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MOVA realiza exposição e mostra como a arte auxilia na alfabetização de adultos


Segundo dados do site da Secretária Municipal de Educação de São Paulo, no Brasil há mais de 15 milhões de analfabetos com mais de 15 anos. Seja por abandono escolar ou fluxo migratório existia a necessidade de atender essa parcela da população. Desta forma, foi lançado em outubro de 1989 o Programa MOVA-SP.

 

O Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA) acontece por toda cidade e também na Sede Central da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, onde de 2ª a 5ª, das 17h às 19h30, são ministradas as aulas para os alunos da professora e pedagoga Maria Terezinha Braga, que também é preletora da Seicho-No-Ie.

Iniciada há cinco anos, as aulas tem a “finalidade de ampliar os horizontes culturais de jovens e adultos, a fim de conquistarem uma vida mais digna e incentivar os egressos a continuarem os estudos”, conta Maria Terezinha.

 

A maioria dos alunos são de origem japonesa e não sabiam nada de português, foi então que a professora pensou: como e por onde começar? Conhecedora e eterna estudante da Educação da Vida da Seicho-No-Ie há mais de 18 anos, colou-a em prática e também através da orientação de Deus com as orações que realiza diariamente, decidiu começar pelo começo: o alfabeto.

 

“Utilizava músicas, dobraduras, pinturas, criava joguinhos e assim passava para eles o alfabeto através da arte. Essa arte sempre foi realizada com material reciclável produzido pela Sede Central”, conta orgulhosa a professora e acrescenta que tudo isso contribuiu para externar dos alunos a confiança e também a descoberta da capacidade infinita.

 

Sobre as aulas a professora Maria Terezinha esclarece que são expositivas e interativas, sempre havendo um momento de troca entre todos: “A Seicho-No-Ie tem uma peculiaridade na forma de educar, ou seja, aplicamos o método “Educação da Vida”, onde os alunos se sentem valorizados, respeitados como ser humano e principalmente as suas habilidades, por meio do poder da palavra, do elogio, do reconhecimento, se sentindo úteis à sociedade e livres para manifestarem a capacidade infinita que cada um possui, não importando a sua idade”.

 

Toda a valorização e toda capacidade externada através dos trabalhos em sala de aula tornaram-se uma exposição que foi aberta ao público do dia 21 a 24, na Sede Central da Seicho-No-Ie em São Paulo, no bairro do Jabaquara.

 

Abaixo você assiste a uma entrevista com a Professora Maria Terezinha Braga, vê algumas imagens dos trabalhos expostos e também o sentimento de uma das alunas, que se alfabetizou aos 78 anos.

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Por Fernanda Kanasiro
Fotos E-Ki Ribas
Imagens Emannoel Zaninetti
Edição de Imagens Lílian Verri