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26/08/2008
SEICHO-NO-IE DO BRASIL está prestes a se tornar entidade religiosa pioneira na defesa do meio ambiente


Seguindo o exemplo da Sede Internacional, a Sede Central da SEICHO-NO-IE DO BRASIL caminha a passos largos rumo ao certificado ISO 14001, que atesta o cumprimento dos requisitos ambientais para uma inter-relação responsável com o meio ambiente. Desde junho de 2008, a AAP Desenvolvimento Empresarial presta assessoria especializada à rganização, promovendo treinamento de colaboradores e a implementação das etapas necessárias ao processo de certificação. No primeiro momento, 32 colaboradores, sendo 22 da Sede Central, seis da subsede e quatro da academia de Ibiúna, receberam treinamento. Desses, serão nomeados cerca de 25 auditores internos. A data-limite estipulada como meta para atingir a certificação é julho de 2009. Somente após esse período é que o processo será estendido para as outras academias e depois para as regionais. O Gabinete do Meio Ambiente garante que cada passo será dado de forma tranqüila e todas as decisões serão repassadas com as devidas instruções e antecedência.

Confira a entrevista com Alexandre Périgo, diretor-técnico da AAP Desenvolvimento Empresarial, que, entre outros itens de um vasto currículo, possui qualificação internacional como auditor de ISO 14001:2004, além da experiência de 17 anos como consultor.

CH – O senhor poderia fazer um resumo dos passos que a SEICHO-NO-IE DO BRASIL terá de dar até a certificação?

Alexandre Périgo – Os passos básicos para a certificação são: o diagnóstico inicial, que mostra a situação e o desempenho ambiental atual da organização; o levantamento e a classificação dos aspectos e os impactos ambientais inerentes às suas atividades; o levantamento e o atendimento dos requisitos legais (legislação) aplicáveis às suas atividades, aspectos e impactos ambientais; a construção da documentação de controle operacional (procedimentos, instruções e outros documentos para melhoria da performance ambiental da organização); o treinamento dos envolvidos e a implementação desses documentos (geração de evidências de uso dos Alexandre Périgo documentos e suas rotinas); auditorias internas (por pessoal da própria organização, após treinamento específico) e auditorias externas para a certificação (realizadas por organismos internacionais).

CH – Levando em conta a sua avaliação inicial da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, como será o processo até a certificação em 2009?

AP – Como em todo projeto que envolve e depende de pessoas, é difícil prever isso. No entanto, baseado no interesse e na motivação iniciais do pessoal envolvido, diria que o processo tende a correr de modo adequado. Outro fator que me leva a crer nisso é a busca espontânea da certificação, o que é muito positivo, já que a maioria das organizações busca certificações por pressão de seus clientes, o que não é o caso da Seicho-No-Ie.

CH – Quais as medidas que os funcionários podem e devem tomar imediatamente em seu ambiente de trabalho?

AP – As mudanças ocorrerão de modo planejado, sem atropelos, como deve ser quando tratamos de mudanças profundas, comportamentais .

Montaremos um sistema que acompanhará as atividades da Seicho-No-Ie para sempre, por isso não devemos correr, mas sim fazer as coisas de modo consistente e duradouro. No entanto, não correr não significa não fazer nada. Já temos um grupo de trabalho representativo atuando em várias frentes. Acho que inicialmente todos devem se preocupar em manter suas instalações limpas e organizadas.

Assim, já começamos a melhorar naturalmente nosso desempenho ambiental. As mudanças mais significativas virão após o levantamento de aspectos e impactos ambientais de nossas atividades e com a descrição e implementação de nossos procedimentos de controle, como para a coleta seletiva de lixo e a economia de água e luz, para exemplificar. Aí, sim, precisaremos do comprometimento efetivo de todos, sem exceção.

CH – A Seicho-No-Ie é a primeira instituição religiosa a solicitar os serviços da AAP Desenvolvimento Empresarial? Como você vê essa iniciativa?

AP – Sim, a Seicho-No-Ie é a primeira instituição religiosa à qual atendo nesses quase 20 anos em que estou no mercado de implementação de sistemas de gestão. Acho a iniciativa exemplar.

CH – Quais os benefícios que uma organização obtém depois de receber a Certificação ISO 14001?

AP – Basicamente, os benefícios são para todos, isso transcende o movimento da Seicho-No-Ie, à medida que, melhorando seu desempenho ambiental, o movimento ajuda a melhorar o cenário geral, e todos ganhamos com isso.

CH – Qual a diferença entre o ISO 14001 e o ISO 9001?

AP – Essas normas se diferenciam por seu propósito. Ambas as normas propõem sistemas de gestão, mas a ISO 9001 é voltada para a ualidade de produtos e serviços e a ISO 14001 é voltada para a gestão ambiental.

CH – Passe-nos qual sua opinião para o fato de que, normalmente, as empresas primeiro procuram obter a certificação da ISO 9001 e posteriormente partem para a certificação da ISO 14001. Torna-se atípico a Seicho-No-Ie ter a iniciativa de pleitear diretamente a certificação da ISO 14001?

CH – Passe-nos qual sua opinião para o fato de que, normalmente, as empresas primeiro procuram obter a certificação da ISO 9001 e posteriormente partem para a certificação da ISO 14001. Torna-se atípico a Seicho-No-Ie ter a iniciativa de pleitear diretamente a certificação da ISO 14001?

CH – Resuma de que forma será feito o controle para garantir a manutenção da Certificação ISO 14001.

AP – A Certificação ISO 14001 é um caminho sem volta. Abandonar as práticas de gestão ambiental que implementaremos nos próximos 12 meses acarretará na perda do certificado, com decorrente prejuízo de imagem. Por isso, o movimento passa a ter a responsabilidade de manter suas rotinas e procedimentos de modo que seu desempenho ambiental sempre melhore ao longo do tempo. E isso só se consegue trabalhando a cabeça das pessoas. Vale dizer que o organismo certificador (responsável pela certificação) fará auditorias periódicas para garantir a continuidade do funcionamento do sistema que está sendo implementado.

CH – Quanto tempo, em média, um funcionário leva para internalizar, ou seja, tornar habituais, as atitudes que serão exigidas para que a Seicho-No-Ie alcance a certificação?

AP – Isso depende do modo que passaremos a mensagem a cada um e de seu nível de consciência ambiental. É perigoso incorrermos em generalizações. O que posso dizer é que muitas vezes há o que chamamos de contaminação positiva, ou seja, as pessoas menos comprometidas passam a mudar de atitude ao ver seus colegas trabalhando de modo ambientalmente responsável.

CH – Qual deve ser o tipo de envolvimento dos participantes da Seicho-No-Ie para com a organização, no tocante à iniciativa de obter a certificação?

CH – Qual deve ser o tipo de envolvimento dos participantes da Seicho-No-Ie para com a organização, no tocante à iniciativa de obter a certificação?

CH – O senhor acha que os ensinamentos pregados pela Seicho-No-Ie podem pesar positivamente no processo de certificação?

AP – Até onde sei, a própria filosofia da Seicho-No-Ie prega o respeito ao meio ambiente. Assim, nosso projeto é convergente com os ensinamentos, o que tende a facilitar as mudanças comportamentais conseqüentes do projeto ISO 14001

 


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