Instagram oficial da Seicho No Ie do Brasil
Google Plus + oficial da Seicho No Ie do Brasil
twitter oficial da Seicho No Ie do Brasil
Youtube oficial da Seicho No Ie do Brasil
Facebook oficial da Seicho No Ie do Brasil

10/01/2007
Consumo de carne: maior problema ambiental do planeta


No último curso ministrado no Brasil pelo Vice-Supremo Presidente da Seicho-No-Ie, professor Masanobu Taniguchi, em janeiro de 2006, o problema gerado pelo consumo de carne, tanto do ponto de vista espiritual, como ambiental e social, foi amplamente exposto. A seguir, além da posição do professor Masanobu Taniguchi, o Boletim Informativo Círculo de Harmonia traz mais alguns dados a respeito desse tema. Posição do professor Manasobu Taniguchi – Em 2000, de uma produção mundial total de 1 bilhão e 860 milhões de toneladas de cereais, 35,5%, ou seja, 660 milhões de toneladas, foram consumidas por animais, como gado, aves e peixes, postos a engorda para posterior consumo de carne pelos seres humanos. – Se a quantidade consumida por animais fosse distribuída entre todos os seres humanos, a fome seria banida da face da Terra. – O problema está no fato de que apenas uma parte rica da humanidade pode consumir a carne produzida (cerca de 10%). Em seu livro Primeiro Passo para a Paz, o professor Masanobu Taniguchi, além dos dados citados acima, afirma: “Como conseqüência, as pessoas dos países desenvolvidos, como nós, estão usurpando os cereais da população dos países pobres”. O problema número 1 do planeta é o consumo de carne – Devido ao uso de terras, antes cultiváveis, como pastagem para o gado, áreas como o serrado, a caatinga e agora a floresta amazônica são desmatadas com queimadas em larga escala. O solo não gera alimento, a camada de ozônio é prejudicada, temos o aquecimento global e a economia sofre com a má distribuição de renda. – O número de habitantes no Brasil é o mesmo que de cabeças de gado. Na Amazônia são 22 milhões de habitantes para uma população de 35 milhões de bovinos. – A quantidade de medicamentos e hormônios utilizados na engorda e no tratamento de doenças dos animais chega a tal volume que muitos lençóis freáticos e aqüíferos subterrâneos já estão contaminados. – Cada quilo de carne bovina, como produto final, exige o consumo de 15 mil litros de água. Isso significa que ao custo ambiental deveria ser incluída, quando exportamos um quilo de carne, a quantidade de água gasta na produção. Já existem países que não podem produzir alimentos em seu território porque não possuem água suficiente. Exportação a preço da aniquilação do meio ambiente – No norte de países como Dinamarca e Alemanha é proibido criar porcos. Lá, ao contrário do Brasil, torna-se economicamente inviável produzir carne, porque os custos ambientais são acrescidos ao produto final. – Sai mais barato importar do Brasil do que produzir, e ainda sem causar danos ao próprio meio ambiente. Caso aqui o desgaste ambiental também fosse considerado, a carne aqui no Brasil também seria inviável. – Dois terços da emissão brasileira de gases que intensificam o efeito estufa no planeta são originados pela pecuária. Nossa carne chega ao exterior com “cheiro de floresta queimada” – Basta uma rápida olhada em fotos de satélites. As queimadas embaçam, literalmente, a visão de um futuro nada promissor. Vê-se fumaça carcomendo o corpo do globo como se fosse um câncer. Além do “cheiro de floresta queimada”, a carne que exportamos chega ao exterior “carimbada” com a destruição da camada de ozônio e selada com a cadeia de sofrimento que ela significa, não apenas ao animal, que tem o sangue derramado com crueldade medieval (mais sobre esse assunto no próximo número do Boletim Informativo Círculo de Harmonia), mas também da população brasileira, que vê esvaziar a mesa e as panelas com o crescimento do agronegócio. – De 1992 a 2002, foram fechados 3 milhões de empregos no campo, somente no Brasil. Por outro lado, ainda é a agricultura familiar que sustenta o abastecimento interno, significando 70% do consumo. Se a mesma área que é usada para pecuária hoje, na Amazônia, fosse cultivada pela agricultura, seriam criados vinte vezes mais empregos. No próximo número do Boletim Informativo Círculo de Harmonia, falaremos sobre como os animais são cruelmente criados e abatidos, em pleno século XXI.

 


Circulo de Harmonia - Janeiro / 2007