferida durante o Curso Internacional da Seicho-No- Ie pela Paz Mundial Brasil- 2009, realizado nos dias 1º e 2 de agosto de 2009, em São Paulo.

Diante dos desequilíbrios na natureza, provocados pelo “domínio” humano irracional através dos séculos, certamente é chegado o tempo de cada um aprender a dominar o próprio comportamento.

Natureza agredida gera fome – Dentre as várias conclusões do estudo feito pelo prof. Miyaura, que abrangia judaísmo e cristianismo, uma é norteada pelo aspecto ético que aponta o seguinte: “Não devemos destruir o que não criamos”.

Atualmente, sabemos que não precisamos pegar em motosserras para também sermos responsáveis pela destruição da natureza. Nossos hábitos de consumo levam ao aquecimento global, que gera catástrofes ambientais, que se reflete na fome das populações empobrecidas. Ou seja, quando ajudamos a destruir a natureza que não criamos, olaboramos também com o risco de morte que milhões de pessoas correm em todo o globo.

Um bilhão de pessoas passa fome – O matemático Thomas Robert Malthus, na obra Ensaio sobre o Princípio da População, de 1798, afirmou o seguinte: “A capacidade [de reprodução] da população é maior que a capacidade da terra de gerar subsistência para o homem”.

Apesar de o rendimento das safras de milho, arroz e trigo, entre a década de 1950 e os anos 90, ter mais do que dobrado, atualmente, dos 6,5 bilhões de habitantes, cerca de um bilhão passa fome.

No ano de 2.050, haverá 10 bilhões de pessoas no planeta. Até lá, o mundo deverá incrementar sua produção alimentar em 70%, ou a ordem geral estará ameaçada também por catástrofes sociais.

Como ser ético e não colaborar com a fome? – Um dos pontos mais marcantes do que disse o Supremo Presidente da Seicho-No-Ie, Professor Masanobu Taniguchi, quando de sua passagem pelo Brasil no meio deste ano, é que os adeptos da nossa organização devem agir com ética no dia-a- dia. Mas o que podemos fazer, então, diante de um mundo cada vez mais quente, populoso e faminto?

Para colaborar com o meio ambiente, a Seicho-No- Ie tem ensinado maneiras de reciclar e economizar água e energia. Mas como sermos eticamente coerentes diante da fome que se alastra pelo planeta?

Menos carne e menos desperdício – O próprio Supremo Presidente sugere, no livro Caminho da Paz pela Fé, a diminuição do consumo de carne, posto que a imensa quantidade de grãos que alimenta os animais destinados ao abate poderia exterminar a fome do mundo. Mas podemos fazer ainda mais, evitando desperdícios no cotidiano.

A ética ao evitar desperdícios – O Brasil ocupa a nada honrosa posição de campeão mundial de desperdício de alimentos. São 14 milhões de toneladas de comida perdidas, por ano. Estudos revelam que uma família média desperdiça cerca de 500 gramas de alimentos por dia em suas refeições. Em um mês são 15 quilos jogados no lixo. No decorrer de um ano são 180 quilos e durante 20 anos são três toneladas e meia, o que representa uma quantidade suficiente para oferecer três refeições diárias para uma população de sete mil pessoas.

É hora de começar a “medir” melhor o tamanho da sua fome, cada vez que se servir. Mas há mais dicas do que podemos fazer para evitar desperdícios, além de não deixar sobras no prato.

Dicas para evitar desperdícios:

I – Comece por planejar o cardápio da semana. Isso ajuda a prever as compras semanais e evita desperdícios. O maior estrago doméstico verifica-se em frutas, legumes e verduras, ou seja, nos produtos típicos das compras feitas semanalmente. É importante, ao escolher frutas, verduras e legumes, manipular o mínimo possível. Assim, o produto será preservado por mais tempo.

II – Aprender a reciclar as sobras de alimentos é também importante. Do feijão, por exemplo, é possível fazer uma sopa. Com arroz, purê de batatas ou cenouras dá para fazer bolinhos. Frutas azedas ou maduras demais viram compotas, geléias e recheios para bolos.

Vale lembrar que, se você economizar uma beterraba, uma cenoura e duas favas de vagem por dia, ao final de uma semana terá ingredientes suficientes para uma bela salada.

Você age como “corpo carnal” ou como “espírito”? – O que você pensa pode ser muito nobre, mas como vê a si mesmo e como age (de verdade) diante da necessidade de ser ético?

Será que estamos agindo apenas como um tubo digestivo, com um cérebro em cima, sobre os quais a Vida que habita em nós não tem domínio? Será que não estamos agindo apenas como um corpo carnal que vai fazendo coisas que aos poucos rompem com os acordos da família e da ética?

Se a resposta for sim, estaremos colaborando para que o futuro da humanidade seja apenas uma multidão de cadáveres a serem sepultados.

Aja revestido da Vida de Deus – No mês de setembro de 2009, em palestra proferida na Academia de Treinamento Espiritual de Santa Fé, a Diretora- Presidente da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, professora Marie Murakami, afirmou: “Se nascemos revestidos com a sagrada Vida de Deus, devemos fazer com que todos os nossos atos sejam coerentes com Deus”.

Preservar a ética, a lealdade, a bondade, a generosidade e a capacidade de consertar almas, inclusive a sua (evitando desperdício de alimentos), eis a expressão da sua Vida Verdadeira, que reflete o filho de Deus que existe por trás do corpo físico.