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ESPECIAL PARA PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO


“Todo homem traz, como filho de Deus, o gene chamado natureza divina, fortemente arraigado em sua parte mais profunda” (A Verdade da Vida, vol. 14, pág. 201, 2ª edição revisada).

O prof. Masaharu Taniguchi nos ensina nesse livro que todo ser humano possui em seu interior uma jazida de capacidade infinita em estado latente. Explorando essa jazida de tesouros, ele se torna gênio. Mas a maioria das pessoas só consegue manifestar uma pequena parte de toda a sua capacidade.
Por que isso acontece? Por que as pessoas não se tornam gênios? Como agir, para que toda essa potencialidade venha à tona?

Acredite no homem. Acredite na Criação de Deus.

“Conheça a Verdade! Deus é a origem de tudo. Tudo foi criado por Ele. Tudo que foi criado por Deus herdou os atributos de Deus. Deus é bem. Portanto, todas as coisas criadas por Deus herdaram os seus atributos e só podem ser boas. Esta é a Verdade” (365 Itens para Alcançar o Ideal, vol. 1, pág. 143, 8ª edição revisada).
O educador precisa ter uma postura mental clara em relação ao Criador e às Suas obras. Para ter êxito ao educar, é necessário que ele acredite na perfeição das obras criadas por Deus e não se apegue à imperfeição, vendo somente a aparência externa das pessoas e coisas.
Para que se manifeste a real capacidade do ser humano, o primeiro passo é acreditar na existência dessa capacidade; e o segundo passo é extraí-la através da palavra — palavras de incentivo, palavras de elogio, palavras de gratidão. Esta estratégia é válida, tanto para melhorar o seu próprio desempenho quanto o de seus alunos.
Como isso funciona no dia-a-dia? Quando o professor está diante de uma turma difícil, que é que efetivamente ele pode fazer?

Vivência

A resposta a essas perguntas e o resultado que se obtém, quem nos dá é a professora Maria Bernadete Pereira, da Escola Estadual “Eugênio Sales”, em Belo Horizonte-MG.

Ela contou, em seu relato de experiência, que conheceu a Seicho-No-Ie em 1988 através de seu irmão Marco Antonio e que, desde então, começou a ter respostas para muitas de suas dúvidas em relação à vida. Como professora, ela passou a aplicar os ensinamentos na sala de aula, e ocorreram transformações significativas no seu relacionamento com os alunos.

Em 2001, ela iniciou o “Curso por Correspondência” da Seicho-No-Ie e, nesse mesmo ano, mudou-se de Barbacena, onde morava com os familiares, para Belo Horizonte.
“Já em Belo Horizonte, fui lotada em uma escola do Aglomerado da Serra (Vila Cafezal, a mais perigosa de Belo Horizonte). Nessa escola, foi-me entregue uma turma de alunos da 3ª série do Ciclo Básico do Ensino Fundamental, com graves problemas de alfabetização, dos quais 80% não sabiam escrever corretamente o seu próprio nome. Graças aos ensinamentos e às práticas do ‘Curso por Correspondência 2002’, que eu estava fazendo na ocasião, consegui alcançar grande êxito. Transcrevo algumas práticas que realizei:

“● Prática do módulo 1 – para manifestar a perfeição do aluno, do filho ou de outra pessoa – mentalizar durante 10 minutos, de manhã e à noite, todos os dias:
‘O Espírito de Deus está sempre orientando meu filho/aluno para que ele viva de modo correto. Na verdade, ele já leva uma vida correta. Eu creio nisso. E agradeço a Deus por isso. Muito obrigado!’.

“● Prática do módulo 2 – Meditação Shinsokan simplificada (Explicações Detalhadas sobre a Meditação Shinsokan, pág. 172)
Feche os olhos, respire lentamente e mentalize:
‘Flui em mim a Vida de Deus.

Esvazio a minha mente e sigo a vontade de Deus.
Deus, manifestai em mim o Vosso pensamento’.


“● Palavras afirmativas proferidas com os alunos todos os dias:
‘Sou filho de Deus, perfeito, maravilhoso, feliz, saudável,
alegre, estudioso, inteligente, organizado, caprichoso,
disciplinado, honesto, educado, amoroso e carinhoso. Amo e
respeito meus colegas, professores e diretores. Estudo na
melhor escola do mundo. Muito obrigado!’.

“● Agradecimento ao papai e à mamãe.
‘Obrigado, papai; obrigado, mamãe’.

“No final do ano, a diretora aplicou testes de leitura aos alunos. Desses, 21 conseguiram obter conceito ‘ótimo’, 3 obtiveram ‘bom’, e 3, ‘regular’. Foi uma surpresa para a diretora, pois eles chegaram a igualar e até a superar os resultados de outras turmas de 3ª série, consideradas ótimas”.

Entre outras coisas, a professora Maria Bernadete diz no seu relato que, a partir de então, foram realizadas palestras da “Educação da Vida” na escola, para professores, pais e alunos, pelo prel. Crasso de Oliveira, presidente da Associação dos Educadores da Regional MG-BH/Caiçara, com grande êxito.

A profª Maria Bernadete nos dá uma verdadeira aula de eficiência, esforço e fé na Criação de Deus. Os seus alunos, imitando a sua conduta, adquiriram verdadeira postura de vencedores: “Tornaram-se mais alegres, participativos, atenciosos e interessados”.

Ensinar a viver no mundo

O grande mérito dessa professora foi que, além de alfabetizar efetivamente os alunos e lhes transmitir conhecimento, ela passou para eles uma postura positiva em relação à vida, preparando-os para viver no mundo.

John Dewey, filósofo norte-americano (1859-1952), acreditava ser necessário estreitar a relação entre teoria e prática, pois as hipóteses teóricas só têm sentido no dia-a-dia. Para ele, educar é mais do que reproduzir conhecimentos, é incentivar os educandos a desejar desenvolvimento contínuo, é preparar pessoas para transformar algo. O objetivo da escola deve ser ensinar a criança a viver no mundo.

Desenvolvendo a verdadeira sabedoria

“A pedagogia da Seicho-No-Ie não visa a transformar os estudantes em crianças e jovens com a idéia fixa de obter boas notas na escola” (A Verdade da Vida, vol. 30, pp. 53/54). Seus objetivos são mais profundos:

  • fazer com que os educandos sejam capazes de se enriquecer interiormente com qualquer tipo de experiência, e produzir algo bom com base na lição que aprenderam.
  • cultivar no ser humano a capacidade de absorver, em qualquer circunstância, algo que sirva como nutriente para sua alma.
  • desenvolver nos educandos a verdadeira sabedoria, que lhes possibilitará se conduzir bem em qualquer circunstância da vida.

As pessoas materialistas tendem a pensar que educar seja preparar a criança e o jovem somente para o mercado de trabalho, incentivando-os a estudar para tirar notas altas, passar no vestibular e exercer uma profissão com a qual eles irão ganhar muito dinheiro e ter poder, sem pensar em sua satisfação pessoal e profissional. Se isso se concretizar e eles tiverem de exercer uma profissão que estiver em desacordo com a vocação dada pela Grande Vida do Universo, serão infelizes.

“Aquele que, com base nas vantagens profissionais, tenta desenvolver a habilidade da criança num setor para o qual ela não tem vocação, infringe a lei da vida. É profundamente significativo o fato de as pessoas serem dotadas cada qual com um determinado dom. Se as pessoas desenvolverem cada qual o seu próprio dom, estarão participando do grande plano traçado por Deus, Criador do Universo” (A Verdade da Vida, vol. 14, pp. 148/149).

O prof. Masaharu Taniguchi nos esclarece nesse livro que o educador deve, ao descobrir o talento inato do educando, fazer o máximo possível para que esse dom se desenvolva, elogiando, incentivando e encorajando-o para que se dedique com prazer a esse trabalho ou estudo. Dessa forma, educador e educando estarão participando, de uma maneira efetiva, do grande plano traçado por Deus, beneficiando toda a humanidade com seus respectivos trabalhos, havendo crescimento espiritual e material para todos.

Departamento de Educadores

Fonte: A Verdade da Vida – Masaharu Taniguchi – vol. 14 e 30
          365 Itens para Alcançar o Ideal – Masaharu Taniguchi – vol. 1
          Explicações Detalhadas sobre a Meditação Shinsokan – Masaharu Taniguchi
          Revista Nova Escola – janeiro/fevereiro-2003 – edição 159

 

 


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