Neste relato, Tânia nos conta como ela superou a perda do irmão.


Durante o Seminário de Educadores, que ocorreu na Academia Sul-Americana de Treinamento Espiritual de Ibiúna-SP, entre os dias 9 e 13 de janeiro de 2013, tivemos a oportunidade de conversar com vários adeptos da Seicho-No-Ie. Muitos nos contaram seus relatos, como é o caso da sra. Tânia Muri, que teve a sua vida e a de sua família transformadas pelos Ensinamentos. Confira abaixo o relato.

Eu me chamo Tânia Lopes Muri e sou irmã do jornalista Tim Lopes, assassinado no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, quando investigava uma denúncia sobre meninas que estariam sendo prostituídas em bailes funk.

A minha vida junto à Seicho-No-Ie começou quando eu tinha 17 anos, e a Seicho-No-Ie também entrou na minha família. Se não fosse essa estrutura espiritual, não teríamos conseguido superar todo esse processo pelo qual tivemos de passar.

Somos uma família de nove filhos, porém perdemos nosso pai há 17 anos. Em seus dois últimos anos de vida ele dedicou-se a Seicho-No-Ie. Meu irmão, Tim, também participou de várias cerimônias especiais, que fizemos para o nosso pai, prof. Argemiro do Nascimento.

Após o desaparecimento de Tim – ficamos uma semana sem notícias –, fazíamos, a família inteira, a leitura da sutra sagrada pela manhã na casa de minha mãe. Infelizmente, no domingo, recebemos a notícia do assassinato do Tim, e da forma violenta em que ele se foi.

Essa estrutura espiritual que conseguimos na doutrina da Seicho-No-Ie, baseada no amor, no perdão e na gratidão, foi que nos permitiu superar, por meio dessa fé, todo esse doloroso processo. Hoje, entendemos que a morte do Tim foi de enorme importância para a sobrevivência e salvação de muitas pessoas que moram no Complexo do Alemão.

Diante de tudo isso, compreendemos que temos de dar glórias a Deus por termos essa doutrina, esse suporte espiritual, que nos propiciou o correto entendimento dos fatos. Passamos, assim, a considerar que era uma honra o fato de, dentro de nossa família, existir o jornalista Tim Lopes e que todo o processo pelo qual passamos foi e é para o bem da humanidade.

Muito obrigada!