22 de março é o Dia Mundial da Água

Hoje, 22 de março, é o Dia Mundial da Água, data criada em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o intuito de debater as maneiras de utilização desse líquido que se torna cada dia mais precioso em todo mundo. Segundo dados da ONU, em pouco mais de 15 anos, a demanda por água vai superar a oferta em 40%.
É perceptível a necessidade de uma atuação efetiva dos governos para questões como tratamento da água e esgoto e saneamento, assuntos que são diretamente relacionados a saúde pública. Ainda segundo dados da ONU, 2,5 bilhões de pessoas no mundo não tem acesso a um banheiro e cerca de 4.500 crianças morrem por dia devido a falta de saneamento.
Mais do que o investimento público na questão da água e do saneamento, a necessidade da conscientização da população é o motor principal para que demanda e oferta não sejam tão discrepantes e para que números como os mostrados acima diminuam ou deixem de aumentar. Sabe-se e tem-se a informação da importância do uso racional da água, mas em muitos casos consta-se uma não percepção do impacto do uso diário no todo.
“Hoje vi um funcionário de um prédio lavando uma calçada inteira com a mangueira e logo depois, ao chegar em casa, li uma matéria da Unicef que mostra que uma criança morre a cada 15 segundos por falta de água. Não que as pessoas sejam desinformadas, mas elas não tem noção do pouco de água potável que há no mundo e do processo para tratá-la”, esclarece a engenheira ambiental pela UNESP, Helene Habiro Ribeiro.
Na Seicho-No-Ie aprende-se a contemplar a presença de Deus nas obras da Natureza, e na qualidade de Filhos de Deus viver em total equilíbrio com essas obras. E através dessas atitudes diárias no uso dos bens naturais, criar o exemplo para uma sociedade mais consciente não apenas do uso, mas de que tudo é vida de Deus e que se reconhece e se respeita Deus em tudo e em todos. É o modo feliz de viver em harmonia com a Natureza.
Leia e reflita sobre a Declaração Universal dos Direitos da Água, documento da ONU:
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos. 

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem. 

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia. 

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. 

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. 

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. 

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. 

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. 

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. 

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 

 

Por Fernanda Kanasiro