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Academia de Ibiúna completa 60 Anos em 2015


“A grande maioria dos líderes atuais têm a Academia de Ibiúna como a terra natal de suas almas”. Preletor Yoshio Mukai


A história da SEICHO-NO-IE DO BRASIL (SNI/BR) é a história da Academia Sul-Americana de Treinamento Espiritual da Seicho-No-Ie – Ibiúna (SP).

Em 2 de março de 1955, uma cerimônia marcou a instalação, no altar, dos quadros contendo a palavra Jisso (Imagem Verdadeira) e “Deus é Amor”, escritas de próprio punho pelo Professor Masaharu Taniguchi.

O Professor Miyoshi Matsuda escreve, na obra A Luz Avança Transpondo Fronteiras, que a partir dessa instalação, a “Academia tornou-se fonte de purificação de almas e um Palácio do Movimento para Iluminação da Humanidade”.

Não era uma descrição visionária. Logo no primeiro Seminário Geral de Treinamento Espiritual, realizado entre 1º e 10 de abril de 1955, entre os apenas 16 participantes houve uma profusão de “milagres”. Pessoas se curaram de surdez, úlcera, hemorroidas, problemas de fígado e até neurastenia.

60 anos depois, após várias reformas e melhorias estruturais, a Academia recebe, em seus seminários, cursos, Festividade, cerimônias especiais e visitação turística, entre 40 e 50 mil pessoas, a cada ano.

Nesta matéria especial, confira um pouco da História e histórias que envolvem o principal polo formador de líderes e pessoas felizes da SNI/BR.


História para ser perpetuada – Não é exagero dizer que a Academia teve seu início em 7 de setembro de 1934, dia em que o jovem Miyoshi Matsuda declarou ao Universo suas três metas, após ser profundamente tocado pela leitura de A Verdade da Vida: 1) Viajar pelo Brasil divulgando os ensinamentos; 2) Instalar uma academia para jovens; 3) Estagiar no Japão diretamente com o Mestre Masaharu Taniguchi.

Em 11 de fevereiro de 1942, em Amora Preta, município de Ibaiti-PR, o Professor Miyoshi fundou a 1ª Associação dos Jovens da Seicho-No-Ie em solo brasileiro.

A sede era sua casa, que logo começou a receber jovens trazidos pelo Professor Daijiro Matsuda que, no lombo de um cavalo, cruzava colônias e campos com A Verdade da Vida que o salvara embaixo do braço.

Enquanto ele divulgava, Miyoshi cuidava dos afazeres do sítio da família, e acolhia e aplicava as vivências da Seicho-No-Ie junto aos jovens. “Senti com satisfação que meu secreto desejo começava a se concretizar. Estudar e trabalhar – este era o meu sistema de orientação, de maneira que ensinava os fundamentos da Seicho-No-Ie pela manhã e à noite, mas durante o dia dávamos duro na lavoura”.


“Deixem por minha conta a construção da academia” – Muitos acontecimentos se sucederam de forma rápida. O empenho dos irmãos Matsuda e de outros tantos pioneiros fez com que a Seicho-No-Ie se “alastrasse feito fogo em palha”.

Em 1951, a sede brasileira foi reconhecida pelo Professor Masaharu Taniguchi. Em 1952, chegou do Japão o Professor Katsumi Tokuhisa para conferências e direcionamentos. Após demonstrar corajosamente a ele as suas intenções de estagiar no Japão, o Professor Miyoshi Matsuda embarcou no dia 21 de dezembro de 1952, sendo que ele mesmo cobriu os custos da viagem.

Como o Professor Tokuhisa havia doado a soma dos valores auferidos da realização de inúmeras conferências para ser o capital inicial para a edificação de uma Academia de Treinamento Espiritual, quando o Professor Miyoshi embarcou a sede brasileira já estava incumbida de encontrar um terreno.

No entanto, ao voltar para o Brasil em 12 de dezembro de 1953, o projeto não havia saído do papel por conta dos esforços na construção da própria Sede Central. Assim, sem pestanejar, como num brado lançado aos Céus, o Professor Miyoshi afirmou decididamente: “Deixem por minha conta a construção da academia”.


Principais alicerces: Gratidão e Retribuição – Nomeado ela Diretoria para capitanear a construção, logo foi procurado pelo Sr. Mitio Togashi, pessoa de sua inteira confiança, que tinha uma área de 20 alqueires à venda em Ibiúna.

Profundamente convicto de que a proposta tinha vindo de Deus, o Professor Miyoshi pagou imediatamente o valor da entrada sem nem sequer ir pessoalmente averiguar o terreno.

Junto à sua poderosa atmosfera pessoal e à sua forte determinação colocou em marcha um plano audacioso: repartir a área em três (local para as instalações da Academia, local de pomar para produção e futuro custeio, e o restante em lotes a serem vendidos para cobrir o valor do terreno e a obra).

O “espírito” por trás de tudo foi o sentimento de gratidão e retribuição. Explica o Professor Miyoshi em texto publicado na edição do Enkan (Círculo de Harmonia) de 25/12/1954: “Os imigrantes japoneses conquistaram melhora econômico-social com os ensinamentos sobre a Verdade. Era indispensável perpetuar essa alegria através dos jovens nisseis, proporcionando-lhes a fé e a esperança no futuro, fortalecendo a convicção de serem filhos de Deus”.

Despertar a vocação doutrinária e fazer expandir o Ensinamento para além-fronteiras eram dois outros sólidos propósitos do Professor Miyoshi.


“Cada tijolo é fruto do amor espontâneo dos adeptos” – O Professor Masaharu Taniguchi descreveu, em 1973, a epopeia da construção da Academia de Ibiúna como uma sucessão de acontecimentos extraordinários, comparável ao milagre da “divisão de cinco pães que alimentou cinco mil pessoas”, realizado por Cristo.

Como verdadeiros braços-direitos do Professor Miyoshi, ofereceram-se de corpo e alma à tarefa o estudante de engenharia Satoshi Nagahashi e o Sr. Kozo Katsumata. Para cada etapa da construção, havia uma comovente mobilização. Eram mesmo atos de devoção.

O valor dos lotes doados viabilizou o início das obras. No entanto, eram custos muito altos. Na hora de assinar o contrato com o empreiteiro, faltou dinheiro. Sem pensar duas vezes, o adepto Mitoshi Kanegae emprestou uma grande quantia sem pedir recibo, sem cobrar juros e com prazo indeterminado.

A construção foi erguida, mas não havia fundos para o acabamento. Assim, adeptos de todo o Brasil enviaram os itens necessários, numa operação logística imensa, dadas as condições de transporte da época.

Para a inauguração também não havia verba. Sem qualquer acanhamento, o Professor Miyoshi foi pedir ajuda ao adepto Kazuharu Takahashi. Dono de muitos bens, na hora prontificou-se a doar tudo o que tinha, e assim o fez.

Os doadores de lotes e outros importantes beneméritos da época têm seus nomes grafados para sempre nas pedras que cercam o Santuário Hoozo do Brasil. Segundo a tradição xintoísta, os pequenos monumentos têm significado de proteção ou vedação (Tamagaki) ao espaço sagrado em relação ao mundo exterior.


Algumas datas marcantes    

02/08/1954 – Cerimônia de lançamento da pedra fundamental.

02/03/1955 – Inauguração.

01º a 10/04/1955 – 1º Seminário Geral de Treinamento Espiritual.

10/07/1955 – 1ª Convenção Nacional da Associação dos Moços (hoje Jovens) da Seicho-No-Ie.

02 a 08/04/1956 – 1º Seminário especial para Senhoras (Associação Pomba Branca).

27/08/1956 – Em viagem missionária ao Brasil, o Professor Seicho Taniguchi, então Supremo Presidente da Associação dos Jovens, chega à Academia para orientar o 3º Seminário Especial para Formação de Líderes Jovens.

01º/04/1957 – Inauguração do Santuário Hoozo do Brasil.

24/07/1962 – Falecimento do Professor Daijiro Matsuda, na Academia.

09 a 13/07/1963 – Curso especial para jovens orientado pelo Professor Masaharu Taniguchi.

29/08/1963 – Inauguração do Monumento aos Pioneiros, pelo Professor Masaharu Taniguchi.

25 a 27/03/1966 – 1º Seminário para moças (hoje jovens mulheres).

14 e 15/02/1970 – 1º Seminário em português.

22 a 24/01/1971 – 1º Seminário para crianças no curso primário.

15/07/1973 – Inauguração do novo Salão Nobre e Alojamento Alegria.

 

1975 – Troca do piso do Salão Nobre, de tatame para carpete.

28 a 30/07/1975 – 1º Seminário para educadores.

20 e 21/10/1979 – 1º Curso para Preletores em português.

15 e 16/08/1981 – 1ª Convenção Nacional da Associação da Prosperidade.

13 e 14/03/1982 – 1º Curso para Presidente de Associação Local da Associação Fraternidade e da Associação Pomba Branca.

02/06/1985 – Inauguração do Monumento aos Anjinhos Anônimos.

1986 – Colocação de cadeiras para os participantes, no Salão Nobre, em substituição às almofadas.

07/04/2001 – Inauguração do busto em bronze do Professor Miyoshi Matsuda.

07/07/2001 – Inauguração do novo salão dos pioneiros e alojamentos.

13/04/2003 – 47ª Festividade do Santuário Hoozo do Brasil, com mais de 16 mil participantes e, pela 1ª vez, mais de 1 Milhão de Registros Espirituais.

07/07/2005 – 1ª Cerimônia às almas dos povos que foram escravizados (índios e negros).

28/02/2014 – Inauguração do Espaço Querubim Minna Tomodati, com capacidade para 80 crianças.


Polo formador de líderes – Quarto a ocupar o cargo de Presidente Doutrinário para a América Latina, o Preletor da Sede Internacional Junji Miyaura atribui à Academia de Ibiúna a sua formação como líder e como pessoa. “Participei como seminarista desde juvenil, fiz parte de comissões e fui orientador de incontáveis seminários”, conta. Para ele, trata-se do local onde a prática da Seicho-No-Ie é vivenciada efetivamente. “A Academia desperta a Verdade e o filho de Deus na pessoa, por isso salva e encaminha”, arremata o Prel. Junji.


Primeiros seminaristas tinham de tomar banho no rio – O Diretor Presidente da SNI/BR em exercício, Preletor em grau Máster Tuguio Teramae, também foi formado, desde muito jovem, participando dos primeiros seminários. “Não havia ofurô nem chuveiro, então os seminaristas iam tomar banho no rio. Aliás, em dois riachos diferentes. Em um iam as meninas, e em outro, os rapazes”. A esse respeito, ele cita o amigo Yoshio Mukai que, à época, atuava na comissão e tinha a tarefa de cuidar que ninguém tomasse banho no rio “errado”. Até hoje o Prel. Mukai, nosso maior decano atual, graceja com a lembrança: “Não sei por que nunca me deixaram vigiar o rio onde se banhavam as meninas”, conta o Prel. Teramae.


Oferenda de Trabalho: arrancar raízes de árvores com as mãos – Um bom banho em água corrente certamente era vivido com intensa gratidão, principalmente logo após a atividade de Kenro, ou Oferenda de Trabalho, que é parte essencial da vivência espiritual das Academias. Conta o Prel. Teramae: “Entre os homens, a principal tarefa era o famoso ‘arranca-toco’. Raízes de árvores grossas que tinham dado lugar ao espaço útil, precisavam ser extraídas. Assim, cavava-se ao lado delas, cortavam-se as raízes laterais e uma corda era amarrada ao cerne. De 30 a 40 rapazes levavam, às vezes, duas horas para conseguir arrancar uma só raiz”, lembra e observa: “Jovens que vinham da cidade ficavam exaustos, mas compreendiam profundamente a importância espiritual de se dedicar de corpo e alma à Iluminação”, complementa o Prel. Teramae, cujo pai, o saudoso Professor Chikamori Teramae, tem seu nome grafado em um dos pequenos monumentos ao redor do Santuário Hoozo.


Um Agora Promissor – O Preletor Aníbal Ferreira de Lima Neto, Diretor da SNI/BR e Preposto da Academia Sul-Americana de Treinamento Espiritual de Ibiúna, apesar de jovem, teve sua vida transformada pela Academia que hoje comanda.

Seus olhos estão no futuro, mas um futuro que já chegou por intermédio de seu dinamismo. Seus empenhos resultaram na inauguração, em 2014, do Espaço Querubim Minna Tomodati. Sonho antigo dos pioneiros, foi do incansável trabalho do Preletor Aníbal e seu “braço-direito”, o Administrador e Preletor Gil Kanasiro Filho, que o ideal se tornou realidade na forma de uma edificação de mais de 350 metros quadrados e capacidade para até 80 crianças de 0 a 10 anos.

Tanto arrojo tem uma só origem, conforme enfatiza sempre o Prel. Aníbal: “O ideal dos pioneiros está vivo dentro de nós e é a nossa força motriz. Outro dia, ao vislumbrar o brilho nos olhos dos jovens nisseis participando do Seminário para Jovens Seinen Kai, ‘transportei-me’ por um instante para 60 anos atrás. Eu não pude testemunhar o entusiasmo do Professor Miyoshi Matsuda recepcionando os seminaristas, um a um, mas vendo aqueles jovens transbordantes de alegria, não tive dúvida: o Professor Miyoshi continua entre nós, e mais vivo do que nunca, através do seu ideal inextinguível”, colocou o Preposto.


Ano temático – A anunciar tempos de avanços cada vez maiores em termos de infraestrutura, está registrado no Plano Quinquenal da SNI/BR a meta de tornar a Academia um modelo de sustentabilidade. “Trabalharemos para fazer dela um polo de referência em energias renováveis”, enfatiza o Prel. Aníbal.

Além disso, a Diretoria da Academia, em parceria com o Gabinete de Marketing e Comunicação da SNI/BR, colocou em marcha uma Campanha de divulgação bastante ampla. Entre as ações estão previstos: Selo Comemorativo (cuja arte configura a Capa desta edição); divulgação do slogan “ Onde os Iluminados Pregam a Verdade, Reúnem-se os Apóstolos”; produtos e kits temáticos da data; divulgação maciça na Internet e Redes Sociais; a instalação de totens ou painéis interativos junto aos principais monumentos; e destaque especial nas mídias de rádio, tevê e impressa da SNI/BR.

Outra novidade é o Seminário da virada de ano. A partir de 28 de dezembro de 2015, passando pelo Reveillon, seminaristas felizardos vivem 7 dias em clima de renascimento. Mas não para por aí. Segundo o Prel. Aníbal haverá mais surpresas doutrinárias a presentear a Família Seicho-No-Ie, em 2015.


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