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18/09/2008
Civilização de plástico versus civilização da Verdade


No livro Primeiro Passo para a Paz, o Vice-Supremo Presidente da Seicho-No-Ie, prof. Masanobu Taniguchi, à página 169 cita um texto do Supremo Presidente, prof. Seicho Taniguchi: “É preciso restringir ao máximo o desperdício de energia, o aplanamento das florestas e matas e a construção de estradas. Entretanto, a situação real é continuar desperdiçando petróleo e energia à vontade, produzindo recipientes de plástico desnecessários para utilizá-los como recipientes descartáveis para acondicionar cogumelos, morangos, verduras e até peixes e carnes, e, assim, continuar produzindo lixo”.

Em textos de alerta como esse constatamos que a Seicho-No-Ie trata de questões pontuais que afetam a realidade. A entidade, em nível mundial, está atenta ao impacto da ação humana no clima global, ao mesmo tempo em que avança rumo à Certificação ISO 14001 em sua sede no Brasil, a exemplo da Sede Internacional, no Japão.

Mar de plástico – A defesa do meio ambiente povoa a mídia, mas nem todos os problemas sérios recebem holofotes. Vejamos um exemplo
disso.

Estuda-se, no oceano Pacífico, uma imensa camada flutuante de plástico, com cerca de mil quilômetros de extensão, que já está sendo considerada a maior concentração de lixo do mundo. Medida a partir de um ponto próximo à costa da Califórnia, ela atravessa o Havaí e está a caminho de alcançar o Japão. Sua profundidade é de cerca de 10 metros. Estima- se que ali se concentrem por volta de 100 milhões de toneladas de plástico de todos os tipos.

O papel do plástico – Durabilidade e resistência são características que garantem ao plástico um vasto mercado consumidor – e o papel de vilão ambiental. A cada ano são produzidos 100 milhões de toneladas do produto. Aproximadamente 10% desse total acaba nos oceanos. Cerca de 80% dessa fração vem de terra firme.

Tudo o que você possa imaginar tempera esse “caldo” estragado. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas, bonecas, tênis, isqueiros, sacolas plásticas e malas são alguns dos itens. A camada possui quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.

Vida plastificada – Estudiosos da fase pósmoderna, que é o momento atual, definem o perfil do homem de hoje. Com as horas dedicadas ao celular, ao trânsito ou ao curso extra para não perder o emprego, não sobra tempo para se envolver em nada. Por conforto ele apenas consome, sem dar atenção à reciclagem, por exemplo.

No Rio de Janeiro, apenas 1% do lixo é reciclado diariamente, enquanto as possibilidades são muitas. Por exemplo, uma grade de ventilador pode virar uma mesa. Uma mesa pode virar abajur. Um abajur pode virar cadeira e cadeiras podem vir a ser penteadeiras. Além disso, a reciclagem gera renda e educação.

A praia dos sonhos do Cascão – O personagem de Mauricio de Sousa se deliciaria (sem entrar no mar, é claro) com as areias de praias que são tocadas pela massa flutuante de plástico do oceano Pacífico. Algumas delas são cobertas de lixo de ponta a ponta.

História em quadrinhos à parte, o drama é maior do que se pensa. Os animais que se alimentam nessas regiões ingerem grandes doses de venenos, que podem ser introduzidos, via pesca, na cadeia alimentar humana.

Sem causas, sem esperança, sem caminhos – A Seicho-No-Ie oferece respostas concretas aos vazios da civilização, não apenas através de seu conteúdo, mas por incentivar ações como a limpeza de praças públicas por voluntários e a reciclagem de lixo doméstico.

Com atos assim oferece contraponto à ausência de perspectivas pessoais. Há algum tempo lutava-se para construir um mundo mais seguro, os cidadãos enchiam suas vidas com sonhos como um dia ter uma casa de praia. Hoje há mais acesso a confortos, mas não se sabe por quais sonhos viver.

Boa parte das pessoas não é materialista, mas não tem mais esperança, possui uma certa consciência que, no entanto, beira o cinismo. Elas sabem que precisam retomar valores, como a defesa da natureza, porém não conseguem ir a fundo. Até têm mais liberdade, entretanto não sabem o que
fazer com ela.

Consciência de plástico – Anualmente, a massa plástica do Pacífico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinhas. Toda fauna que vive nessa área, como tartarugas, tubarões e centenas de espécies de peixes, também sofre as conseqüências.

Não é preciso deixar de usar plástico, mas devemos oferecer uma contrapartida na forma de ação. Reciclar lixo em geral, pilhas e óleo de cozinha é agir como um verdadeiro religioso. Ser apenas um consumidor, que assiste à morte de animais pela TV e não age na própria cozinha, é ser como as antigas testemunhas de duelo, bem vestidas mas fúnebres.

Observar ao redor e atender ao chamado de Deus, com simplicidade – Estamos cercados de imagens que não nos deixam esquecer de nossa responsabilidade. Os restos de tronco das árvores podadas lembram mãos de enterrados vivos. O odor do rio Pinheiros, que corta São Paulo, remete-nos à imagem das capivaras, gaviões e garças que ainda podem ser encontrados em alguns pontos das margens do rio.

Deus não é aquele senhor de barbas estilo D. Pedro II, lá no alto. Bem perto de nós, Ele nos pede ajuda e atenção a certos comportamentos. Cabe a pergunta: de que, afinal, necessitamos de verdade para sobreviver?

Jesus de Nazaré, há dois mil anos, só precisou de um par de sandálias para deixar pegadas. O sagrado mestre Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie, e sua digníssima esposa, professora Teruko Taniguchi, viviam com simplicidade e nos legaram uma obra que alcançará todas as gerações futuras. Uma civilização da Verdade, lastreada em princípios corretos, nasce ao enxergar a felicidade nas coisas simples da vida. Por isso a Seicho-No-Ie propaga a gratidão e a reverência à Vida.¨

 


Circulo de Harmonia